quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Pauline Alphen e clube de leitura




Tem post novo no Blog do Le-Heitor.



Heitor leu três livros da escritora meio brasileira e meio francesa Pauline Alphen, prepara um novo clube de leitura para o começo do próximo ano e conta tudo no blog: http://blogdoleheitor.sintaxe.com.br

Editora Biruta - Dia da Consciência Negra - Série "Marrom de Terra", de Lia Zatz

Para comemorar o Dia da Consciência Negra, a Editora Biruta chama a atenção para a Série “Marrom de Terra”, de Lia Zatz.

São cinco livros com a temática da discriminação racial em suas mais diversas formas, nos ambientes cotidianos.
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As obras pretendem incitar a discussão em torno desse tema que muitas vezes é tratado como tabu, mas que merece ser discutido e refletido.

Matanza Fest reúne grandes bandas de rock em festival pelo Brasil

Com o intuito de fomentar ainda mais a cena roqueira nacional, o Matanza criou o Matanza Fest, que vai passar por várias capitais do Brasil levando algumas das grandes bandas de rock da geração. “Nossa ideia é presentear o público com uma ótima estrutura de show e as melhores bandas que pudermos oferecer. Queremos que seja mesmo como uma festa para nós e para o público, que é sempre o mais importante” – disse o vocalista Jimmy London.

O Matanza Fest estreia dia 2 de dezembro, em Porto Alegre, e depois segue para Curitiba, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Na ocasião, a banda carioca aproveita para lançar o novíssimo CD “Thunder Dope”, com raridades e músicas inéditas.

As bandas convidadas têm muito tempo de estrada, são muito profissionais e com diversos “serviços prestados” para o rock brasileiro. Além do show dos anfitriões, já estão confirmados no Matanza Fest: Claustrofobia, Ação Direta, Baranga, Gangrena Gasosa, Trampa, Confronto e muito mais.

Artistas emblemáticos como Metallica, Ozzy Osbourne e Sepultura já tiveram iniciativas como essa; uma banda promover um festival com seu nome divulgando outros grupos.

Datas confirmadas - Matanza Fest:

Data: 02 de Dezembro
Cidade: Porto Alegre
Local: Bar Opinião - Rua José do Patrocínio, 834 - Cidade Baixa
Preço: De R$30 a R$50
Programação:
19h – Abertura da casa
19h30 – Leviaethan
20h20 – Nervochaos
21h10 – Cartel da Cevada
22h – Matanza

Data: 07 de Dezembro
Cidade: Curitiba
Local: Sociedade Abranches - Rua: Mateus Leme, 5932 – Abranches
Preço: De R$25 a R$50
Programação:
21:00 – Abertura das portas
21:30 – As Diabatz
22:20 – Trampa
23:10 – Semblant
00:00 - Hillbilly Rawhide
01:00 – Matanza

Data: 08 de Dezembro
Cidade: Brasília
Local: Rancho Uirapuru - Av. Contorno, Lote 4 – Gama
Preço: de R$20 a R$50
Programação:
20:00 – Abertura das portas.
21:30 – Banda vencedora da promoção
22:20 – Flashover
23:10 – Valhalla
00:00 – Bruto
01:00 – Matanza

Data: 14 de Dezembro
Cidade: Rio de Janeiro
Local: Circo Voador - Rua dos Arcos, s/n- Lapa
Preço: de R$30 a R$40
Programação:
22h – Abertura da casa
22:30 - Lacerated and Carbonized
23:20 – Confronto
00:10 – Gangrena Gasosa
01:10 – Matanza

Data: 15 de Dezembro
Cidade: São Paulo
Local: A Seringueira - Francisco Matarazzo, 694 – Água Branca
Preço: de R$20 a R$70
Programação:
20h  – Abertura das portas
21h – Nervochaos
21:50 – Trampa
22:40 – Ação Direta
23:30 – Claustrofobia
00:20 – Baranga
01:30 – Matanza

