quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Comissão aprova obrigatoriedade de seguro para jornalista em áreas de conflito

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou na última semana o Projeto de Lei 5177/05, do deputado Celso Russomanno (PP-SP), que obriga as empresas jornalísticas a contratar seguro de vida, com cobertura nos casos de riscos de morte e invalidez, para jornalistas profissionais que atuam ou forem transferidos para áreas de conflito.

A proposta inicial de Russomanno previa a cobertura de mil salários mínimos (R$ 465 mil), mas a quantia foi revista pelo deputado Geraldo Resende (PMDB-MS), relator do Projeto, que estipulou o valor mínino em 250 salários mínimos (R$ 116.250, em valores atuais). Com a diminuição do valor, o texto foi aprovado.

Para Resende, a alta quantia da proposta inicial prejudicaria algumas empresas de contratar jornalistas, principalmente após o fim da exigência de diploma para o exercício da profissão, decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Em negociação com entidades de comunicação de todo o País definimos o valor. Algumas empresas não têm nenhuma condição de arcar com esse seguro”, explica Resende sobre a quantia prevista inicialmente no Projeto.

O deputado Celso Russomanno, que também é jornalista, afirma que apesar da queda do valor inicial do seguro, a aprovação já é um avanço para a categoria. “Na verdade não é o ideal, mas já é um avanço, porque houve uma pressão muito grande das empresas de comunicação nos deputados. As famílias dos jornalistas que trabalham em países em conflito precisam ter o mínimo de garantia”, declarou.

O projeto ainda será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Mas, de acordo com Russomanno, essas são etapas mais simples. “O mais difícil já passou, agora essas etapas são mais fáceis”, concluiu.

DIA NACIONAL DO LIVRO

Copa Petrobras de Handebol busca jovens talentos em Belém

Um dos principais nomes do handebol feminino brasileiro, a armadora Meg Montão, que defendeu a Seleção Brasileira por muitos anos, incluindo os Jogos Pan-Americanos de Winipeg e as Olimpíadas de Sidney, foi descoberta nas escolas de Belém (PA). E, visando buscar novos talentos pela região, a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), juntamente com a Petrobras, realizará entre amanhã (29) e segunda-feira (2), no Ginásio Nagib Matini, na capital paraense, a Etapa Regional da Copa Petrobras de Handebol Escolar.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Cia Mário Nascimento apresenta espetáculo no Teatro da CAIXA


“Faladores” trata da expressão humana pela arte

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta o espetáculo “Faladores” da Cia Mário Nascimento. O espetáculo, que fica em cartaz de 30 de outubro (sexta) a 01 de novembro (domingo), é um estudo sobre as palavras e o movimento

O espetáculo utiliza a arte como meio de comunicação. O diálogo entre os artistas, ligados à dança, à música e ao teatro, transcende o palco e atinge o público presente. "Faladores" aborda a oralidade, trazendo para a cena diversas formas de comunicação através do som, da música, da palavra, da poesia, da dança, da ação e do movimento. Enfatiza a necessidade do homem se expressar e, apesar das barreiras, se fazer entender. Apresenta a arte por seu principal objetivo: comunicar.

“Faladores” possui uma linguagem própria de comunicação com códigos sonoros e criação de palavras, como “Eh momoá!”e “A xi a ché!”, compondo um dialeto chamado de "momoês". O “momoês” transita pelo espetáculo assim como o português, o alemão, o inglês, o espanhol e o francês. trabalho, tanto em sua concepção quanto em sua construção, buscou fundamentos teóricos e conceituais em autores como Paul Zumthor ("Performance, Recepção e Leitura") e Yoshi Oida ("O Ator Invisível").

O espetáculo é movimento, gesto, palavra e ritual. A oralidade como performance e a performance como definição de comunicação, dando ênfase à natureza da linguagem oral e gestual. Apresenta o gesto e a palavra como sensações humanas e como forma eficaz de comunicação poética e dramática.

