quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Prêmio Jabuti 2013: nVersos Editora é finalista com livro sobre travesti

nVersos Editora é finalista do Prêmio Jabuti 2013
Obra Luís Antônio – Gabriela concorre na categoria Melhor Projeto Gráfico

A nVersos Editora está entre as finalistas em uma das 27 categorias do Prêmio Jabuti 2013, tradicional prêmio literário do país. Escrito por Nelson Baskerville, o livro "Luís Antônio - Gabriela" foi classificado em quinto lugar na categoria Melhor Projeto Gráfico. A arte da obra é assinada por Bruno Romão, Erica Caneto, Julia Marçal e Julio César Batista.

O livro "Luís Antônio - Gabriela" é baseado na peça de teatro homônima, escrita por Baskerville, e que percorreu o Brasil em 2011. Ganhadora  do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e do Prêmio Shell de direção, a peça nada mais é do que um pedido de perdão do dramaturgo Nelson Baskerville ao irmão mais velho.

Luís Antônio nasceu em 1953, era homossexual e viveu em Santos com uma família conservadora até os 30 anos, quando se mudou para a Espanha. Durante três décadas, quase nada se soube dele. Só muito tempo depois que Maria, irmã de Nelson, resolveu procurar Luis Antônio. Encontrou-o já como Gabriela, em Bilbao, protagonizando shows em boates. Gabriela morreu em decorrências da Aids em 2006.

O projeto gráfico do livro reforça a inconstância e estranheza causadas pela vida de Luís Antônio-Gabriela. Cores fortes e contrastantes, aquarelas, fotografias, arte postal, papel Kraft, verniz e outros recursos complementam a excentricidade da biografia.

Ficha técnica
Luís Antônio - Gabriela
Editora: nVersos
ISBN: 978-85-64013-53-7
Páginas: 244
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$42


Sobre a nVersos Editora

Criada em 2011, em São Paulo, a nVersos Editora surgiu para explorar novos processos e segmentos de produção de conhecimento não alinhados ao mercado convencional, além de divulgar a pluralidade. Segundo seus fundadores Julio César Batista e Raimundo Araújo Gama, nessa sua proposta de atuar à luz de uma “literatura do desvio”, a empresa dirige seu foco tanto para os textos tradicionais como para os resultantes de distintas convergências. Ao contemplar este universo, a nVersos não apenas valoriza, mas também leva ao mercado uma linha editorial sem fronteiras e sem abordagens preestabelecidas. Graças a esse largo espectro de busca e identificação de autores com as mais diversas propostas, a editora reafirma, constantemente, sua disposição de participar da formação de um imaginário capaz de contribuir para a compreensão da complexidade do mundo contemporâneo a partir de diferentes análises e leituras.

ATENÇÃO: ALTERADA PROGRAMAÇÃO TAPA NO ARENA

 

 Programação da 
primeira semana do mês:
de 2 a 6 de outubro.


Desgraças de Uma Criança:
qua e qui às 20h / sáb às 18h

Moratória:
sex às 21h / sáb às 21h / dom às 19h.
(Não mais às 20h no domingo, como divulgado)


Desgraças de Uma Criança
de Martins Pena

A peça mostra as peripécias amorosas de dois conquistadores às voltas com duas garotas, que em uma noite festiva, criam grandes confusões para encobrir o romance proibido. Além disso, Martins Pena critica com leve ironia e muito humor as relações sociais daquela época, e que ainda podem ser percebidas nos dias atuais.

Serviço
Desgraças de Uma Criança
De Martins, Pena
Direção: Brian Penido Ross
Elenco: Adriano Bedin, Júlio Mancini, Giovanna Ghiurghi, Laura Carvalho, Augusto César e Talita Olivieri.
Direção Musical: Júlio Mancini.
Dias 2, 3 e 5 de outubro, qua e qui às 20h / sáb às 18h
Classificação: 10 anos
Duração: 65 minutos


A Moratória
de Jorge Andrade (1922 - 1984)
Considerado um clássico do teatro brasileiro escrito em 1954, por Jorge Andrade.
A peça conta a história da família de um fazendeiro paulista que perde suas terras em decorrência da crise do café de 1929, e sente-se oprimida pela perspectiva da vida na cidade, espaço em que suas concepções de mundo
são confrontadas com uma ordem na qual o antigo prestígio familiar não representa mais nada.

