No próximo dia 14 de julho, terça-feira, o Teatro da Caixa se torna uma sala de cinema para receber mais uma Sessão Surpresa do Teste de Audiência. Viabilizado por meio do patrocínio da CAIXA Cultural, o projeto foi desenhado pelos cineastas Marcio Curi e Renato Barbieri nos moldes dos realizados pelas cinematografias mais desenvolvidas do mundo, e adaptado à realidade brasileira. A edição de julho do Teste de Audiência começa a partir das 19h30, com entrada franca, mas é necessário retirar o convite antecipadamente. Desde o começo de 2009, o projeto Teste de Audiência tem exibido seus filmes em sessões surpresa. Ou seja, os nomes do título da obra e do diretor são revelados apenas no momento da exibição do filme, assim como ocorre nos tradicionais screening tests do cinema internacional. O que para uns poderia afastar os cinéfilos do Teatro da Caixa, na verdade atingiu em cheio os objetivos dos curadores e produtores do projeto, Marcio Curi e Renato Barbieri. "Antes da instituição da Sessão Surpresa, as edições do Teste de Audiência reuniam muitos admiradores do diretor, ou de algum ator ou atriz ou, mesmo, o mero interesse pela temática do filme que ia ser apresentado. Assim, já havia uma predisposição a aprovação, o que empobrecia um pouco o resultado de conteúdo e estatística da avaliação. Com a Sessão Surpresa conseguimos controlar em boa medida esse efeito e melhorar a qualidade dos debates com os realizadores. Além disso, tivemos a boa surpresa de ver a frequência ao Teste se ampliar - as últimas edições bateram recordes sucessivos de público", comemora Márcio Curi. Criado em 2007, o Teste de Audiência tem aproximado, ano após ano, o cinema brasileiro de seu público e ajudado a criar no Brasil a cultura dos testes. "O Cinema Brasileiro tem uma tradição autoral muito forte e isso fez com que os testes fossem vistos como uma atividade 'anti-autor', como se os testes tivessem um papel autoritário contra as intenções do autor. Isso é comprovadamente uma visão distorcida e mesmo preconceituosa, já que os testes tem a função de aferir se as intenções do autor estão se consolidando ou não no filme. Cineastas como André Klotzel, Lucia Murat, Augusto Sevá, Lina Chamie e muitos outros, totalizando até agora 20 cineastas de expressão que passaram pelo Teste de Audiência, o atestam como uma experiência riquíssima, onde o autor recupera um olhar de distanciamento sobre a obra, até então impraticável numa ilha de edição ou nas tradicionais 'sessões para amigos'. Com o Teste, esses autores puderam 'fechar' seus filmes com muito mais informação e consciência sobre a própria obra", testemunha o cineasta e curador Renato Barbieri. "Aos poucos, o Teste vem quebrando este tabú e mostrando, como vários diretores testemunharam, que este contato com a platéia ajuda o filme a ser mais ele mesmo", completa o cineasta. Cinco filmes já foram testados pelo público em 2009: "Reflexões de um Liquidificar", de André Klotzel; "É Proibido Fumar", de Anna Muylaerte; "Quanto Dura o Amor", de Roberto Moreira; "Duas da Manhã", de Eduardo Nunes; e "Elvis e Madona", de Marcelo Laffitte.
Serviço:
Espetáculo: Teste de Audiência
Local: Teatro da Caixa
Data: 14/07/2009
Horários: Terça-feira às 19h30
Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280 - Edifício Sede II
Recepção: 2118-5111
Ingressos: Entrada franca (mas é necessário retirar uma senha na bilheteria do Teatro a partir das 12 horas no dia da exibição)
JOAQUIM E MARIA E A ESTÁTUA DE MACHADO DE ASSIS de Luciana Sandroni Ilustrações de Spacca
Páginas - 184
Simplesmente genial! (E.C.)
