quarta-feira, 15 de julho de 2009

O PRIMEIRO ANO DE JULIETTE

A Cinemateca de Curitiba promove neste sábado, dia 18 de julho, o lançamento da 9ª edição da Juliette Revista de Cinema, que traz textos sobre o cineasta italiano Nanni Moretti, sobre o argentino Carlos Sorín e sobre a história da famosa e cultuada nouvelle vague. Além disso, a revista apresenta críticas sobre os filmes brasileiros “Jean Charles”, de Henrique Goldman, e “Simonal – Ninguém sabe o duro que dei”, de Cláudio Manoel, Calvito Leal e Micael Langer.

Durante a ocasião também haverá um bate-papo com o crítico de cinema e colunista do jornal Folha de São Paulo, Inácio Araújo, cuja presença em Curitiba comemora um ano de existência de Juliette Revista de Cinema. Inácio Araújo iniciou-se no cinema como assistente de direção de Ozualdo Candeias, no filme “A Herança”, de 1970. Após isso, a partir de 1972, montou 13 longas-metragens, entre eles “Lílian M”, de Carlos Reichenbach, e “Aleluia Gretchen”, de Sylvio Back. Após uma estadia de três anos em Paris, Araújo dedicou-se à escrita de roteiros e, em 1983, entrou para a Folha de São Paulo para trabalhar como crítico de cinema. Além disso, Inácio Araújo tem textos publicados em diversas antologias sobre cinema e televisão, a mais recente delas sendo “Ilha Deserta – Cinema”, com comentários a respeito de onze filmes de sua preferência.

Serviço:

Lançamento Juliette Revista de Cinema, com a presença do crítico de cinema Inácio Araújo, no dia 18 de julho, às 20h.

Local: Cinemateca de Curitiba – Rua Carlos Cavalcanti, 1174.

Data: 18 de julho de 2009 (sábado), às 20h.

Informações: (41) 3321 3270

PROGRAMAÇÃO CINEMA CURITIBA

PROGRAMAÇÃO

De 17 a 23 de julho de 2009

Domingo, 19 de julho – ingresso a R$ 1,00

CINEMATECA - Sala Groff – Rua Carlos Cavalcanti nº 1.174 / fone (41) 3321-3270 (De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h30) e (41) 3321-3252 (diariamente, das 14h30 às 21h) – Ingressos a R$ 5 e R$ 2,50 (estudantes). Gratuito para pessoas com idade a partir de 60 anos. www.fccdigital.com.br

MEDO E SUSPENSE

De 17 a 20 (ver programação anexa)

Dias 17 e 19, sessões às 16h e 20h

Dias 18 e 20, sessões somente às 16h – entrada franca

Lançamento:

Revista JULIETTE n° 009 e bate-papo sobre cinema com o crítico de São Paulo Inácio Araújo

Dia 18, às 20h – entrada franca

A MORTE INVENTADA – Alienação Parental (BR, 2009, documentário – 80’). Direção e roteiro de Alan Minas. Produção Daniela Vitorino. Realização Caraminhola Produções. O filme revela o drama de pais e filhos que tiveram seus elos rompidos por uma separação conjugal mal conduzida, vítimas da Alienação Parental. Os pais testemunham seus sentimentos diante da distância, de anos de afastamento de seus filhos. Os filhos que na infância sofreram com esse tipo de abuso, revelam de forma contundente como a Alienação Parental interferiu em suas formações, em seus relacionamentos sociais e, sobretudo, na relação com o genitor alienado. O filme também apresenta profissionais de direito, psicologia e serviço social que discorrem sobre as causas, condições e soluções da questão. Classificação 12 anos

De 20 a 27, sessões às 19h30 – entrada franca

Dia 20, após a sessão haverá debate.