Data: 19 de Janeiro
Cidade: Recife
Local: Catamaran - Cais das Cinco Pontas – Bairro do Recife
Preço: R$30 a R$50
Programação:
21:00 – Abertura das portas
22:20 – Cruor
23:10 – Vocifera
00:00 – Fourpigs
01:00 – Matanza

Curso de Degustação Musical | 2º Semestre - Estudaremos: Geroge Gershwin - INSCREVA-SE

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VIAGEM DE AVENTURA PARA ADOLESCENTES AGÊNCIA VENTURAS

Agência Venturas organiza viagens

de férias para adolescentes com foco no ecoturismo



AVENTURA E APRENDIZADO

acompanhamento da Educadora Cristiane Lopes Kaulich



A partir de 13 anos

de 20 a 26 de Janeiro de 2013

PENINSULA DE MARAÚ




A agência Venturas oferece uma opção de férias diferente aos adolescentes. Ela organiza  Ecoacampamentos  que têm como objetivo proporcionar uma experiência marcante e recheada de atividades ao ar livre, num contraponto à  rotina tecnológica vivida durante todo o ano pelos adolescentes..

A integração, a superação de desafios, a distância de casa e as atividades inusitadas são enriquecedores e criam uma atmosfera de cumplicidade e companheirismo entre os participantes, que são acompanhados pela Educadora Cristiane Lopes Kaulich, que possui ampla experiência com adolescentes.

Realizadas há alguns anos nos meses de férias, julho e janeiro,  este grupo já fez trekking na Trilha do Ouro, andou de caiaque oceânico na Baia de Parati, nadou com botos na Amazônia, fez expedição com rafting no Jalapão, cavalgou nos Aparados da Serra, explorou Cavernas no Petar e fez um trekking pelo Vale do Pati na Chapada Diamantina e agora se prepara para explorar a deslumbrante natureza da península de Maraú, na Bahia.

INCLUSO:

- Traslados do Aeroporto de Ilhéus /Camumu /Aeroporto de Ilhéus;

- Traslado Camumu / Barra Grande / Camumu em lancha;

- Traslado Barra Grande / Pousada do Cassange / Barra Grande;

- Traslados internos para os passeios;

- 6 Noites de Hospedagem na Pousada Lagoa do Cassange com café da manhã - www.lagoadocassange.com.br;



- Refeições - 5 almoços e 6 jantares:

- Almoço a base de peixe e frango incluindo 01 bebida sem álcool.

- Jantar no restaurante da pousada: Buffet a base de peixe, frango, massas, saladas, frutos do mar e sopas, incluindo 01 uma bebida semálcool e 01 sobremesa.

-Psicopedagoga acompanhando o grupo desde SP (Cris Kaulich);

-Todos os passeios citados no roteiro;

-Guia Coordenador Venturas acompanhando desde SP a partir de 10 participantes;

-Guias Locais especializados em todos os atrativos;

- Brinde Venturas;



NÃO INCLUSO:

- passagem aérea;

- refeições e bebidas não mencionadas;

- Despesas Pessoais;

- Qualquer outro item não mencionado como incluso



Preço: parte terrestre R$ 2.790,00 por pessoa

Adicional Aéreo: R$ 960,00 por pessoa



www.venturas.com.br

Winnicott - Ressonâncias

Winnicott - Ressonâncias

ORG: Inês Sucar e Heloisa Ramos


Formato: 19 cm x 27 cm
Páginas: 412

Esta obra é uma coletânea de trabalhos apresentados no XVII Encontro Winnicott, realizado em São Paulo, que contou com grande número de participantes do Brasil e da América Latina. Explana-se a perspectiva winnicottiana e sua abordagem do ser humano e, apesar de pautar-se no conhecimento científi co, não se deixa de lado a experiência clínica. Organizada por Inês Sucar, com o apoio de Heloisa Ramos, os 36 trabalhos foram agrupados em oito eixos conceituais: Criatividade, Construção do psiquismo, Lugar do analista, Mutualidade, Paradoxo, Psicossoma, Tendência antissocial e Vazio. Esses eixos temáticos dão uma visão ampla da obra do autor, sem destituir a especifi cidade de cada um, ou seja, embora diversifi cados modos de apropriação, os processos refl exivos de cada autor remetem a uma articulação consistente dos conceitos propostos pelo psicanalista, mantendo nessa diversidade a atualidade e o desenvolvimento de seu pensamento. A obra integra o catálogo do selo PSI da Primavera Editorial, o qual foi criado para o lançamento de obras técnicas que oferecem aos leitores das áreas de psicologia e psicanálise a possibilidade de crescimento, reflexão e aprendizado continuado.