Depois de Minhas memórias de Lobato e O Mário que não era de Andrade, Luciana Sandroni dedica seu novo livro a Machado de Assis. Ambientado no Rio de Janeiro e tendo uma estátua como protagonista, Joaquim e Maria e a estátua de Machado de Assis percorre os principais fatos da vida do autor em forma de biografia romanceada.
A história começa na Academia Brasileira de Letras por ocasião de uma visita escolar. Joaquim e Maria são jovens estudantes que deparam com a estátua do bruxo do Cosme Velho e se surpreendem quando ela ganha vida e propõe um passeio pelo Rio de Janeiro.
Dona de uma memória prodigiosa e profunda conhecedora da obra do escritor - pois dava escapadelas à noite até a biblioteca, quando não havia mais ninguém por perto -, a estátua conduz Joaquim e Maria pelos lugares onde o escritor ambientou suas obras. Ora contando fatos da vida do autor, ora lembrando uma rua, uma praça, um bairro carioca, a estátua rememora também outras grandes figuras da literatura nacional, como Carlos Drummond de Andrade e José de Alencar.
Conhecido como o "tormento dos biógrafos", pois muitas passagens de sua vida ainda não foram totalmente esclarecidas, Machado é retratado de modo criterioso pela autora, que reproduz o que é consenso entre os estudiosos, mas também deixa claro quando as opiniões dos especialistas divergem. Como nos livros anteriores, Luciana Sandroni apresenta de modo acessível para o jovem leitor a vida e a obra de um grande escritor brasileiro.
A AUTORA Luciana Sandroni Nasceu no Rio de Janeiro, em 1962. Formada em letras pela PUC-Rio de Janeiro, trabalhou em bibliotecas escolares durante dez anos. Seus livros infantis receberam inúmeros prêmios literários, como o Jabuti 98 (para Minhas memórias de Lobato) e selos de "Altamente recomendável para criança" concedidos pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil).
BIBLIOGRAFIA - Ludi vai à praia. São Paulo, Agir, 1989. - Memórias da ilha. São Paulo, Agir, 1991. - Gata Menina. São Paulo, Scipione, 1993. - Ludi na TV. Rio de Janeiro, Salamandra, 1994. - Falta um pé. Rio de Janeiro, Ediouro, 1995. - Manuela e Floriana. Rio de Janeiro, José Olympio, 1997. - Tunhã na Terra Encantada. Rio de Janeiro, Salamandra, 1997. - A história do príncipe sabido e da princesa deslumbrante. Rio de Janeiro, Salamandra, 1997. - Ludi na Revolta da Vacina. Rio de Janeiro, Salamandra, 1999.
Obras do autor publicadas pela Companhia das Letras JOAQUIM E MARIA E A ESTÁTUA DE MACHADO DE ASSIS
MÁRIO QUE NÃO É DE ANDRADE, O
MEMÓRIAS DA ILHA
MINHAS MEMÓRIAS DE LOBATO
O ILUSTRADOR Spacca Nasceu em 1964, em São Paulo, é cartunista e ilustrador. Fez stoyboards para filmes publicitários no começo da carreira; depois, entre 1985 e 1995, criou charges políticas para o jornal Folha de S.Paulo e ilustrou o suplemento infantil Folhinha por dois anos. Escreveu histórias em quadrinhos para as revistas Níquel Náusea e Front e também trabalhou com animação. Atualmente faz charges para a versão on-line do Observatório da Imprensa e para publicações empresariais. Em 2005, Spacca recebeu o primeiro prêmio de charge no Salão Internacional de Humor de Piracicaba.
Obras do autor publicadas pela Companhia das Letras D. JOÃO CARIOCA
DEBRET EM VIAGEM HISTÓRICA E QUADRINHESCA AO BRASIL
A CRIAÇÃO DA JUVENTUDE Como o conceito de teenage revolucionou o séc. XX de Jon Savage Tradução de Talita M. Rodrigues
Páginas:560
Há muito se chegou à conclusão de que a adolescência, tal como a conhecemos hoje, é uma invenção pós-Segunda Guerra. Mas a cultura jovem é bem mais antiga. As primeiras tentativas significativas de pensar e definir a juventude datam do século XIX. Cada um dos temas hoje associados ao adolescente moderno teve ao menos um precedente marcante entre 1875 e 1945, e não apenas nos EUA. É sobre essa “pré-história” da adolescência, até a sua consolidação e explosão como força de consumo, que trata o livro A criação da juventude: como o conceito de teenage revolucionou o século XX, do pesquisador britânico Jon Savage.