A Cia Mário Nascimento - Em onze anos de existência, a Cia tem sua pesquisa de linguagem sustentada pelas conexões entre dança, música e teatro. Tem como característica a movimentação atlética sem perder a busca de um refinamento no movimento, que a torna bastante singular na sua forma de expressão. A obra de estreia “Escapada” (1998) rendeu a Mário Nascimento o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte de melhor coreógrafo. “Escambo” (2004) e “Do Ritmo ao Caos” (2005) renderam o prêmio Usiminas/Sinparc de 2004 e 2005 e “O Rebento” (2007) o prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna

Ficha Técnica

Direção, coreografia e figurino: Mário Nascimento

Criação e direção musical: Fábio Cardia

Assistente de coreografia: Rosa Antuña

Elenco: André Rosa, Daphne Chequer, José Villaça, Léo Garcia, Mariel Godoy, Mário Nascimento, Marco Túlio Ornellas e Rosa Antuña

Serviço

Espetáculo de dança: “Faladores”

Local: Teatro da CAIXA

Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba/PR

Data: de 30 de outubro a 01 de novembro de 2009

Horários: sexta e sábado 21h e domingo 19h. Haverá sessão especial para alunos de escolas públicas no sábado 16h. Agendamento: Bia - 9148-8679

Ingressos: R$15 e R$7,50 (meia)

Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta, das 12 às 19h, sábado e domingo, das 16 às 19h)

Classificação etária: Livre para todos os públicos

Lotação máxima do teatro: 125 lugares (02 para cadeirantes)
www.caixa.gov.br/caixacultural

CCBB Itinerante traz O Caminho para Meca pela primeira vez a Curitiba



Atriz Cleyde Yáconis interpreta no palco a vida da escultora sul-africana Helen Martins


O Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante traz a Curitiba o espetáculo teatral O Caminho para Meca. De 30 de outubro a 1º de novembro, o público da cidade poderá conferir a interpretação da atriz Cleyde Yáconis para o texto do dramaturgo sul-africano Athol Fugard – um dos mais importantes da língua inglesa na atualidade.

A peça conta a história de Helen Martins, uma sul-africana que encontra sua forma de expressão por meio da escultura. A personagem é inspirada em uma figura real, Helen Elizabeth Martins, autêntica outsider que produziu uma arte não convencional. Nascida e criada em uma pequena comunidade branca da África do Sul, no meio do deserto, Helen é uma mulher de costumes conservadores e cultos obrigatórios da fé protestante.

Ao mesmo tempo em que descobre nunca ter amado o bom homem com quem foi casada, abandona a igreja dos domingos porque deixou de crer e, ao ficar viúva, encontra em suas mãos de escultora, o caminho de sua liberdade pessoal e a felicidade de criar sua "Meca". Helen recebe a visita da amiga Elsa – vivida pela atriz Patrícia Gaspar – admiradora de suas obras, e também do pastor local, interpretado pelo ator Cacá Amaral, que se preocupa com sua ausência na igreja e na pequena vila. Por meio desses encontros, os três discutem temas como a vida, a solidão, o talento, as dificuldades da idade, a amizade e a confiança dos personagens.

Para a diretora Yara de Novaes, “Helen é a personagem ideal para que Fugard possa mostrar a resistência da sociedade perante o diferente, a eterna busca da confiança em si mesmo e nos demais, os erros dos dogmatismos religiosos e, sobretudo, tratando-se de um autor sul-africano escrevendo em 1984, denunciar o apartheid como forma de convivência".

A atriz Cleyde Yáconis, 84 anos e mais de meio século de profissão, descreve a personagem Helen como uma figura tão estranha quanto diferente. "Fiquei pasma depois que vi, pela internet, suas obras, sua casa. É surpreendente trabalhar com cimento e vidro moído. Imagino como devem ter sido as mãos dessa mulher." Para Cleyde, "a personagem não faz arte para conquistar a felicidade, mas sim por necessidade. O que me atrai na personagem é a audácia de ser o que é, de não se intimidar com a rejeição”.

Arrebatada pela personagem, a atriz - que tem vivido nos palcos uma série de mulheres densas, na faixa dos 60, 70 anos - pensou na satisfação de interpretar mais uma para somar ao seu repertório. "Fiz Karen Blixen, a dinamarquesa que inspira As Filhas de Lúcifer, de William Luce; depois a viciada em morfina Mary Tyrone, de Longa Jornada de um Dia Noite Adentro (de Eugene O'Neill, direção de Naum Alves de Souza); em seguida a professora francesa de Cinema Éden, de Marguerite Duras; Simone du Beauvoir em Cerimônia do Adeus (de Mauro Rasi, direção de Ulysses Cruz)", lembrou ela.

CCBB Itinerante

Com o objetivo de levar arte, cultura e entretenimento a várias capitais brasileiras, o Banco do Brasil realiza mais uma edição do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante. Este ano, o projeto passará por 18 cidades com eventos socioculturais. Durante 95 dias, crianças, jovens e adultos das cinco regiões do País serão beneficiados com eventos nas áreas de música, teatro, literatura, cinema, dança e artes plásticas. O objetivo é democratizar a cultura e revelar novas tendências artísticas, proporcionando a valorização dos talentos locais.