O HOMEM NU (BR/RJ, 1997, FIC, COR, 75’). Direção de Hugo Carvana. Com Cláudio Marzo, Lúcia Veríssimo, Daniel Dantas. Sílvio Proença precisa embarcar a contragosto para São Paulo, a fim de divulgar seu novo livro. No aeroporto, encontra um grupo de velhos companheiros. Com o embarque cancelado devido a uma forte tempestade, o grupo segue para o apartamento de Marinalva, sobrinha de um dos amigos de Proença, onde o grupo dá continuidade à reunião. Seduzido pela música e pelos encantos de Marinalva, Proença passa a noite ali mesmo, despertando no dia seguinte, completamente nu. Ainda zonzo da ressaca, vai apanhar o pão deixado à porta do apartamento. É quando o vento fecha a porta e o deixa completamente nu do lado de fora. Classificação 14 anos

De 21 a 24 sessões às 16h – entrada franca



PROGRAMAÇÃO

De 17 a 23 de julho de 2009

Domingo, dia 19 de julho – ingresso a R$ 1,00

CINE LUZ – Rua XV de Novembro, nº 822 / fone (41) 3321-3270 (De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h30) e (41) 3321-3261 (diariamente, das 14h30 às 21h). Ingressos a R$ 5 e R$ 2,50 (estudantes). Gratuito para pessoas com idade a partir de 60 anos. www.fccdigital.com.br

CHE (The Argentine, EUA/FRA/ESP, 2009 – 131’). Direção de Steven Soderbergh. Com Benicio Del Toro, Demián Bichir, Santiago Cabrera. No dia 26 de novembro de 1956, Fidel Castro navega até Cuba com oito rebeldes. Um deles era Ernesto "Che" Guevara, um médico argentino que dividia com Castro um objetivo comum - derrubar o governo do corrupto Fulgencio Batista. Che prova ser indispensável na batalha, e rapidamente aprende a arte de guerrilha.

Ao mesmo tempo que retrata as batalhas rumo à revolução, Che demonstra, através de imagens da famosa viagem de Guevara às Nações Unidas, a repercussão que a vitória socialista cubana teve nos EUA e no mundo. O poder das idéias e ações de um homem que mudou o curso da história como a conhecemos. Classificação 12 anos

Sessões às 15h, 17h30 e 20h

Domingo, dia 19 – sessões somente às 17h30 e 20h

A OITAVA COR DO ARCO-ÍRIS (BR, 2004 – 80’). Direção de Amauri Tangará, com Diego Borges, Izabel Serra, Waldir Bertúlio. Na pequena vila de Nossa Senhora da Guia, vive o menino Joãzinho, criado pela avó Dona Dindinha que muito doente sustenta o neto com a mísera aposentadoria que recebe. Quando Joãzinho flagra a avó rezando a Deus, pedindo para que ele a leve logo, pois não suporta as dores da saúde fragilizada por conta da idade, o menino resolve vender “Mocinha”, sua cabrita de estimação. Com o dinheiro arrecadado, Joãozinho pretende comprar os remédios da avó. Começa aí a jornada do pequeno protagonista, que percorre as vilas ao redor de sua moradia a fim de conseguir vender a cabrita. Classificação livre.

Domingo, dia 19 – sessões às 10h30 e 15h30

Deu com a pleura

Prefeitura de Belo Horizonte abre inscrições para o Concurso Nacional de Literatura


Revelar novos talentos e promover a literatura são propósitos do Concurso. Este ano os vencedores, além do prêmio em dinheiro, terão a obra publicada

A Literatura contemporânea brasileira tem seu destaque na cidade de Belo Horizonte. Mais uma vez, a Prefeitura da capital mineira lança o Concurso Nacional de Literatura com o prêmio “Cidade de Belo Horizonte”, que este ano contempla três categorias Ensaio, Poesia – Autor Estreante, Dramaturgia e o prêmio “João-de-Barro”, destinado à literatura infantil. As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 07 de agosto. Os regulamentos e fichas de inscrição dos prêmios, que estão entre os mais importantes e tradicionais do país, podem ser encontrados no site www.pbh.gov.br/cultura. A realização do Concurso Nacional de Literatura é da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio de sua Fundação Municipal de Cultura.

O “Cidade de Belo Horizonte”, que completa 62 anos neste ano, manteve a busca por novos talentos com a categoria Poesia – Autor Estreante, criada há três anos, só recebe obras de autores que jamais publicaram, de forma impressa, livro ou parte dele, qualquer gênero literário. As obras vencedores das categorias Ensaio e Dramaturgia recebem um prêmio de 10 mil reais e Poesia – Autor Estreante, 8 mil reais. As comissões julgadoras indicarão outras duas obras de cada uma das categorias para receber menção honrosa.