Conheça mais sobre o pensamento de Winnicott com a Aula do curso "A clínica do vazio em Winnicott" da Escola Paulista de Psicanálise - Cursos de Psicanálise EAD - com o professor Ale Esclapes -



UM LANÇAMENTO
 

A Questão da Corrupção - Corrupção Ensaios e críticas

Melhor seria nos atermos aos aspectos historicos e sociologicos dos surtos ciclicos da ação corrupta em todos os níveis.  Para tanto recomendamos este livro onde  o objetivo  é oferecer ao leitor um instrumental capaz de situá-lo no longo percurso de combate à corrupção nas democracias ocidentais e no Brasil.


Corrupção – ensaios e críticas

Leonardo Avritzer, Newton Bignotto, Juarez

Guimarães e Heloisa Maria Murgel Starling (org.)


Coleção Humanitas
2012, 2º edição. 503 p.

O livro reúne ensaios de 61 intelectuais brasileiros e estrangeiros que se debruçaram na análise e na compreensão teórica do fenômeno da corrupção. A obra procura colocar o tema da corrupção no debate público brasileiro, de modo a lançar a discussão sobre os aspectos teóricos do conceito de corrupção, da presença da corrupção na cultura brasileira e da discussão dos meios de seu controle. Dentre os intelectuais que assinam ensaios na publicação estão Carlos Ranulfo, Cláudio Beato, Fátima Anastasia, Isabel Lustosa, Marilena Chauí e Marlise Matos. A obra é organizada pelos professores da UFMG e coordenadores do CRIP, o Centro de Referência do Interesse Público, Leonardo Avritzer (Ciência Política), Heloísa Starling (História), Newton Bignotto (Filosofia) e Juarez Guimarães (Ciência Política). Desde 2006, o CRIP reúne pesquisadores de várias áreas do conhecimento para analisar a vida democrática e o debate público, com financiamento da Fundação Ford e apoio da Fundação Konrad Adenauer.

ANÇAMENTO DA




A Questão da Corrupção - Pondo um ponto final no triste espetaculo de Otelo

Para o PT, o Supremo teria negado aos réus o amplo direito de defesa quando rejeitou o pedido para que o julgamento fosse feito em instâncias inferiores. O Partido declarou que considerou o julgamento um ato político.

 Leia o documento aprovado nesta quarta-feira durante reunião da Comissão Executiva Nacional do PT, em São Paulo
O PT E O JULGAMENTO DA AÇÃO PENAL 470

O PT, amparado no princípio da liberdade de expressão, critica e torna pública sua discordância da decisão do Supremo Tribunal Federal que, no julgamento da Ação Penal 470, condenou e imputou penas desproporcionais a alguns de seus filiados.

1. O STF não garantiu o amplo direito de defesa

O STF negou aos réus que não tinham direito ao foro especial a possibilidade de recorrer a instâncias inferiores da Justiça. Suprimiu-lhes, portanto, a plenitude do direito de defesa, que é um direito fundamental da cidadania internacionalmente consagrado.

A Constituição estabelece, no artigo 102, que apenas o presidente, o vice-presidente da República, os membros do Congresso Nacional, os próprios ministros do STF e o Procurador Geral da República podem ser processados e julgados exclusivamente pela Suprema Corte. E, também, nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os ministros de Estado, os comandantes das três Armas, os membros dos Tribunais superiores, do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática em caráter permanente.

Foi por esta razão que o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos, logo no início do julgamento, pediu o desmembramento do processo. O que foi negado pelo STF, muito embora tenha decidido em sentido contrário no caso do “mensalão do PSDB” de Minas Gerais.