SERVIÇO

Data: 30 e 31 de outubro; e 1º de novembro

Horário: 20h

Ingressos: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada) para estudantes, idosos. Clientes e funcionários do Banco do Brasil também pagam meia (benefício válido, inclusive, para o acompanhante).

Classificação indicativa: 12 anos

Local: Teatro Guaíra - Pequeno Auditório

Endereço: Rua XV de Novembro, nº 971 - Centro

O amante da algazarra – Nietzsche na poesia de Waly Salomão


O amante da algazarra – Nietzsche na poesia de Waly Salomão
de Flávio Boaventura


Coleção: Humanitas Pocket
119páginas


Depois de tudo o que aconteceu com a obra de Helio Oiticica talvez reste nos consolar na obra de Waly Saior Moon. Call me Helium... (E.C.)

Poesia e alegria. Poesia e transgressão, desterritorialização, forma enviesada de pensamento – “acontecimento sem certezas demarcatórias”. Tal é o recorte privilegiado por Flávio Boaventura no presente estudo da poesia de Waly Salomão, em que o pensamento trágico de Nietzsche, no que ele tem de mais essencial, avulta, como repúdio à mesmice e ao engessamento, e como consagração da gargalhada, em saudável substituição – própria das grandes obras, como lembra Deleuze – às “angústias de nosso pequeno narcisismo ou terrores de nossa culpabilidade”. Na ainda escassa fortuna crítica sobre a obra de Waly Salomão, este estudo vem contribuir para o preenchimento de uma lacuna e estimular o diálogo com outros estudiosos de poesia; mas, sobretudo, pela análise cuidadosa e pertinente, vem fazer justiça a um dos grandes poetas dos últimos tempos no Brasil. (escreve Melânia Silva de Aguiar)

UM LANÇAMENTO





Qual o papel da imprensa: informar ou fiscalizar?


Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro - do COMUNIQUE-SE

“Eu não vejo diferença entre informar e fiscalizar. Informar é fiscalizar”. Dessa maneira o jornalista Fritz Utzeri encerra a polêmica levantada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Lula afirmou que o papel da imprensa não é fiscalizar, mas informar.

“Eu concordo com o Lula quando ele diz que o papel da imprensa é informar, mas discordo quando ele diz que informar não é fiscalizar”, explica Utzeri.

Esse é o mesmo entendimento da jornalista Dora Kramer. “Você só informa, de uma maneira completa, investigando e, portanto, fiscalizando”. A colunista do Estadão critica a declaração do presidente e lembra que, quando era da oposição, a fiscalização feita pela imprensa servia para o partido do presidente.

“Quando ele era da oposição sabia muito bem o papel da imprensa”, afirma Dora.

Essa também é a avaliação do jornalista Milton Coelho da Graça. “Quando ele era oposição, a imprensa publicava tudo que ele falava de mal do governo. Agora, a imprensa continua fazendo a mesma coisa. Ele que mudou de lugar, não a imprensa”, afirma.

Vencedor do Prêmio Ana Maria Machado


Folia da terra - Estripulia musical em dois atos, um prólogo e uma Folia de Reis
de Luiz Carlos Laranjeiras


56 páginas

Folia da terra – Estripulia musical em dois atos, um prólogo e uma Folia de Reis, é um texto de teatro musical brasileiro para a infância e a juventude, que fala da relação conflituosa entre o homem e a terra, com seres imaginários e assombrações da geografia mitológica brasileira, mistério, ingredientes cômicos, músicas, canções e danças populares.

O livro

Pela sua temática, a relação conflituosa do homem com a terra e a presença da música, dos ritmos, danças, assombrações e figuras mitológicas, o livro é de interesse público, também pela sua importância para o conhecimento, a difusão e a fomentação da nossa cultura. O texto leva ao conhecimento do público as dramaturgias, encenações e expressões do teatro musical brasileiro e estimula nas crianças e jovens o gosto pelo teatro, a música e a cultura popular.