O “João-de-Barro” deste ano contempla duas obras com o prêmio de 8 mil reais, sendo uma escolhida por uma Comissão Adulta com júri técnico, composta por três especialistas em literatura infantil, e outra por um júri infantil formada por onze alunos da Rede Municipal de Educação de BH, escolhidos pela Secretaria Municipal de Educação e pela Fundação Municipal de Cultura / Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte. Caso a mesma obra seja selecionada pelos dois júris, receberá o prêmio de 16 mil reais. Assim como no “Cidade de Belo Horizonte”, serão selecionadas duas obras para receberem menção honrosa.

As inscrições gratuitas para os dois prêmios podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas, em dias úteis. Os trabalhos também podem ser encaminhados pelos Correios, por Sedex ou registradas com AR, para o endereço da Fundação Municipal de Cultura (Rua Sapucaí, nº 571, Floresta, CEP 30150-050, BH-MG). Para os dois, não serão aceitas inscrições por fax ou e-mail.

A novidade na premiação dos Prêmios “Cidade de Belo Horizonte” e “João-de-Barro” neste ano, é que as obras vencedoras, em cada uma das categorias, além do valor em dinheiro, serão publicadas. O concurso só recebe obras inéditas em língua portuguesa, de autores brasileiros natos ou naturalizados. Cada autor, que deve se identificar, obrigatoriamente, por pseudônimo, pode inscrever um trabalho, sempre encadernado em espiral e com capa plástica, em três cópias, separadamente. O resultado dos concursos será publicado no Diário Oficial do Município de Belo Horizonte/DOM e no site www.pbh.gov.br/cultura. Os esclarecimentos de dúvidas poderão ser obtidos pelo e-mail: concursos.fmc2009@pbh.gov.br, com assunto Concurso Literário.

Cidade de Belo Horizonte

Completando 62 anos de realização ininterrupta, o “Concurso Nacional de Literatura – Prêmio Cidade de Belo Horizonte” distingue-se por premiar apenas obras inéditas. Criado em 1947, na comemoração do Cinqüentenário da capital, o concurso é o mais antigo do país, contemplando, alternadamente, obras nas categorias poesia, ensaio, dramaturgia, conto e romance. Só em 1984, contudo, ele passou a ser de âmbito nacional, aumentando, inclusive, o valor das premiações, que estão entre as maiores do Brasil. Este ano os vencedores, além do valor em dinheiro serão contemplados com a publicação da obra. A cada edição, o “Cidade de Belo Horizonte” contribui para o surgimento de novos escritores, além de novas obras de autores consagrados. Nomes como Carlos Herculano Lopes, Antônio Barreto, Luis Giffoni, Roseana Murray, Maxs Portes, entre outros, integram a galeria de vencedores do concurso.

No ano passado os vencedores foram Ana Martins Marques e Guilherme Trielli Ribeiro, ambos de Belo Horizonte/MG, na categoria Poesia e Poesia – Autor Estreante respectivamente. Na categoria Romance o ganhador foi Ronaldo Costa Fernandes (Brasília/DF). Além de Jádson Barros Neves (Guaraí/TO) contemplado com a premiação na Categoria Conto.

  • João-de-Barro

  • O “Prêmio João-de-Barro”, dedicado a obras inéditas da literatura infantil e juvenil, é promovido desde 1974 pela Prefeitura de Belo Horizonte. Uma de suas peculiaridades é a formação de dois júris distintos, sendo um adulto, composto por três especialistas em literatura infantil ou juvenil, e outro integrado por 11 estudantes da Rede Pública de Belo Horizonte. Alternando, anualmente, literatura infantil e juvenil, o “João-de-Barro” já premiou diversos autores de destaque da literatura infantil e juvenil, como Ângela Lago, Léo Cunha, Fernando Jorge Uchôa, Antônio Barreto, Rita Espechit, Atílio José Bari, Marcos Araújo Bagno, Rosa Amanda Strausz, Ângela Leite, entre outros. Em 2008, que contemplou a literatura juvenil, Stella Maris Rezende (Rio de Janeiro/RJ) e Warley Matias de Souza (Sete Lagoas/MG) foram os vencedores.

    Mais informações: (31) 3277-9833 / www.pbh.gov.br/cultura

    Google oferece filtro para imagens livres de direitos autorais

    O Google oferece um novo filtro de direitos de uso na busca por imagens. O recurso, incluso na última semana, já está disponível para os internautas de todos os países.

    Ao clicar em “Pesquisa Avançada”, o novo buscador se divide em cinco opções para direitos de uso: “não são filtrados por licença”, ”marcadas para reutilização”, ”marcadas para reutilização comercial”, “marcadas para reutilização com modificação” e “marcadas para reutilização comercial com modificação”.