Ou seja: dois pesos, duas medidas; situações idênticas tratadas desigualmente.

Vale lembrar, finalmente, que em quatro ocasiões recentes, o STF votou pelo desmembramento de processos, para que pessoas sem foro privilegiado fossem julgadas pela primeira instância – todas elas posteriores à decisão de julgar a Ação Penal 470 de uma só vez.

Por isso mesmo, o PT considera legítimo e coerente, do ponto de vista legal, que os réus agora condenados pelo STF recorram a todos os meios jurídicos para se defenderem.

2. O STF deu valor de prova a indícios

Parte do STF decidiu pelas condenações, mesmo não havendo provas no processo. O julgamento não foi isento, de acordo com os autos e à luz das provas. Ao contrário, foi influenciado por um discurso paralelo e desenvolveu-se de forma “pouco ortodoxa” (segundo as palavras de um ministro do STF). Houve flexibilização do uso de provas, transferência do ônus da prova aos réus, presunções, ilações, deduções, inferências e a transformação de indícios em provas.

À falta de elementos objetivos na denúncia, deducões, ilações e conjecturas preencheram as lacunas probatórias – fato grave sobretudo quando se trata de ação penal, que pode condenar pessoas à privação de liberdade. Como se sabe, indícios apontam simplesmente possibilidades, nunca certezas capazes de fundamentar o livre convencimento motivado do julgador. Indícios nada mais são que sugestões, nunca evidências ou provas cabais.

Cabe à acusação apresentar, para se desincumbir de seu ônus processual, provas do que alega e, assim, obter a condenação de quem quer que seja. No caso em questão, imputou-se aos réus a obrigação de provar sua inocência ou comprovar álibis em sua defesa—papel que competiria ao acusador. A Suprema Corte inverteu, portanto, o ônus da prova.

3. O domínio funcional do fato não dispensa provas

O STF deu estatuto legal a uma teoria nascida na Alemanha nazista, em 1939, atualizada em 1963 em plena Guerra Fria e considerada superada por diversos juristas. Segundo esta doutrina, considera-se autor não apenas quem executa um crime, mas quem tem ou poderia ter, devido a sua função, capacidade de decisão sobre sua realização. Isto é, a improbabilidade de desconhecimento do crime seria suficiente para a condenação.

Ao lançarem mão da teoria do domínio funcional do fato, os ministros inferiram que o ex-ministro José Dirceu, pela posição de influência que ocupava, poderia ser condenado, mesmo sem provarem que participou diretamente dos fatos apontados como crimes. Ou que, tendo conhecimento deles, não agiu (ou omitiu-se) para evitar que se consumassem. Expressão-síntese da doutrina foi verbalizada pelo presidente do STF, quando indagou não se o réu tinha conhecimento dos fatos, mas se o réu “tinha como não saber”...

Ao admitir o ato de ofício presumido e adotar a teoria do direito do fato como responsabilidade objetiva, o STF cria um precedente perigoso: o de alguém ser condenado pelo que é, e não pelo que teria feito.

Trata-se de uma interpretação da lei moldada unicamente para atender a conveniência de condenar pessoas específicas e, indiretamente, atingir o partido a que estão vinculadas.

4. O risco da insegurança jurídica

As decisões do STF, em muitos pontos, prenunciam o fim do garantismo, o rebaixamento do direito de defesa, do avanço da noção de presunção de culpa em vez de inocência. E, ao inovar que a lavagem de dinheiro independe de crime antecedente, bem como ao concluir que houve compra de votos de parlamentares, o STF instaurou um clima de insegurança jurídica no País.

Pairam dúvidas se o novo paradigma se repetirá em outros julgamentos, ou, ainda, se os juízes de primeira instância e os tribunais seguirão a mesma trilha da Suprema Corte.

Doravante, juízes inescrupulosos, ou vinculados a interesses de qualquer espécie nas comarcas em que atuam poderão valer-se de provas indiciárias ou da teoria do domínio do fato para condenar desafetos ou inimigos políticos de caciques partidários locais.