Ficha Técnica
A Moratória
de Jorge Andrade (1922 - 1984)
Direção – Eduardo Tolentino de Araújo
Elenco - Zécarlos Machado, Paloma Galasso, Déborah Scavone, Rosa Grobman, Rodolfo de Freitas e Augusto Zacchi.
Dias 4 e 5, às 21h e 6 às 19h.


TAPA NO ARENA
Teatro de Arena Eugênio Kusnet
Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – República
Tel: 11. 3256.9463
Capacidade: 98 lugares
Ingressos: R$ 20,00 / R$ 10,00 meia
Bilheteria abre uma hora antes do espetáculo
Vendas só em dinheiro

15º JET WAVES WORLD CHAMPIONSHIP: ANDRÉ MARTINS INTENSIFICA TREINAMENTOS


ANDRÉ MARTINS TREINA FORTE PARA O

15º JET WAVES WORLD CHAMPIONSHIP


O catarinense de Florianópolis tem muita experiência neste tipo de competição e quer mostrar um bom desempenho, na praia do Iró, em Laguna (SC).



O catarinense André Martins vem treinando forte para a disputa do 15º Jet Waves World Championship (campeonato de manobras com jet ski nas ondas). A competição, que também é válida pela terceira e última etapa do circuito mundial, será realizada de 25 a 27 de outubro, na praia do Iró, em Laguna, no litoral de Santa Catarina.

O piloto de Florianópolis está otimista para este 15º Jet Waves World Championship. “O treinamento está forte e intenso, porque espero ter um bom desempenho e terminar bem classificado. Também tenho uma casa em Tubarão, por isso, costumo treinar em Laguna, que é próxima. Conheço bem o local onde será a competição, as condições de mar e acredito que isso poderá me ajudar muito. Vou torcer para que as ondas estejam grandes, porque meu estilo é de surf e, consequentemente meu desempenho é melhor. Sei que também que tenho de fazer boas manobras aéreas, pois valem 50% da nota os outros 50% são para o surf”, argumentou o catarinense.

Martins competirá com o mesmo equipamento de 2012, quando ficou entre os cinco primeiros da etapa brasileira. Adiantou que um novo equipamento está sendo preparado, porém, não sabe se estreará neste 15º Jet Waves World Championship. Na temporada passada, o piloto de Santa Catarina participou de todas as etapas do circuito mundial, realizadas em Portugal, França, Estados Unidos e Brasil, terminando entre os 20 primeiros.

A programação do 15º Jet Waves World Championship tem início no dia 25 de outubro com inscrições e treinos livres no período das 8 às 11h30. Às 11 horas será realizada a reunião com os pilotos. Às 11h30 haverá a solenidade de abertura. Às 13 horas começa a pré classificatória e às 15 horas as disputas das baterias de consolação No dia 26 a movimentação tem início às 9h30 com a reunião dos pilotos. Às 10 horas está prevista a classificatória e às 11h30 a última chance. Ás 14 horas começarão as disputas das oitavas de finais. Às 15h30 está previsto o Best Jump.

No dia 27 às 10 horas, será realizada a reunião com os pilotos. Às 10h30 tem início as quartas de finais e às 11h30, as semifinais. Às 13h30, está marcada a final do Best jump. A disputa do terceiro lugar está prevista para as 14h30 e a decisão do título acontecerá às 15h30 e em seguida a premiação.

REGULAMENTO

De acordo com o regulamento, no 15º Jet Waves World Championship as baterias são disputadas homem a homem, permitindo que a avaliação dos juízes reflita as mudanças da condição do mar e aprimore o entendimento por parte do público e da mídia.  Ainda de acordo com o regulamento, 50% das notas são dadas para as manobras aéreas e outros 50% para o surf.