O autor Luiz Carlos Laranjeiras, nome artístico de Luis Carlos Ribeiro dos Santos, é autor, ator, diretor teatral e mestre em Filosofia. Como autor, teve os textos Folia da terra, 1º lugar, Entre o céu e a terra, 2º lugar, Cepetin vencedores do Prêmio Ana Maria Machado de Dramaturgia/C 2008, e escreveu Coração diamante, Na pressão, Sem nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, entre outras peças. Como diretor, destaque para As patacoadas de Cornélio Pires, com o Andaime Teatro (SP), premiado em vários festivais, A mulher do dia e Um, dois, três, tá com você, de sua autoria, com a Farândola Trupe (SP), Sinhá Rosita, de Garcia Lorca, com o Teatro da Cadela Manca (PR), Tirésias, com o Teatro Mistérios Modernos (SP), e Labirinto de Januário, de Ilo Krugli, com o Teatro do Labirinto (SP). Nascido no Rio de Janeiro freqüentou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage e em São Paulo realiza desde 1997 o projeto Teatro da Roda Dança – Palco e Rua, de estudo e prática do teatro musical brasileiro. De 1982 a 1995 participou do Teatro Vento Forte (SP) como ator, cenógrafo, arte-educador e ganhou com o grupo os prêmios INACEN/1983/1986, Mambembe 1983/1986, APCA, Governador do Estado (SP) 1986 e João Ceschiatti (MG) 1986, com apresentações na Argentina, Peru, Cuba, Espanha e Portugal e em festivais nacionais e internacionais de teatro de rua, de animação e teatro de grupo.

um lançamento






Talento cearense é destaque no Wind Brasil Ilhabela 2009 – Mundial de Formula Windsurf


Gabriel Browne, de 18 anos, briga por um lugar no pódio na competição que reúne atletas da Itália, Inglaterra, Dinamarca, Argentina, França e Brasil

Ilhabela (SP) – Gabriel Browne, o Biel, é uma das atrações do Wind Brasil Ilhabela 2009 – Mundial de Formula Windsurf, que está sendo realizado na BL3 Escola de Iatismo, na praia da Armação, em Ilhabela (SP). Não só porque é o mais jovem representante brasileiro no circuito mundial, com apenas 18 anos de idade, 13 deles dedicado ao windsurf, mas também porque é membro de uma família de campeões nas diversas classes da prancha à vela.

Além destes predicados, este cearense de Fortaleza é considerado um expoente com talento suficiente para figurar entre os favoritos em todos os eventos em que participa. É forte candidato ao título de melhor do mundo nas próximas temporadas. "Venho me preparando para ser campeão mundial, mesmo sabendo das dificuldades”, afirmou Biel, que conquistou o expressivo nono lugar na Copa do Mundo de Formula, mês passado, na Espanha, melhor colocação brasileira na competição.

Biel não esconde que seu objetivo no Wind Brasil Ilhabela 2009 – Mundial de Formula Windsurf é alcançar um lugar no pódio. Mas afirmou que o mais importante é a experiência que está adquirindo ao competir em uma raia extremamente técnica como a de Ilhabela. "Em uma mesma regata, encontramos diversos tipos de vento e mar. Isso nos dificulta. Mas também nos aprimora. Para ser campeão, tem de velejar em qualquer condição”, analisou Biel.

Gabriel Browne é "filho de peixe”. Ou melhor, de Marcílio Browne Filho, dono de um currículo com nada menos do que nove títulos brasileiros. E também é irmão mais novo de Marcílio Browne Neto, o Brawzinho, campeão mundial da classe Freestyle em 2007, quarto colocado no ranking dessa modalidade e sétimo no Wave, ambos em 2009. E como "peixinho” quer honrar o "sangue salgado” da família. "Desde muito pequeno, minha vida é o windsurf”, ressaltou.

Biel já deu os primeiros passos nesse sentido. Obteve a nona posição na Copa do Mundo, mês passado, em Santa Pola, na Espanha, foi vice-campeão do Wind Brasil 2008, realizado em Fortaleza, e décimo na etapa suíça do Mundial 2007. Isso, sem falar nos títulos brasileiros de Formula em 2008 e o da modalidade Slalom em 2007.

Além do pódio em Ilhabela, ele quer conquistar um resultado expressivo no Wind Brasil Fortaleza 2009, que será realizado na capital cearense no final de novembro. Com isso, o jovem windsurfista pretende fechar a temporada entre os 16 melhores do mundo.

Com quatro regatas realizadas, Biel ocupa a sétima colocação na classificação geral do evento, com 17 pontos perdidos. O líder é o inglês Ross Williams, com 4 pontos perdidos. Nesta sexta-feira, estão previstas quatro regatas no período da tarde.

A etapa de Ilhabela do Wind Brasil – Mundial de Formula Windsurf 2009 é uma realização da Arrow Marketing, representante oficial das entidades internacionais de windsurfe no Brasil e na América do Sul, com apoio do Ministério do Turismo, Governo do Estado de São Paulo e Prefeitura Municipal de Ilhabela.