Quanto à suposta compra de votos, cuja mácula comprometeria até mesmo emendas constitucionais, como as das reformas tributária e previdenciária, já estão em andamento ações diretas de inconstitucionalidade, movidas por sindicatos e pessoas físicas, com o intuito de fulminar as ditas mudanças na Carta Magna.

Ao instaurar-se a insegurança jurídica, não perdem apenas os que foram injustiçados no curso da Ação Penal 470. Perde a sociedade, que fica exposta a casuísmos e decisões de ocasião. Perde, enfim, o próprio Estado Democrático de Direito.

5. O STF fez um julgamento político

Sob intensa pressão da mídia conservadora—cujos veículos cumprem um papel de oposição ao governo e propagam a repulsa de uma certa elite ao PT - ministros do STF confirmaram condenações anunciadas, anteciparam votos à imprensa, pronunciaram-se fora dos autos e, por fim, imiscuiram-se em áreas reservadas ao Legislativo e ao Executivo, ferindo assim a independência entre os poderes.

Único dos poderes da República cujos integrantes independem do voto popular e detêm mandato vitalício até completarem 70 anos, o Supremo Tribunal Federal - assim como os demais poderes e todos os tribunais daqui e do exterior - faz política. E o fez, claramente, ao julgar a Ação Penal 470.

Fez política ao definir o calendário convenientemente coincidente com as eleições. Fez política ao recusar o desmembramento da ação e ao escolher a teoria do domínio do fato para compensar a escassez de provas.

Contrariamente a sua natureza, de corte constitucional contra-majoritária, o STF, ao deixar-se contaminar pela pressão de certos meios de comunicação e sem distanciar-se do processo político eleitoral, não assegurou-se a necessária isenção que deveria pautar seus julgamentos.

No STF, venceram as posições políticas ideológicas, muito bem representadas pela mídia conservadora neste episódio: a maioria dos ministros transformou delitos eleitorais em delitos de Estado (desvio de dinheiro público e compra de votos).

Embora realizado nos marcos do Estado Democrático de Direito sob o qual vivemos, o julgamento, nitidamente político, desrespeitou garantias constitucionais para retratar processos de corrupção à revelia de provas, condenar os réus e tentar criminalizar o PT. Assim orientado, o julgamento convergiu para produzir dois resultados: condenar os réus, em vários casos sem que houvesse provas nos autos, mas, principalmente, condenar alguns pela “compra de votos” para, desta forma, tentar criminalizar o PT.

Dezenas de testemunhas juramentadas acabaram simplesmente desprezadas. Inúmeras contraprovas não foram sequer objeto de análise. E inúmeras jurisprudências terminaram alteradas para servir aos objetivos da condenação.

Alguns ministros procuraram adequar a realidade à denúncia do

Procurador Geral, supostamente por ouvir o chamado clamor da opinião pública, muito embora ele só se fizesse presente na mídia de direita, menos preocupada com a moralidade pública do que em tentar manchar a imagem histórica do governo Lula, como se quisesse matá-lo politicamente. O procurador não escondeu seu viés de parcialidade ao afirmar que seria positivo se o julgamento interferisse no resultado das eleições.

A luta pela Justiça continua

O PT envidará todos os esforços para que a partidarização do Judiciário, evidente no julgamento da Ação Penal 470, seja contida. Erros e ilegalidades que tenham sido cometidos por filiados do partido no âmbito de um sistema eleitoral inconsistente - que o PT luta para transformar através do projeto de reforma política em tramitação no Congresso Nacional - não justificam que o poder político da toga suplante a força da lei e dos poderes que emanam do povo.

Na trajetória do PT, que nasceu lutando pela democracia no Brasil, muitos foram os obstáculos que tivemos de transpor até nos convertermos no partido de maior preferência dos brasileiros. No partido que elegeu um operário duas vezes presidente da República e a primeira mulher como suprema mandatária. Ambos, Lula e Dilma, gozam de ampla aprovação em todos os setores da sociedade, pelas profundas transformações que têm promovido, principalmente nas condições de vida dos mais pobres.