    O internauta pode escolher uma opção de cada vez. Com o filtro, terá certeza que não usa imagens sem a permissão de seus proprietários. O Google quer facilitar a vida de blogueiros e preservar quem trabalha com ilustrações e fotografias.

    Power.com processa o Facebook pelos direitos dos usuários da Internet

    Facebook é acusado de quebrar as leis de 'competição desleal', bloqueando o acesso dos usuários aos seus próprios dados

    SÃO FRANCISCO, CA--(Marketwire - July 10, 2009) - A Power.com, uma empresa baseada no Brasil, com um sólido serviço online que permite aos seus oito milhões de usuários agregar e controlar suas informações através de vários sites - incluindo o Twitter, MySpace, Linkedln, HI5 e o Orkut - entrou com uma ação legal contra o gigante site de relações pessoais Facebook. Na ação (http://static.power.com/files/power_facebook_lawsuit_071009.pdf), a Power.com exigiu que a empresa desse aos seus usuários completa autonomia, portabilidade e controle sobre seus próprios dados.

    "VOCÊ usuário cria - e possui - quase todo o conteúdo no Facebook. Você coloca as suas fotos, perfil, contatos e possui todos eles. Você tem amigos no Facebook e é o dono de todas as relações e todo o conteúdo que escreve para elas," respondeu o Diretor Executivo Steve Vachani. "Embora a posse dos usuários sobre seus dados seja evidente, o Facebook tem historicamente sido criticado por não respeitar os direitos de seus usuários relacionados aos seus próprios conteúdos." *

    Em dezembro de 2008, o Facebook entrou com uma ação legal contra a Power.com, na tentativa de impedir que a empresa providenciasse ferramentas e serviços que permitissem aos seus usuários exercitar um verdadeiro e total controle sobre seus próprios dados. Hoje, a ação movida pela Power.com visa finalizar as tentativas do Facebook - de violar as leis de competição desleal da Califórnia, e a Lei do Abuso do Poder Econômico - de impedir a Power.com de facilitar o acesso de seus usuários aos seus próprios dados. A Power afirma que a entrada de nomes de usuários e senhas através de sites terceirizados é comum na indústria, e que de fato é uma prática que o próprio Facebook emprega em seu site para permitir aos seus usuários, contatos e dados pessoais através de sites como o Yahoo!, AOL, Hotmail e Gmail.

    O representante legal da Power.com ganhou $299 milhões de indenização em uma ação similar referente aos usuários de telefone celular

    O representante legal da Power.com, Scott A. Bursor (www.bursor.com) travou batalhas semelhantes contra companhias de telefonia celular, desafiando suas antigas práticas de bloquear os celulares de seus usuários e cobrar exorbitantes taxas por cancelamento. Em 2007, Bursor conseguiu uma conquista marcante, pois forçou a empresa de telefonia Verizon Wireless e a Sprint, a pararem de bloquear os telefones celulares de seus usuários. Em 2008, Bursor ganhou o veredito garantindo aos usuários da empresa Sprint uma indenização de mais de 299 milhões de dólares por taxas de cancelamento ilegais.

    "Esta ação é similar a das causas dos telefones celulares, porque você tem uma grande empresa bloqueando os bens de seus usuários com a intenção de impedi-los de utilizar a tecnologia das concorrentes," disse Bursor. "O caso dos telefones celulares estabeleceu um importante precedente que afirma que este tipo de prática empresarial é anticompetitiva e injusta."

    "O Facebook esta tentando intimidar uma empresa inovadora e iniciante, que é vista como uma ameaça em termos de competição," continuou Bursor. "O Facebook está tentando impedir seus usuários, sufocando o desenvolvimento das novas tecnologias da Power.com que liberam os usuários de Internet do Facebook das restrições de uso de seus próprios dados."

    A Power.com está lutando para manter sua recente publicação sobre as Regras de Contas de Usuários:


    -- Posse: Os usuários têm o direito a total e completa posse de seu
    conteúdo - incluindo perfis, mensagens, mídia, contatos e todos os outros
    dados.
    -- Controle: Os usuários têm direito de acessar, propagar, transferir ou
    agregar seus conteúdos em qualquer outra plataforma, ou ainda autorizar
    empresas terceirizadas a fazer isto por eles.
    -- Privacidade: Os usuários têm o direito de proteger seus conteúdos e
    informações pessoais de outros usuários ou empresas corporativas
    semelhantes.