A obra é um extenso e minucioso estudo dos fatores políticos, econômicos, sociais e culturais que moldaram a juventude até ela conquistar o status que mantém dos anos 1950 até hoje. Savage aborda os reflexos da Revolução Industrial, das duas grandes guerras e da Grande Depressão sobre os jovens dos EUA, França, Alemanha e Grã-Bretanha, que começaram a se fazer ouvir no século XIX, através da arte, da mudança de comportamento e da quebra de paradigmas.
Savage enumera e analisa várias obras literárias anteriores a 1905 que já traziam muito da visão que se tem hoje da juventude. Avalia também como o rápido crescimento urbano foi um ambiente propício à delinquência juvenil, termo cunhado em 1810, levando à criação de juizados de menores e à alteração das leis. O autor também fala do nascimento das gangues; dos primeiros produtos desenvolvidos especialmente para os adolescentes; dos pioneiros fenômenos jovens de mídia; da fundação de instituições como a Associação Cristã de Moços e de grupos como o dos escoteiros; de como o cinema, desde o começo, estabeleceu padrões de comportamento e beleza para os jovens; do ragtime como o primeiro estilo musical a virar a cabeça desse novo público e de como as duas guerras mundiais mudaram para sempre seu comportamento.
Um dos méritos do livro é ressaltar aspectos menos explorados da explosão da juventude ao longo do século XX. Savage mostra como todo o esforço de Hitler para moldar os jovens aos ideais nazistas foi, muitas vezes, em vão. Mesmo com a adesão da Juventude Hitlerista e com a Gestapo em seu encalço, jovens tiveram acesso a ícones das proibidas culturas americana e britânica, notadamente a música e a moda. E ainda se rebelaram contra o regime, com violência, em cidades como Colônia, onde assassinaram o chefe da polícia local.
O autor também destaca a criação da primeira revista dedicada a adolescentes, a norte-americana Seventeen, em 1944, publicação que ajudou a retirar o jovem da categoria de rebelde e transformá-lo em consumidor ativo, com uma infinita linha de produtos a seu dispor, aceito pela crescente classe média. Pesquisado, moldado e definido por tanto tempo, o conceito de adolescente já estava completo em 1945, e foi a ponta de lança na divulgação dos valores americanos após a vitória dos EUA na Segunda Guerra. Isso porque o jovem tinha a combinação psíquica perfeita para a época: vivia no agora, buscava prazer, era faminto por produtos e personificava a nova sociedade global, em que a inclusão social seria concedida pelo poder de compra.
O AUTOR
O britânico Jon Savage é um respeitado pensador da cultura pop, com vários livros publicados sobre o assunto. Começou a carreira como jornalista escrevendo para publicações como Melody Maker, The Face, The Observer e New Statesman. É frequentemente convidado a criar compilações musicais temáticas. E é dele o roteiro do documentário Joy Division, sobre a banda inglesa homônima. Nascido em 1953, seu nome verdadeiro é Jonathon Sage, educado em Cambridge ficou conhecido por sua premiada história dos Sex Pistols e do punk rock, England's Dreaming, publicado em 1991.