A despeito das campanhas de ódio e preconceito, Lula e Dilma elevaram o Brasil a um novo estágio: 28 milhões de pessoas deixaram a miséria extrema e 40 milhões ascenderam socialmente.

Abriram-se novas oportunidades para todos, o Brasil tornou-se a 6a.economia do mundo e é respeitado internacionalmente, nada mais devendo a ninguém.

Tanto quanto fizemos antes do início do julgamento, o PT reafirma sua convicção de que não houve compra de votos no Congresso Nacional, nem tampouco o pagamento de mesada a parlamentares. Reafirmamos, também, que não houve, da parte de petistas denunciados, utilização de recursos públicos, nem apropriação privada e pessoal.

Ao mesmo tempo, reiteramos as resoluções de nosso Congresso Nacional, acerca de erros políticos cometidos coletiva ou individualmente.

É com esta postura equilibrada e serena que o PT não se deixa intimidar pelos que clamam pelo linchamento moral de companheiros injustamente condenados. Nosso partido terá forças para vencer mais este desafio. Continuaremos a lutar por uma profunda reforma do sistema político - o que inclui o financiamento público das campanhas eleitorais - e pela maior democratização do Estado, o que envolve constante disputa popular contra arbitrariedades como as perpetradas no julgamento da Ação Penal 470, em relação às quais não pouparemos esforços para que sejam revistas e corrigidas.

Conclamamos nossa militância a mobilizar-se em defesa do PT e de nossas bandeiras; a tornar o partido cada vez mais democrático e vinculado às lutas sociais. Um partido cada vez mais comprometido com as transformações em favor da igualdade e da liberdade.

São Paulo, 14 de novembro de 2012.

Comissão Executiva Nacional do PT.



BRASIL PORTUGAL AGORA - Leya apresenta "novíssimos" autores portugueses parte 3

Coleção: Novíssimos
Título: Um Piano Para Cavalos Altos
Autor: Sandro William Junqueira
Editora: Leya

Especificações: Brochura | 352 páginas


Uma cidadela cercada pela natureza onde os lobos são ameaça. Um muro que serve de barreira. Uma sociedade exemplarmente organizada, anos após um grande desastre. Um governo que sabe que o medo é motor e que legisla música. Uma fábrica que produz empadas e apronta cremações. Um microcosmo familiar onde um filho é amarrado a um piano. Um homem dotado da capacidade de sonhar com aquilo que ainda não aconteceu, mas que é certo ir acontecer. Uma rebelião que se levanta. Um cavalo que não perde elegância. Um corvo que gralhará na hora da sorte.
Um Piano para Cavalos Altos pretende ser uma metáfora de um mundo regido pela ordem, pela disciplina. Uma premente reflexão sobre o poder: o poder do controlo, o poder da comunicação, o poder do corpo.

O AUTOR
Sandro William Ju
nqueira nasceu em 1974 em Umtali na Rodésia. Em 1976 volta para Portugal. Em 1986 foi viver para Portimão. Em 1998 começa a trabalhar como designer.
Em 1999, juntamente com o Paulo Quaresma, funda o grupo de teatro A GAVETA. Desde aí, trabalha como responsável artístico, encenador e actor.
A partir de 2002, publica com regularidade poesia e contos em revistas e fanzines. É regularmente convidado para dizer poesia em recitais. Em 2007 inicia um trabalho regular em escolas e bibliotecas com a criação e interpretação de diversos ateliers e espectáculos vocacionados para a promoção do livro e da leitura.