O sistema de chaves foi desenvolvido para até 20 pilotos. Caso esse número seja ultrapassado, uma fase de pré-qualificação irá determinar os pilotos que irão compor as chaves. Os 8 pilotos presentes melhor classificados no ranking da International FreeRide WaterCraft Association (IFWA) não competem na fase de pré-qualificação e avançam automaticamente para as chaves.

Havendo fase de pré qualificação, pilotos competem em baterias de 6 a 10 minutos (2 pilotos por bateria). As 10 maiores pontuações juntamente com 2 convidados “wilcards” (determinados pelo júri da IFWA) avançam para as chaves. Havendo tempo, os pilotos que avançarem para as chaves continuam em uma fase de consolação.  

O 15º Jet Waves World Championship é uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Laguna e a FER (Federação de Esportes Radicais), com apoio da Revista Nautica e Nautica Sul, Triefe promoções, ProNáutica Jet Ski, FlyBoard Oficial Brasil, Acatmar, e sancionado pela IFWA (International FreeRide WaterCraft Association).


Mais informações nos sites: www.jetwaves.com.br e www.laguna.sc.gov.br

Domingo Onze e Meia com brincadeiras sonoras



Marcelo Brum-Lemos e o Som-de-Brinkedo lançam o CD Som-de-Brinkedo com espetáculo no programa Domingo Onze e Meia, no Conservatório de MPB de Curitiba. A apresentação, que acontece às 11h30 deste domingo (29), reúne canções autorais de Marcelo Brum-Lemos e dos demais compositores participantes do grupo, com obras que integram o CD e outras inéditas. A entrada é franca.
O show explora sonoridades de instrumentos musicais díspares como kalimba (instrumento africano semelhante a um piano), dulcimer (instrumento de cordas percutidas, de origem medieval), viola caipira, cavaquinho, charamela (instrumento de sopro construído em madeira), violino, rabeca paranaense, violão de nylon, guitarra elétrica, acordeom, teclados, flautas e as mais variadas percussões, revelando a diversidade cultural do Paraná e do Brasil.
Formado atualmente por Marcelo Brum-Lemos, Aruana Moscheta, Leandro Leal, Mateus Sokolowski, Carlos Ramos e Gabriel Floriani, o Som-de-Brinkedo tem como convidado especial o músico Junior Lemos. O repertório foi pensado como uma amostragem da variada influência sonora dos componentes da banda. O medievalismo está em Manuscrito, de Carlos Ramos, o baião aparece em Plantei girassóis, de Leandro Leal, e O Almirante possuía um barco branco, de Marcelo Brum-Lemos, que também responde pela seresta Eterno e pela milonga Sementes, entre outros exemplos.
Na prática, o Som-de-Brinkedo é uma oficina sonora, na qual os músicos procuram trabalhar de maneira mais experimental e lúdica na criação dos arranjos. O grupo tem formação flutuante, mas se destaca pela versatilidade e qualidade dos integrantes. A proposta, já denunciada pelo título, é a de “brincar” com os sons, numa postura experimental e irreverente. Nesse sentido, os músicos costumam revezar-se entre diversos instrumentos para expressar composições caracterizadas por uma profunda relação com a palavra cantada.
Marcelo Brum-Lemos, também poeta e contista, procura com suas canções explorar os limites entre a poética da palavra e a linguagem musical propriamente dita. Dessa forma, a expressão vocal, entre o canto e a fala, assume posição essencial, fazendo da interpretação de Marcelo Brum-Lemos o real elemento que agrega música e texto. O artista e seu grupo Som-de-Brinkedo apresentam-se regularmente em Curitiba desde 2009 e, em 2012, estrearam internacionalmente, com espetáculos em Portugal.

Serviço:
Programa Domingo Onze e Meia, com show de Marcelo Brum-Lemos e o Som-De-Brinkedo, que lançam o CD Som-de-Brinkedo.
Local: Conservatório de MPB de Curitiba (Rua Mateus Leme, 66 – Setor Histórico).
Data e horário: dia 29 de setembro de 2013 (domingo), às 11h30.
Entrada franca.