BIBLIOGRAFIA * The Kinks: The Official Biography Publisher: (Faber and Faber, 1984, ISBN 9780571133796) * England's Dreaming: Sex Pistols and Punk Rock (Faber and Faber, 1991, ISBN 9780571139750) * Picture Post Idols Publisher: London, Collins & Brown, 1992 ISBN 9781855850835 * The Faber Book of Pop (edited with Hanif Kureishi) (Faber and Faber, 1995, ISBN 9780571179800) * Time Travel: From the Sex Pistols to Nirvana - Pop, Media and Sexuality, 1977-96 Publisher: London, Chatto & Windus, 1996 ISBN 9780701163600 * Teenage: The Creation of Youth Culture Publisher: Viking Books, 2007 ISBN 9780670038374 * Joy Division documentary film, screenwriter, 2008 [4] * The England's Dreaming Tapes (Faber and Faber, 2009)
Music compilations
* England's Dreaming (Trikont 2004) * Meridian 1970 (Forever Heavenly 2005) * Queer Noises - From the Closet to the Charts (Trikont 2006)[5] * The Shadows Of Love - Intense Tamla 1966-1968 (Commercial Marketing 2006) * Dreams come true - Classic wave electro 1982-87 (Domino Records 2008) * Teenage - the invention of youth 1911-1945 (Trikont 2009)
Vocabulário de Foucault - Um percurso pelos seus temas, conceitos e autores, do argentino Edgardo Castro. Organizado em cerca de 300 verbetes minuciosamente pesquisados, o livro apresena e mapeia os principais temas do pensador francês. Há entradas para outros filósofos - Deleuze, Derrida, Descartes etc - mas também para assuntos como Democracia, Desejo, e Liberalismo, entre muitos outros.
UM TRECHO DO PREFÁCIO
“Guardadas as diferenças, poderíamos começar como Foucault no prefácio a Les mots et les choses e dizer que este livro nasceu de um texto de Borges. Foucault refere-se àquela enciclopédia chinesa onde aparece uma inquietante classificação dos animais: “(a) pertencentes ao Imperador, (b) embalsamados, (c) domesticados, (d) leitões, (e) sereias, (f) fabulosos, (g) cães em liberdade, (h) incluídos na presente lassificação, (i) que se agitam como loucos, (j) inumeráveis, (k) desenhados com um pincel muito fino de pelo de camelo, (l) et cetera, (m) que acabam de quebrar a bilha, (n) que de longe parecem moscas”.
Sempre, segundo Foucault, essa classificação provoca riso. Não pelo que nos pode sugerir o conteúdo de cada um de seus itens, mas pelo fato de que eles tenham sido ordenados alfabeticamente. O que nos faz rir é que no não lugar da linguagem se tenha podido justapor, como em um espaço comum, o que efetivamente carece de lugar comum. Provoca riso e inquietude a heterotopia que domina essa classificação. Supondo que os “inumeráveis”, os “fabulosos” ou os “et cetera” existam, na classificação de Borges, trata-se de ordenar “seres”; no Vocabulário de Foucault – Um percurso por seus temas, conceitos e autores, de ordenar “conceitos”. Mas, ainda que pareça que os “conceitos” estejam mais próximos das palavras e facilitem a operação, apesar disso, o perigo não é menor. De fato, este Vocabulário pode produzir o mesmo efeito que a classificação dos animais da enciclopédia chinesa; porque, claramente, tal como ela, poderia ser apenas o esforço para encontrar um lugar comum para o que parece não tê-lo. O próprio Foucault, com certa frequência, assinalou o caráter fragmentário e hipotético de seu trabalho, sua recusa em elaborar teorias acabadas, seu horror à totalidade. Seria, então, somente a pretensão de querer pôr ordem e limites a seu pensamento, recorrendo à simplicidade e finitude alfabéticas. Mais ainda, tentando ser simultaneamente breve e extenso, analítico, mas exaustivo, encerrando o universo do pensamento foucaultiano na enclausurada gramática de um dicionário, este Vocabulário não só provocaria o mesmo efeito que essa estranha classificação de animais, mas correria o risco de converter-se ele mesmo em uma enciclopédia chinesa. Porque, “notoriamente não há classificação do universo que não seja arbitrária e conjetural”. E nada nos assegura que, com o afã de ordenar, não venhamos a cair nessas autoimplicações (classificar os conteúdos mesmos da classificação; como Borges, “(h) incluídos na presente classificação”) que só os labirintos da linguagem permitem construir. E, finalmente, no pior dos casos, provocar somente riso, e, no melhor, também inquietude.