    POLÊMICA E REFLEXÃO EM ROMANCE DE ESTREANTE


    sem Maria ...e sem pai,
    de Fernanda Garcia

    Em seu romance de estreia, Sem Maria e sem pai, a mineira de Cataguases, Fernanda Garcia, traz ao leitor boas doses de polêmica e reflexão. A obra aborda os mais variados conceitos sobre família, ética e casamento diante de discussões rotineiras dentro da sociedade, como adoção e homossexualismo. Tudo isso numa história emocionante e sem fronteiras territoriais.

    O lançamento do livro será no próximo dia 20 de julho (segunda-feira), às 19h, na Livraria DaConde, no Leblon, Rio de Janeiro.

    Um lançamento

    segunda-feira, 13 de julho de 2009

    VAMOS PASSEAR NO BOSQUE

    VAMOS PASSEAR NO BOSQUE
    de Ruth Rendell


    Tradução:Alberto Lopes

    Páginas:392

    Com mais de vinte histórias ambientada na fictícia cidade de Kingsmarkham, a escritora inglesa Ruth Rendell pôde utilizar o cenário que criou para documentar as mudanças na estrutura da sociedade de seu país. Enquanto as etéreas paisagens campestres parecem permanecer imutáveis por séculos, o tecido social ganhou novas tramas, de diferentes espessuras e colorido. Em Vamos passear no bosque, décima nona aventura protagonizada pelo inspetor Reginald Wexford, o realismo do universo contemporâneo é tão importante no enredo quanto os personagens que se moldam a novos tempos, suscitando conflitos que levam a crimes e a mistérios.

    Nessa nova era, o clima típico das Ilhas Britânicas assusta os moradores, pois as tradicionais chuvas se tornaram tempestades violentas, que ameaçam a cidade com inundações e vítimas desabrigadas – uma das conseqüências do aquecimento global. É numa época de chuvas fortes que desaparecem um casal de irmãos adolescentes e a encarregada de cuidar deles durante um fim-de-semana em que seus pais viajam. A mãe, nervosíssima, acredita que todos morreram afogados, embora o pai, um workholic impaciente com a morosidade da investigação policial, esteja certo que os filhos fugiram apenas para incomodar a família.

    Os policiais de Rendell não demonstram o mesmo brilhantismo de detetives consagrados da literatura do gênero. Ao contrário, têm dificuldades para compreender os motivos dos delinqüentes, mesmo percebendo as alterações que a comunidade sofre a cada chegada de um grupo diferente de imigrantes. Sem truculência, eles fazem diligências ao longo de semanas ou meses, entrevistando diversas vezes os envolvidos com os desaparecidos, após a descoberta do corpo da baby sitter por um empresário que comprou uma vasta propriedade no campo, utilizado para cultos de uma seita religiosa.

    Os dilemas morais dos personagens de Ruth Rendell por vezes levam ao crime, mas nem sempre é fácil descobrir os delinqüentes em suas histórias, recheadas de caracteres dúbios. O contraponto a eles é Wexford, que observa a evolução dos costumes, adaptando-se a situações que o desagradam, mas que não pode modificar, como o fim do casamento de uma das filhas. Ao lado dos subordinados, mantém o autocontrole mesmo quando desrespeitado, o que é bastante freqüente, pela comunidade, que já não tratam os policiais como autoridades inquestionáveis. Crianças negligenciadas pelos pais, a busca de apoio na espiritualidade, casamentos por interesse e a violência inerente a um momento de transição nas relações humanas compõem o universo retratado por Ruth Rendell com maestria em Vamos passear no bosque.

    A AUTORA
    Barbara Ruth Rendell, Baronesa Rendell de Babergh, CBE, (nascida em 17 de Fevereiro de 1930), que também escreve sob o pseudónimo Barbara Vine, é uma escritora inglesa de obras de mistério e psicologia criminal, muitas vezes chamada de Rainha do Crime.