Ficha técnica:
Repertório - canções do CD Som-de-Brinkedo e inéditas:
1.        Barco no mar (Marcelo Brum-Lemos)
2.        Eterno (Marcelo Brum-Lemos)
3.        Manuscrito (Carlos Ramos)
4.        Maldito o Rey (Marcelo Brum-Lemos sobre poema de Emiliano Perneta)
5.        Desculpa-me (Marcelo Brum-Lemos)
6.        Plantei girassóis (Leandro Leal)
7.        Sementes (Marcelo Brum-Lemos)
8.        O Almirante possuía um barco branco (Marcelo Brum-Lemos)
9.        Em cima de você (Marcelo Brum-Lemos/Junior Lemos)
10.     Eles (Marcelo Brum-Lemos)
11.     O fantasma do Guimarães (Marcelo Brum-Lemos)
12.     21/12/2012 (Marcelo Brum-Lemos)
13.     Baleias navegando o verde (Marcelo Brum-Lemos)
14.     Num safári (Marcelo Brum-Lemos)
15.     Ringo Starr (Marcelo Brum-Lemos)

Arranjos: coletivos
Arranjos de base: Marcelo Brum-Lemos
Tempo total de show: 70 minutos
Técnico de som: Rogério de Assis Dantas
Produção: Marcelo Brum-Lemos

IN NEW MUSIC WE TRUST COMEMORA OITO ANOS NESTA SEXTA (27.09)


Há oito anos nascia uma festa improvável, somente dedicada a novidades, que muitas vezes ainda não havia chegado ao grande público. A ideia deu certo, ganhou vários elementos ao longo do tempo e atualmente é uma das grandes atrações na programação mensal do James. A In New Music We Trust (INMWT), idealizada pelo DJ e produtor Denis Pedroso, celebra aniversário nesta sexta-feira (27.09) com um time de DJs, hostess e fotógrafos.
Comemoro a longevidade do projeto e sua versatilidade. De quatro anos pra cá, a INMWT tem mais acompanhando o público de perto do que oferecendo a ele um recorte sonoro que desconheça, apresentando-o, na festa, como era em sua origem, diz Denis Pedroso, ao falar sobre esses oito anos de INMWT.
Nesse tempo todo, a INMWT teve cerca de 90 edições e reuniu aproximadamente 45 mil pessoas, sem contar os diferentes estilos de convidados, de todas as partes do Brasil. O que mudou nos oito anos de festa, de acordo com Denis, foi o conceito da festa introduzir novidades – atualmente, o público tem mais acesso ao hype, portanto, a balada ganha uma função mais ampla.
O público atual já está bem familiarizado às novas sonoridades, mais antenado aos lançamentos, cabendo à gente reunir isso tudo e também oferecer uma noite prazerosa. Atualmente não é apenas a música que movimenta a noite, ainda que seja o principal dela.”
A INMWT atualmente envolve hostess, fotógrafos e mais pessoas dedicadas a intervir durante a festa – como as moças responsáveis por distribuir shots e brindes – entre outras coisas. Sem esquecer o principal, que é a nova música. Claro, continuamos apresentando novas sonoridades, porque nem todas as pessoas que estão na festa são conhecedoras do universo musical abordado. Elas acabam entrando na brincadeira e curtindo a noite mesmo sem saber o que está sendo tocado, e vêm nos perguntar ou descobrem depois.”
O aniversário reúne os DJs Ale Dantas, Celso Ferreira, Claudinha Bukowski, Duda Rezende, Edu Freneda, Gabriel Talamini, Georgia Settanni, Giu Nunez, Joel Gugliemini e Judy Sky, além do próprio Denis. Além disso, a festa terá a hostess Lets Do It Better, Larissa Damas distribuindo brindes e drinks e Sibele Loesch oferecendo shots. E dois fotógrafos: Hudson Vagner e Fernanda Pompermayer. “Desta vez, resolvi comemorar com o pessoal que ajudou a fortalecer o projeto, especialmente nos últimos dois anos.”
E uma das atrações da noite também garante ao público a possibilidade de ser eternizado pelo artista André Ducci, responsável pelos cartazes da INMWT. “Um dos atrativos da noite será a possibilidade de ser desenhado por André Ducci, artista curitibano e designer da festa, numa ação que visa presentear o público com uma recordação impressa desta data.” Para saber como, basta ficar ligado na página da festa no Facebook.
IN NEW MUSIC WE TRUST especial 8 Anos DJ residente Denis Pedroso. DJs convidados Ale Dantas, Celso Ferreira, Claudinha Bukowski, Duda Rezende, Edu Freneda, Gabriel Talamini, Georgia Settanni, Giu Nunez, Joel Gugliemini e Judy Sky. Hostess Lets Do It Better. Brindes, drinks e shots por Larissa Damas e Sibele Loesch. Fotos por Fernanda Pompermayer e Hudson Vagner. Nesta sexta-feira (27.09), a partir das 22h. Entradas a R$ 20.
JAMES
Av. Vicente Machado, 894. Curitiba/PR.
INFORMAÇÕES PARA O PÚBLICO E RESERVAS:
(41) 3222-1426.
FORMAS DE PAGAMENTO
: todos os cartões de débito e de crédito Amex, Diners, Master, Visa e Visa Vale-Refeição.