Coleção: Novíssimos

Título: No Meu Peito Não Cabem Pássaros

Autor: Nuno Camarneiro

Editora: Leya


Especificações: Brochura | 192 páginas


Que linhas unem um imigrante que lava vidros num dos primeiros arranha-céus de nova iorque a um rapaz misantropo que chega a lisboa num navio e a uma criança que inventa coisas que depois acontecem? Muitas. Entre elas, as linhas que atravessam os livros. Em 1910, a passagem de dois cometas pela Terra semeou uma onda de pânico. Em todo o mundo, pessoas enlouqueceram, suicidaram-se, crucificaram-se, ou simplesmente aguardaram, caladas e vencidas, aquilo que acreditavam ser o fim do mundo.
Nos dias em que o céu pegou fogo, estavam vivos os protagonistas deste romance - três homens demasiado sensíveis e inteligentes para poderem viver uma vida normal, com mais dentro de si do que podiam carregar.
Apesar de separados por milhares de quilómetros, as suas vidas revelam curiosas afinidades e estão marcadas, de forma decisiva, pelo ambiente em que cresceram e pelos lugares, nem sempre reais, onde se fizeram homens. Mas, enquanto os seus contemporâneos se deixaram atravessar pela visão trágica dos cometas, estes foram tocados pelo génio e condenados, por isso, a transformar o mundo. Cem anos depois, ainda não esquecemos nenhum deles.
Escrito numa linguagem bela e poderosa, que é a melhor homenagem que se pode fazer à literatura, No Meu Peito não Cabem Pássaros é um romance de estreia invulgar e fulgurante sobre as circunstâncias, quase sempre dramáticas, que influenciam o nascimento de um autor e a construção das suas personagens.

O AUTOR
Nuno Camarneiro
nasceu em 1977. Natural da Figueira da Foz, licenciou-se em Engenharia Física pela Universidade de Coimbra, onde se dedicou à investigação durante alguns anos. Foi membro do GEFAC (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra) e do grupo musical Diabo a Sete, tendo ainda integrado a companhia teatral Bonifrates. Trabalhou no CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear) em Genebra e concluiu o doutoramento em Ciência Aplicada ao Património Cultural em Florença. Em 2010 regressou a Portugal, sendo actualmente investigador na Universidade de Aveiro e professor do curso de Restauro na Universidade Portucalense do Porto. Começou por se dedicar à micronarrativa, tendo alguns dos seus contos sido publicados em colectâneas e revistas. No Meu Peito não Cabem Pássaros é a sua estreia no romance.



Coleção: Novíssimos

Título: Para Cima e Não Para Norte

Autor: Patrícia Portela

Editora: Leya


Especificações: Brochura | 240 páginas


O protagonista desta história é um Homem plano que vive num mundo de 2 dimensões. Um dia, o protagonista encontra uma impressão digital numa das páginas de um livro e fica obcecado por esta estranha «letra». Depois de intensas investigações, apercebe-se da existência de um mundo muito diferente do seu: um mundo com 3 dimensões; quando tenta divulgar a sua espantosa descoberta junto do resto do povo plano, é acusado de delito de opinião e de perturbação da ordem pública e preso. Mas não desiste e, quando sai da prisão, consegue descobrir um meio de passar para o mundo de 3 dimensões. Já desta «lado», e sabendo que só pode manter-se por aqui se estiver permanentemente a ser «visto», opta por raptar leitores, espectadores e observadores em geral...


A AUTORA
Patrícia Portela
cresceu em Lisboa, Macau, Utrecht, Helsínquia. Trabalha em teatro, dança e cinema. Quase sempre nos bastidores. Vive entre Paço de Arcos e Antuérpia.Tem 34 anos. Publicou "Operação Cardume Rosa"; "Se Não Bigo Não Digo" (ambos na Fenda); "Odília ou a história das musas confusas do cérebro de Patrícia Portela" (Caminho) e "Escudos Humanos" (Culturgest). Fez o curso de realização Plástica do Espectáculo e esteve no Teatro da Garagem, O Olho e Projecto Teatral. Escreveu diversas peças, como one spoke, one smoked, one died; Operação Cardume Rosa; T5; Banquete ou a Trilogia Flatland. Recebeu os prémios ACARTE/Madalena Azeredo Perdigão; Revelação de teatro pela Associação de Críticos de Teatro Portugueses e Navegadores Portugueses 94 de BD, pelo CNC.