    BIBLIOGRAFIA
    Romances

    * To Fear A Painted Devil (1965)
    * Vanity Dies Hard (1965)
    * The Secret House of Death (1968)
    * One Across, Two Down (1971)
    * The Face of Trespass (1974)
    * A Demon in My View (1976)
    * A Judgement In Stone (1977)
    * Make Death Love Me (1979)
    * The Lake of Darkness (1980)
    * Master of the Moor (1982)
    * The Killing Doll (1984)
    * The Tree of Hands (1984)
    * Live Flesh (1986)
    * Talking to Strange Men (1987)
    * The Bridesmaid (1989)
    * Going Wrong (1990)
    * The Crocodile Bird (1993)
    * The Keys to the Street (1996)
    * A Sight for Sore Eyes (1998)
    * Adam and Eve and Pinch Me (2001)
    * The Rottweiler (2003)
    * Thirteen Steps Down (2004)
    * The Water's Lovely (2006)
    * Portobello (2008)

    Série Inspector Wexford

    1. From Doon With Death (1964)
    2. Wolf to the Slaughter (1967)
    3. A New Lease of Death (1969)
    4. The Best Man to Die (1969)
    5. A Guilty Thing Surprised (1970)
    6. No More Dying Then (1971)
    7. Murder Being Once Done (1972)
    8. Some Lie And Some Die (1973)
    9. Shake Hands Forever (1975)
    10. A Sleeping Life (1979)
    11. Put on By Cunning (1981)
    12. The Speaker of Mandarin (1983)
    13. An Unkindness of Ravens (1985)
    14. The Veiled One (1988)
    15. Kissing the Gunner's Daughter (1992)
    16. Simisola (1994)
    17. Road Rage (1997)
    18. Harm Done (1999)
    19. The Babes in the Wood (2002)
    20. End in Tears (2005)
    21. Not in the Flesh (2007)

    Obras escritas sob o pseudónimo Barbara Vine

    * A Dark-Adapted Eye (1986)
    * A Fatal Inversion (1987)
    * The House of Stairs (1988)
    * Gallowglass (1990)
    * King Solomon's Carpet (1991)
    * Asta's Book (1993)
    * No Night is Too Long (1994)
    * The Brimstone Wedding (1995)
    * The Chimney-sweeper's Boy (1998)
    * Grasshopper (2000)
    * The Blood Doctor (2002)
    * The Minotaur (2005)
    * The Birthday Present (2008)

    Novelas

    * Heartstones (1987)
    * The Thief (2006)

    Colecções

    * The Fallen Curtain (1976)
    * Means of Evil (1979) (fcinco histórias do Inspector Wexford)
    * The Fever Tree (1982)
    * The New Girlfriend (1985)
    * The Copper Peacock (1991)
    * Blood Lines (1995)
    * Piranha to Scurfy (2000)
    * Collected Short Stories, Volume 1 (2006)
    * Collected Short Stories, Volume 2 (2008)

    Colecções (histórias longas)

    * In the Time of His Prosperity (como Barbara Vine)

    Não-ficção

    * Ruth Rendell's Suffolk (1989)
    * Undermining the Central Line: giving government back to the people (com Colin Ward, 1989)
    * The Reason Why: An Anthology of the Murderous Mind (1995)




    UM LANÇAMENTO








    OS MANUSCRITOS DO MAR MORTO

    OS MANUSCRITOS DO MAR MORTO (EDIÇÃO DE BOLSO)
    - 1947-1969
    de Edmund Wilson

    Páginas - 296


    A descoberta, em 1947, dos manuscritos do mar Morto, datados de algo em torno de dois mil anos, foi um dos mais sensacionais acontecimentos arqueológicos do século. Desde então, os antiquíssimos pergaminhos têm sido tema de acirrada polêmica entre os estudiosos da História Sagrada. Mas não foram apenas eles que se apaixonaram pelo tema. Um exemplo disso é este Os manuscritos do mar Morto (1949-1969), escrito por um dos mais respeitados intelectuais americanos de todos os tempos.O próprio Edmund Wilson esclarece seu princípio básico de investigação: "Se o Velho e o Novo Testamentos representam a Revelação Divina, tais investigações não têm importância. Se eles são obra puramente humana, então é a curiosidade humana que nos impele a investigar como foram escritos e qual é sua relação com um culto de imenso prestígio".