03/10 ALICE CARTA CONVIDA JORNADA DA LONGEVIDADE




Alice Carta Promoções e Eventos  convida para  o coquetel
  de  abertura das mostras de Artes Visuais
  e fotografia, no dia 3 de outubro, às 18h,
no Memorial da América Latina,
Salão de Atos Tiradentes,
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664




A Jornada da Longevidade,
celebra o Dia Nacional do Idoso.

De 01 a 13 de outubro, a cidade de São Paulo recebe uma programação cultural gratuita que inclui
shows, apresentações de teatro,
aulas de artesanato,  exibição de filmes
e uma exposição de arte,
no Memorial da América Latina,
com trabalhos dos artistas plásticos
Antonio Henrique Amaral, Emanoel Araujo,
Luiz Áquila da Rocha Miranda.
A curadoria é de Miguel de Almeida.

No mesmo local serão exibidas  fotografias de
Fifi Tong, convidada especial do evento.

Ela organizou para a Jornada da Longevidade
a Exposição Entretempos: Memória
com imagens marcantes de seus trabalhos
e algumas inéditas no Brasil.



Foto: Fifi Tong para a exposição  “O tempo está Passando”



Formada no Art Center College of Design, Los Angeles, CA,
Fifi Tong atua como fotógrafa há 28 anos, no mercado de publicidade, retratos, sempre desenvolvendo seus trabalhos autorais. Publicou o livro ORIGEM- Retratos de Família no Brasil, em 2009, com exposição no Memorial do Imigrante, SP.
Em 2010 a mesma exposição abriu o Festival de La Luz, em Buenos Aires, e desde então já exibiu em mais 6 espaços, inclusive no Museo de Arte Comtemporáneo, da Salta, Argentina. Em 2012, foi convidada a participar do Festival de La Luz novamente, com a exposição, El Tiempo está Pasando, no Centro Cultural Recoleta. Fez parte da exposição, O Mais Parecido Possível - O Retrato, na Pinacoteca do Estado de São Paulo,  com curadoria de Diógenes Moura.
 