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Wagner Pinto - As cores do invisível


Wagner Pinto

As cores do invisível

Após uma bem-sucedida incursão pela Europa - onde apresentou seu universo pictórico em quatro exposições em Barcelona, Londres e Milão - o gaúcho Wagner Pinto, imprime identidade e força em seus trabalhos. Suas obras transitam entre o sincretismo e a metafísica, inspirando-se nas raízes, culturas afro-brasileiras, ritos, mitos e simbologias da Umbanda, do Candomblé e do Santo Daime, em uma profusão neopsicodélica de cores.

A série Intitulada "Floating" viajou pela Europa entre junho e julho de 2009 e teve suas peças divididas, simultaneamente, para participar de três exposições em galerias nas cidades de Londres (Concrete Hermit: http://www.concretehermit.com/), Barcelona (Rojo Artspace: http://www.rojo-magazine.com/bcn/) e Milão
( Kalpany/Rojo Artspace: http://www.rojo-magazine.com/mil/).

Durante a turnê, Wagner exibiu desenhos, instalações, pinturas, serigrafias em diferentes formatos e suportes, explorando o subjetivo ato de crer e a fusão de diferentes concepções religiosas e folclóricas, já recorrentes em sua obra, sempre de forma contemporânea.

A cenografia utilizada nos espaços foi repleta de elementos da cultura afro-brasileira e do Santo Daime, criando uma atmosfera sincrética e abstrata para a exposição, articulando a obra pictórica com o inconsciente coletivo.

Em Milão o artista também lançou seu livro "Antena" pela Rojo, editora espanhola: http://www.rojo-magazine.com/papel/, com uma compilação de desenhos, fotos, instalações e suas influências. Em formato compacto, capa dura e com 160 páginas, o livro está à venda na própria editora e nas principais livrarias do mundo.

Em setembro, dentro da programação do London Design Festival -http://www.londondesignfestival.com/events/brazil-illustrated-bruno-kurru-wagner-pinto-eduardo-recife Wagner Pinto participou de uma exposição coletiva "Brazil Illustrated" com os artistas Bruno Kurru e Eduardo Recife na Gallery 32 em Londres -http://www.brazil.org.uk/gallery32/, que foi tema de reportagem na WallPaper de novembro. http://www.wallpaper.com/fab40/fab40uk

Foram apresentadas três telas de grande formato combinadas com uma cenografia lúdica utilizando mobiles e fios de contas, que davam tridimensionalidade às peças, que emanavam cores contrastantes.

Em outubro o artista entrou no projeto BOX 3 BASE V - http://www.base-v.org/box3/box3_projeto.shtml , que foi lançado em outubro e contém serigrafias de artistas brasileiros e argentinos. Base-V Box é uma publicação independente editada e concebida pelo grupo Base-V. O projeto reúne em cada edição 25 artistas visuais, em serigrafias de tiragem limitada impressas a mão. A intenção do grupo é criar um objeto artístico acessível e desta forma aproximar a arte do público.

Este terceiro número é uma edição especial que conta somente com trabalhos de artistas de São Paulo e Buenos Aires. Com isso, juntou-se parte da produção artística de duas das maiores cidades da América Latina em uma mesma experiência, uma obra de arte coletiva de preço acessível que representa a originalidade criativa e visual que é desenvolvida paralelamente nestas duas cidades atualmente.

Ainda no mês de outubro, Wagner também participou em outubro da exposição e leilão da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro em São Paulo, idealizada por Thiago Gomide, que abriu no dia 17 desse mês com curadoria de David Quiles Guilló, Cecilia Ribeiro, William Baglione & Isabel Amado. A exposição conta com artistas de renome como Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Nelson Leirner, Takashi Murakami, Adriana Varejão entre outros: http://www.bolsadearte.com/

Wagner Pinto utiliza técnicas com nanquim, grafite e acrílico sobre papel, variando dimensões, suportes e os formatos. O resultado surpreende pela roupagem abstrata e moderna com que veste os simbolismos de cultos ancestrais, elementos folclóricos fugindo de um lúdico óbvio.

Seu trabalho mescla desenho e pintura, e caracteriza-se pelas camadas de linhas e objetos que resultam numa profusão de cores intensas e contrastantes criando movimento e profundidade.

Wagner Pinto faz parte do coletivo Upgrade do Macaco, criado em Porto Alegre, com o qual fez uma exposição em 2007 no Museu de Arte Contemporânea – MAC.

www.wagnerpinto.com