- Mas e se esse espaço comum existisse?
- Ah, bom, então, apresentar este Vocabulário se reduziria a dizer, de novo como Foucault: “Eu não escrevo para um público, escrevo para usuários, não para leitores”
QUEM É MICHEL FOUCAULT Michel Foucault (Poitiers, 15 de outubro de 1926 — Paris, 25 de junho de 1984) foi importante filósofo e professor da cátedra de História dos Sistemas de Pensamento no Collège de France desde 1970 a 1984. Suas idéias notáveis envolvem o biopoder e a sociedade disciplinar, sendo seu pensamento influenciado por Nietzsche, Heidegger, Althusser e Canguilhem.
As obras, desde a História da Loucura até a História da sexualidade (a qual não pôde completar devido a sua morte) situam-se dentro de uma filosofia do conhecimento.
As teorias sobre o saber, o poder e o sujeito romperam com as concepções modernas destes termos, motivo pelo qual é considerado por certos autores, contrariando a própria opinião de si mesmo, um pós-moderno. Os primeiros trabalhos (História da Loucura, O Nascimento da Clínica, As Palavras e as Coisas, A Arqueologia do Saber) seguem uma linha pós-estruturalista, o que não impede que seja considerado geralmente como um estruturalista devido a obras posteriores como Vigiar e Punir e A História da Sexualidade. Além desses livros, são publicadas hoje em dia transcrições de seus cursos realizados no Collège de France e inúmeras entrevistas, que auxiliam na introdução ao pensamento deste autor.
Foucault trata principalmente do tema do poder, rompendo com as concepções clássicas deste termo. Para ele, o poder não pode ser localizado em uma instituição ou no Estado, o que tornaria impossível a "tomada de poder" proposta pelos marxistas. O poder não é considerado como algo que o indivíduo cede a um soberano (concepção contratual jurídico-política), mas sim como uma relação de forças. Ao ser relação, o poder está em todas as partes, uma pessoa está atravessada por relações de poder, não pode ser considerada independente delas. Para Foucault, o poder não somente reprime, mas também produz efeitos de verdade e saber, constituindo verdades, práticas e subjetividades.
Para analisar o poder, Foucault estuda o poder disciplinar e o biopoder, e os dispositivos da loucura e da sexualidade. Para isto, em lugar de uma análise histórica, realiza uma genealogia, um estudo histórico que não busca uma origem única e causal, mas que se baseia no estudo das multiplicidades e das lutas. Também abriu novos campos no estudo da história e da epistemologia.
As criticas e análises feitas por Foucault (1979) são pertinentes principalmente em relação ao significado de categorias de análise como soberania; mecanismos de poder; efeitos de verdade, regras de poder; etc., categorias essas de fundamental importância para a análise e compreensão do funcionamento do Estado e dos problemas cotidianos do homem comum.
Foucault (1979) renega os modos tradicionais de analisar o poder e procura realizar suas análises não de forma dedutiva e sim indutiva, por isso passou a ter como objeto de análise não categorias superiores e abstratas de análise tal como questões do que é o poder, o que o origina e tantos outros elementos teóricos, voltando-se para elementos mais periféricos do sistema total, isto, é, passou-se a interessar-se pelos locais onde a lei é efetivada realmente. Hospitais psiquiátricos, forças policiais, etc, sãos os locais preferidos do pensador para a compreensão das forças reais em ação e as quais devemos realmente nos preocupar, compreender e buscar renovar constantemente.