Crônica da Urda - O PORTÃO DO PASTO DO TIO JÚLIO

O PORTÃO DO PASTO DO TIO JÚLIO


                                   Lembro-me como se fosse hoje, mesmo que já se tenham passado umas quatro décadas. Era o portão do principal pasto do tio Júlio, porque o tio Júlio tinha diversos pastos, e suas nédias e mansas vacas holandesas faziam rodízio neles, alimentando-se sempre de grama nova e viçosa. O portão do pasto do tio Júlio era daqueles portões de madeira encarunchada e arame farpado que quase todas as propriedades tinham então, e era aberto sempre que se queria, por qualquer um, mesmo que fosse uma criança. Ele só era fechado por uma corrente que engatava num prego, e eu e meus primos podíamos abri-lo sem nenhuma dificuldade.
                                   Lá no tio Júlio havia oito primos, fora três “anjinhos” que dormiam no cemitério e para quem a gente levava flores – mas os primos de idade mais próximas da minha eram o Jorge e o Afonso, a Ruth e a Darcy. Desde muito pequenos eles ajudavam tio Júlio em milhares de coisas no seu ofício de produtor de leite para o Hospital Santa Isabel, de Blumenau: colocavam gramão e cana na máquina de cortar trato, carregavam os balaios de trato para os cochos das mansas vacas holandesas, tinham seus próprios banquinhos de ordenha e tiravam baldes de leite de cada vaca, pois as do tio Júlio eram vacas premiadas, que produziam muitos litros de leite a cada dia. Era necessário, então, depois da ordenha, levar as vacas para o pasto daquela ocasião (elas freqüentavam um pasto de manhã e outro de tarde), e a Darcy, e o Jorge, e os outros é que o faziam, e muitas vezes abriam o portão mencionado, e acompanhavam mais de trinta vacas estrada abaixo, até o pasto escolhido para aquele dia, indo buscá-las de noitinha para a nova ordenha, abrindo e fechando o portão sem nenhuma dificuldade. No tempo em que eu era bem pequena, tio Júlio passava naquele portão com sua carroça; mais tarde, já lá pelos anos 60, entrava ali com seu carro. Em ocasiões em que havia um touro brabo no pasto, o portão ficava fechado o tempo todo – em outras ocasiões, quando as vacas já tinham saído para pastar alhures, o portão podia ficar aberto, com o cavalo Baio sozinho lá no pasto, que o Baio era tão manso que não fugia. E reafirmo o que já disse acima: o portão tinha tal simplicidade de fechadura que qualquer criança pequena podia abri-lo ou fechá-lo.
                                   Mas então o tempo passou. Tia Fanny, e depois o tio Júlio, ambos acabaram viajando para outras plagas, e seus herdeiros tiveram que decidir o que fazer com aquela barbaridade de terra que tinha ficado. E ali no pasto principal do Tio Júlio cresceu um imenso condomínio cheio de prédios modernos, com um portão de entrada exatamente onde tinha sido o antigo portão do pasto. Meus primos moram lá, hoje, cada um num espaçoso apartamento, e cada um levou consigo para a nova morada algumas peças de mobiliário da antiga casa do Tio Júlio, e eu vou lá e tenho vontade de chorar quando as vejo e lembro daqueles tempos que ficaram lá tão longe.  Meus primos tiveram o cuidado de mandar imortalizar por famosa pintora as fotos daqueles tempos em que eu era criança, e em que qualquer pequena mão infantil podia abrir o grande portão do pasto, e nas paredes dos seus apartamentos aqueles quadros são como que um soco no peito que o passado nos dá.
                                   No Domingo passado eu fui lá lhes fazer uma visita. Minha mãe, que foi junto, telefonou antes, para confirmar estas coisas de bloco e andar, estas coisas que existem nos endereços contemporâneos. E então, que aconteceu? Minhas primas disseram:
-                     Olha, vocês trazem o celular e ligam lá do portão, que então a gente abre!
Santo Deus, há que se ter um telefone celular, agora, para se entrar no portão do pasto do tio Júlio! Levamos o celular, entramos – eu aproveitei para dar uma espiadinha no sistema de interfone que havia lá no portão, e que era complicadíssimo, desses que se criam para enganar qualquer ladrão, coisa de uso impossível para pessoas comuns. Sem celular, a coisa fica bem difícil!
E pensar que era um portão que qualquer mãozinha de criança abria!


                                   Blumenau, 06 de Fevereiro de 2003.