    O AUTOR
    Edmund Wilson nasceu em Red Bank, estado de Nova Jérsei. Seu pai, Edmund Wilson, era advogado e serviu como Procurador geral de Nova Jérsei. De 1912 a 1916, Wilson estudou na Universidade de Princeton, depois de passar pela escola preparatória The Hill, onde assumia o cargo de editor-chefe da revista de literatura da escola, The Record. Ainda adolescente, escreveria:

    Não sou propriamente um poeta, mas sou alguém dessa espécie.
    — Edmund Wilson

    Começou sua carreira de escritor como repórter do jornal New York Sun. Mais tarde, como enfermeiro, serviu o exército durante a Primeira Guerra Mundial, passando depois a fazer parte do serviço de inteligência.[3]


    Foi editor da revista Vanity Fair entre 1920 e 1921, depois trabalhou como editor associado do The New Republic e como crítico literário para o The New Yorker.[4] Suas obras — peças de teatro, poemas e romances — influenciariam romancistas como Upton Sinclair, John Dos Passos, Sinclair Lewis, Floyd Dell e Theodore Dreiser, embora o seu forte tenha sido a crítica literária.

    Seu livro Castelo de Axel: Estudo Sobre a Literatura Imaginativa de 1870 a 1930, publicado em 1931, foi uma extensa pesquisa sobre o Simbolismo. A obra abrange autores como Arthur Rimbaud, Auguste Villiers de L'Isle-Adam (autor de Axel), W. B. Yeats, Paul Valéry, T. S. Eliot, Marcel Proust, James Joyce e Gertrude Stein.[4]

    Em seu livro mais famoso, Rumo à Estação Finlândia (1940), Wilson estuda o curso do socialismo europeu, a partir de 1824, com a descoberta por Jules Michelet das idéias de Giambattista Vico, culminando com a chegada de Lênin à Estação Finlândia de São Petersburgo para liderar a Revolução Bolchevique, em 1917.[3][4]

    Wilson tinha interesse na cultura moderna como um todo, e muitos dos seus escritos ultrapassaram o domínio da pura crítica literária. Seus primeiros trabalhos são fortemente influenciados pelas idéias de Freud e Marx, que refletiam esse profundo interesse em suas obras.

    Principais obras

    * Castelo de Axel: Estudo Sobre a Literatura Imaginativa de 1870 a 1930 (1931)
    * Rumo à Estação Finlândia (1940)
    * Memórias do Condado de Hecate (1946)
    * Manuscritos do Mar Morto (1955)

    UM LANÇAMENTO





    Prêmio UFF de Literatura de 2009 tem Cidade-Luz como inspiração

    “Um dia, uma noite... Paris”. Este é o tema do 3o Prêmio UFF de Literatura – Contos, crônicas e poesias, que em sua edição de 2009 entra no clima das comemorações pelo ano da França no Brasil. Quem quiser participar do concurso tem até o dia 31 de agosto para efetivar sua inscrição. Promovido pela Editora da Universidade Federal Fluminense, o concurso tem como objetivo estimular a produção literária e incentivar a cultura.

    Podem participar do Prêmio UFF de Literatura escritores de língua portuguesa, editados ou inéditos, independentemente de sua nacionalidade. No entanto, o texto apresentado deverá ser rigorosamente inédito, seja na forma impressa ou na forma eletrônica. Não serão aceitas obras póstumas, nem aquelas assinadas por grupos. Cada concorrente poderá participar com apenas um texto em cada categoria, sendo vedada a coautoria. O conto a ser enviado não pode ultrapassar quatro páginas, enquanto as crônicas e poesias deverão atingir, no máximo, três páginas.

    Seleção e premiação – Serão selecionados 20 textos inéditos em cada categoria, para publicação de uma antologia pela EdUFF, com o patrocínio da Fundação Euclides da Cunha, da Pró-Reitoria de Extensão da UFF e da Imprensa Oficial. O autor classificado em primeiro lugar em cada categoria receberá como prêmio 500 (quinhentos) reais em livros do catálogo em vigor de qualquer editora brasileira. A Editora da UFF se encarregará da aquisição dos exemplares. Os vencedores ganharão, ainda, o troféu Itapuca.

    A publicação dos textos selecionados se constituirá no prêmio para os primeiros lugares e demais classificados. Os autores classificados em primeiro lugar em cada categoria receberão 10 (dez) exemplares da antologia; os segundos colocados, 5 (cinco); os terceiros, 3 (três). Os demais 17 autores selecionados receberão 1 (um) exemplar da coletânea. Os resultados serão divulgados no dia 18 de dezembro de 2009, em solenidade no Teatro da UFF, dentro das comemorações de aniversário da universidade.

    Para informações mais detalhadas, consulte o edital do concurso no site www.editora.uff.br, no link “Editais”, na parte superior da página.