Segundo este pensamento, devemos compreender que a lei é uma verdade “construída” de acordo com as necessidades do poder, em suma, do sistema econômico vigente, sistema, atualmente, preocupado principalmente com a produção de mais-valia econômica e mais-valia cultural, tal como explicado por Guattari (1993). O poder em qualquer sociedade precisa de um delimitação formal, precisa ser justificado de forma abstrata o suficiente para que seja introjetada psicologicamente, a nível macro social, como uma verdade a priori, universal. Desta necessidade, desenvolvem-se a regras do direito, surgindo, portanto, os elementos necessários para a produção, transmissão e oficialização de “verdades”. “O poder precisa da produção de discursos de verdade (p.180), como diria Foucault (1979). O poder não é fechado, ele estabelece relações múltiplas de poder, caracterizando e constituindo o corpo social e, para que não desmorone, necessita de uma produção, acumulação, uma circulação e um funcionamento de um discurso sólido e convincente. “Somos obrigados pelo poder a produzir verdade”, nos confessa o pensador, “somos obrigados ou condenados a confessar a verdade ou encontrá-la (...) Estamos submetidos à verdade também no sentido em que ela é a lei, e produz o discurso da verdade que decide, transmite e reproduz, pelo menos em parte, efeitos de poder (p.180).”
Michel Foucault viveu sua homossexualidade ao lado do companheiro Daniel Defert. Seu amante de longos vinte anos, dez anos mais novo que o filósofo, mas de fôlego intelectual intenso. Defert ainda vive e milita contra a AIDS ou SIDA. Em junho de 1984, em função de complicações provocadas pela AIDS, Foucault teve uma septicemia, o que o leva à morte por supuração cerebral.
BIBLIOGRAFIA
* Doença Mental e Psicologia, 1954; * História da loucura na idade clássica, 1961; * Nascimento da clínica, 1963; * As palavras e as coisas, 1966; * Arqueologia do saber, 1969; * Vigiar e punir, 1975; * História da sexualidade: o A vontade de saber, 1976; o O uso dos prazeres, 1984; o O Cuidado de Si, 1984; o Ditos e escritos; (2006); * A vontade de saber; (1970-1971) * Teorias e instituições penais; (1971-1972) * A sociedade punitiva; (1972-1973) * O poder psiquiátrico; (1973-1974) * Os anormais; (1974-1975) * Em defesa da sociedade; (1975-1976) * Segurança, território e população; (1977-1978) * Nascimento da biopolítica; (1978-1979) * Microfísica do Poder; (1979) * Do governo dos vivos; (1979-1980) * Subjetividade e verdade; (1980-1981) * A hermenêutica do sujeito; (1981-1982) * Le gouvernement de soi et des autres; (1983) * Le gouvernement de soi et des autres: le courage de la vérité; (1984) * A Verdade e as Formas Jurídicas; (1996) * A ordem do discurso; (1970) * O que é um autor?; (1983)
Melhores Crônicas João do Rio de João do Rio Seleção e Prefácio - Edmundo Bouças Seleção e Prefácio - Fred Góes
Nº de Páginas: 327
SOBRE O LIVRO
"[...] o cronista procurava adaptar a sua percepção ao ritmo do progresso, de que o cinema e o automóvel eram duas ousadas expressões. [...] suas crônicas, quaisquer que sejam os artifícios e futilarias, além de conciliar esplendidamente o jornalismo e a literatura, adaptaram-se com extraordinária maleabilidade ao ritmo acelerado da vida contemporânea."Afrânio Coutinho"João do Rio é o escritor da rua, com sua periculosidade e suas paixões. Chama-nos a atenção o fato de um dos livros de crônicas intitular-se A alma encantadora das ruas, centralizando o grande tema, que leva o autor a afirmar a existência da alma das ruas, na esperança de que sua psicologia seja compreendida, seu mistério ouvido."Helena Parente Cunha"Como jornalista, foi um inovador histórico da nossa imprensa diária, fundindo a reportagem e a crônica num novo gênero personalíssimo e então pouco comum."João Carlos Rodrigues
O AUTOR
João do Rio, pseudônimo de João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, (Rio de Janeiro, 5 de agosto de 1881 — 23 de junho de 1921) foi um jornalista, cronista, tradutor e teatrólogo brasileiro.