                                   Urda Alice Klueger

CULINÁRIA CRIATIVA DA COMUNIDADE SERÁ APRESENTADA DURANTE A PRIMAVERA DOS MUSEUS

Qual é o gosto do Aglomerado?

Culinária criativa da comunidade será apresentada durante a Primavera dos Museus


Você já comeu um galopé? E um peixe que é um vegetal? Frango com quiabo em pó? Doce de jiló? Pois estes são pratos comuns na comunidade do Aglomerado Santa Lúcia. Sem muita pretensão e transbordando sabor, a criatividade é o mote das receitas. O quiabo em pó surgiu para evitar o desperdício. Dona Amélia, ex-proprietária de um pequeno sacolão, às voltas com o problema de sobras de quiabo, tratou de desidratar o vegetal e triturá-lo até virar pó, experiência que deu certo, pois preserva o gosto e os nutrientes.

O assa-peixe, uma erva bastante usada para o tratamento da gripe, bronquite, asma e tosse, vira filé, no Aglomerado. A folha empanada faz as vezes do peixe e tanto o aspecto, quanto o sabor não deixam a desejar. O doce de jiló substitui o de figo. E assim, a cozinha criativa da comunidade nos mostra que há uma imensa variedade de ingredientes e temperos ainda pouco conhecidos pela maioria das pessoas e que são facilmente encontrados nos quintais e pelas ruas do Aglomerado.

Valorizar e preservar estes conhecimentos, identificar as formas de expressão da gastronomia do Aglomerado, bem como os principais ingredientes utilizados, modos de fazer, saberes e oportunidades de negócios que a envolvem, são objetivos de um projeto idealizado pela Secretaria de Estado de Turismo e pelo Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos – Muquifu, desenvolvido em conjunto com a comunidade do Aglomerado Santa Lúcia e outros parceiros.

Minas Gerais que é reconhecida pelos turistas por suas qualidades gastronômicas, vem trabalhando nas mais variadas vertentes. Além da alta gastronomia, o governo incentiva e valoriza o conhecimento de outros nichos populacionais, a exemplo do Aglomerado Santa Lúcia. Trabalhando a gastronomia social dentro do projeto Minas Criativa e diante das possibilidades que a comunidade apresenta, o objetivo é ajudar a pensar novos negócios e estimular as pessoas envolvidas a se tornarem membros produtivos do mercado de trabalho gastronômico.

Dentre as ações realizadas, destacam-se a elaboração de um plano de atividades para a promoção da gastronomia do Aglomerado, a identificação e o fomento de parcerias entre o Governo de Minas Gerais e entidades que atuam no setor gastronômico e o incentivo ao empreendedorismo no setor gastronômico na comunidade.

O projeto será apresentado no dia 25 de setembro, durante a Primavera dos Museus, a convite do Muquifu.


MUQUIFU – Inspirado nos museus comunitários da Maré e do Cantagalo/Pavão Pavãozinho, do Rio, o Muquifu pretende ser um museu a céu aberto, etnográfico, histórico e artístico.
A gestão do Muquifu está sob a responsabilidade da comissão do Quilombo, que organiza as três semanas de “Paz e Cidadania”, evento que acontece anualmente no Morro do Papagaio, como é conhecido o aglomerado Santa Lúcia.
Em dezembro de 2012 foi inaugurado o Memorial do Quilombo, primeiro núcleo do Muquifu. Ali é catalogado e arquivado o material recebido para o museu. Contar a origem do congado, da arte negra, da dança e as comidas típicas da comunidade são alguns dos objetivos do Museu.
Projeto
Uma casa de dois andares, situada no Beco Santa Inês, foi escolhida para ser o “aparelho cultural” do Papagaio.
O projeto, de Sylvio Podestá, propõe um prédio de três andares com biblioteca, sala de exposições, cineclube, cafeteria e uma cozinha (para cursos de culinária).
 