LANÇAMENTO DA







 

BRASIL PORTUGAL AGORA - Leya apresenta "novíssimos" autores portugueses parte 2

 A propósito do Ano de Portugal no Brasil, a LeYa Brasil acaba de publicar os primeiros cinco títulos da coleção “Novíssimos”, que reúne algumas das vozes mais emblemáticas da nova literatura portuguesa. Neste contexto, já estão disponíveis nas livrarias brasileiras as obras No Meu Peito não Cabem Pássaros, de Nuno Camarneiro, Para Cima e Não Para Norte, de Patrícia Portela, Por Este Mundo Acima, de Patrícia Reis, Um Piano Para Cavalos Altos, de Sandro William Junqueira e O Teu Rosto será o Último, romance de João Ricardo Pedro que venceu a ultima edição do Prémio LeYa. Para Maria João Costa, Editora Executiva da LeYa Brasil, «o Ano de Portugal no Brasil é um ótimo pretexto para dar a conhecer o que de melhor se faz hoje na literatura contemporânea portuguesa.»

A coleção “Novíssimos” será reforçada, em 2013, com livros de outros cinco jovens autores portugueses que, juntamente com os que agora foram publicados, apresentarão aos leitores brasileiros o trabalho de uma nova geração. «Serão dez escritores no total, cada um dos quais com uma identidade literária muito própria e inconfundível. Registros frescos e originais que nos lembram que a língua nada tem de estática e que a sua utilização não tem limites e nos continua a surpreender», afirma Maria João Costa, que foi responsável por esta colecção que tem contado, também, com o apoio da Embaixada de Portugal em Brasília e do Instituto Camões.

Os cinco autores dos livros agora lançados visitaram o Brasil no sentido de se darem a conhecer aos leitores brasileiros.

Coleção: Novíssimos

Título: O Teu Rosto Será o Último

Autor: João Ricardo Pedro

Edição: 1

Ano: 2012

Especificações: Brochura | 192 páginas


 Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu.
Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial.
Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?


O AUTOR
João Ricardo Pedro
nasceu em 1973, na Reboleira, Amadora. Curioso acerca da força de Lorentz, licenciou-se em Engenharia Eletrotécnica pelo Instituto Superior Técnico. Durante mais de uma década, trabalhou em telecomunicações sem, no entanto, alguma vez ter aplicado as admiráveis equações de Maxwell. Na primavera de 2009, em consequência do carácter caprichoso dos mercados, achou-se com mais tempo do que aquele de que necessitava para cumprir as obrigações do quotidiano. Num acesso de pragmatismo, começou a escrever. O Teu Rosto Será o Último é o seu romance de estreia.





Coleção: Novíssimos

Título: Por Este Mundo Acima

Autor: Patrícia Reis

Editora: Leya


Especificações: Brochura | 176 páginas




Um cenário de terrível desastre assola Lisboa. Poderia ser em qualquer outro lugar do mundo. Os escombros passam a ser paisagem, a cidade e as relações humanas transformam-se vertiginosamente. Entre os sobreviventes há um homem, um velho editor. Procurando amigos e amores desaparecidos encontra um manuscrito e um rapaz e, neles, a porta para uma outra dimensão da vida.
Por Este Mundo Acima é uma peregrinação futurista e um relato de memória. Consagração dessa melhor forma de amor a que chamamos amizade, é também uma história sobre a importância redentora dos livros.



A AUTORA
Patrícia Reis
nasceu em 1970, começou a sua carreira jornalística em 1988 no semanário O Independente, passou pela revista Sábado e realizou um estágio na revista norte-americana Time, em Nova Iorque. De volta a Portugal, é convidada para o semanário Expresso, fez a produção do programa de televisão Sexualidades , trabalhou na revista Marie Claire, na Elle e nos projectos especiais do diário Público. Editora da revista Egoísta, é sócia do atelier de design e texto 004, participando em projectos de natureza muito variada. Escreveu a curta biografia de Vasco Santana e o romance fotográfico Beija-me (2006), em co-autoria com João Vilhena, a novela Cruz das Almas (2004) e os romances Amor em Segunda Mão (2006), Morder-te o Coração (2007), que integrou a lista de 50 livros finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura, No Silêncio de Deus (2008) e Antes de Ser Feliz (2009).

LANÇAMENTO DA