Vinil de “Zero e Um”, do Dead Fish, terá nova prensagem


Um dos maiores nomes do hardcore nacional, o Dead Fish teve esse ano seu quarto álbum de estúdio, “Zero e Um”, lançado em vinil bicolor (metade preto e metade amarelo) pela Polysom. Com uma
fiel
legião de fãs desde o início de sua carreira, era de se esperar que os discos esgotassem em poucos meses. Para aqueles que não conseguiram adquirir o seu a tempo, a banda e a fábrica decidiram fazer uma nova prensagem do álbum, dessa vez com a bolacha inteira preta, que chegará às lojas no início de outubro.

O disco traz uma mudança de fase do grupo capixaba, na época formado por Rodrigo (voz), Nô (bateria), Alyand (baixo e voz), Hóspede (guitarra) e Philippe (guitarra e voz), sendo o primeiro produzido por Rafael Ramos e lançado pela Deck em 2004. “Zero e Um” teve também uma mixagem especial, feita por Ryan Greene (NOFX, Lagwagon, No Use For
A
 Name, Sick
O
f
It All e
 Bad Religion, entre outros) no Motor Studios, em São Francisco (EUA).

EXPOSIÇÃO NO SESC VILA MARIANA APRESENTA A IMPORTÂNCIA DO DESENHO NAS ARTES PLÁSTICAS



Mostra reúne obras do Acervo Sesc de Arte Brasileira e criações de artistas contemporâneos especialmente desenvolvidas para a exposição

O Sesc Vila Mariana apresenta a exposição Linhas de fuga: o desenho e suas transições do plano ao espaço, que articula obras do Acervo Sesc de Arte Brasileira com trabalhos desenvolvidos por artistas contemporâneos cujas obras não compõem a coleção. Estarão na mostra trabalhos de Flávio de Carvalho, Clóvis Graciano, Pietro Maria Bardi, Marcelo Grassmann, Mariana Quito, Marcelo Salum, Gisela Motta e Leandro Lima, Renata Basile, Paulo Climachauska, Lucio Costa, Oscar Niemeyer, Geraldo de Barros, Martha Lacerda e Anna Maria Prince Comodo. De fora do acervo, envolve instalações de Tamara Andrade, Adriana Aranha e Fabiano Gomper, desenvolvidas especialmente para a exposição.

A mostra traz como linha principal o desenho, considerado pela equipe de programação do Sesc Vila Mariana, responsável pela curadoria da mostra, uma das linguagens que formam a base das artes plásticas. A escolha dos trabalhos busca explorar as transições e os diferentes suportes da criação gráfica, passando pelas técnicas do desenho sobre papel, pelos diferentes processos da gravura (litografia, gravura em metal e serigrafia), por intervenções gráficas sobre paredes, chegando à projeção arquitetônica e à volumetria criada a partir da combinação de linhas no espaço. Desdobrando e reinventando o princípio elementar da elaboração gráfica - ou seja, a linha traçada sobre uma superfície bidimensional - o desenho pode assumir uma ampla série de vocações no campo da criação artística, afirmando-se como representação figurativa, imagem abstrata, esboço, registro do gesto, composição geométrica, projeto arquitetônico, operação conceitual, trama e volume, intervenção em superfícies ou mesmo instalações espaciais.


Linhas de Fuga – o desenho e suas transições do plano ao espaço
Sesc Vila Mariana

Abertura
3 de outubro de 2013 (quinta-feira), às 20h

Período de Visitação
4 de outubro (sexta-feira) até 8 de dezembro (domingo) de 2013
terça a sexta, 10h às 21h30; sábados, 10h às 20h30 e domingos e feriados, 10h às 18h30

Local: Hall de Exposições, térreo, Torre A

Entrada gratuita

Classificação – Livre

Horário de funcionamento da unidade: Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábados, das 9h às 20h30; e domingos e feriados, das 9h às 18h30.

Estacionamento: R$ 3 a primeira hora + R$ 1 a hora adicional (matriculados no Sesc). R$ 6 a primeira hora + R$ 2 a hora adicional (não matriculados). 200 vagas.

Sesc Vila Mariana
Rua Pelotas, 141