Filho de Alfredo Coelho Barreto, professor de matemática e positivista, e da dona-de-casa Florência dos Santos Barreto, Paulo Barreto nasceu na rua do Hospício, 284 (atual rua Buenos Aires, no Centro do Rio). Estudou Português no Colégio São Bento, onde começou a exercer seus dotes literários, e aos 15 anos prestou concurso de admissão ao Ginásio Nacional (hoje, Colégio Pedro II).
Em 1 de junho de 1899, com 18 anos incompletos, teve seu primeiro texto publicado em A Tribuna, jornal de Alcindo Guanabara. Assinado com seu próprio nome, era uma crítica intitulada Lucília Simões sobre a peça Casa de Bonecas de Ibsen, então em cartaz no teatro Santana (atual Teatro Carlos Gomes).
Prolífico escritor, entre 1900 e 1903 colabora sob diversos pseudônimos com vários órgãos da imprensa carioca, como O Paiz, O Dia, Correio Mercantil, O Tagarela e O Coió. Em 1903, é indicado por Nilo Peçanha para a Gazeta de Notícias, onde permaneceria até 1913. Foi neste jornal que, em 26 de novembro de 1903 nasceu João do Rio, seu pseudônimo mais famoso, assinando o artigo "O Brasil Lê", uma enquete sobre as preferências literárias do leitor carioca. E, como indica Gomes (1996, p. 44), "daí por diante, o nome que fixa a identidade literária engole Paulo Barreto. Sob essa máscara publicará todos os seus livros e é como granjeia fama. Junto ao nome o nome da cidade".
Paulo Barreto, homossexual
As preferências sexuais de Paulo Barreto desde cedo constituíram-se em motivo de suspeita (e, posteriormente, de troça) entre seus contemporâneos. Solteiro, sem namorada ou amante conhecidas, muitos de seus textos deixam transparecer uma inclinação homoerótica bastante explícita. As suspeitas praticamente se confirmaram quando ele se arvorou em divulgador na terra brasileira, da obra do "maldito" Oscar Wilde, de quem traduziu várias obras.
Figura ímpar, que se vestia e se comportava como um "dândi de salão" (Rodrigues, 1996, p. 239), Paulo Barreto jamais ousou desafiar os estereótipos com os quais a sociedade rotula os homossexuais. Todavia, ao se propôr a defender novas idéias nos campos político e social, sua figura "volumosa, beiçuda, muito moreno, lisa de pêlo" (como registrou Gilberto Amado) tornou-se um alvo perfeito para toda sorte de racistas e homofóbicos reacionários, dentre eles, Humberto de Campos.
É nesse contexto que se insere seu suposto "flirt" com Isadora Duncan, que apresentou-se no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 1916. Duncan e Barreto já haviam se conhecido anteriormente, em Portugal, mas foi somente durante a temporada no Rio que se tornaram íntimos. O grau dessa intimidade é um mistério. Especula-se que tudo poderia não ter passado de uma "jogada de marketing" para atrair a atenção da imprensa, embora outras fontes citem um suposto diálogo em que a bailarina teria interpelado Barreto sobre sua pederastia, ao que ele teria respondido: Je suis trés corrompu ("Sou completamente corrupto").
A autora apresenta uma fórmula alquímica, já testada por centenas de pessoas, para conquista e conservação do êxito. O livro trata de valores filosóficos e humanistas com objetividade e clareza. Muitos dos conceitos abordados são polêmicos e suscitariam discussões filosóficas profundas, mas esse é um dos maiores méritos do livro: trazer à tona temas complexos, com simplicidade e honestidade. Alguns poderão até discordar da autora, mas muito poucos serão capazes de negar sua sinceridade e sua crença naquilo que escreve.
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A AUTORA Evelyn Levy -Formada pela vida, pela paixão e pelo mundo, a autora é um grande ser humano que acredita realmente no amor incondicional e no êxito absoluto. contato - evelyn@justclick.net / prana@justclick.net
A Arte de Pagar Micos e King Kongs de Regina Araújo
N de páginas:156
Nesta irreverente obra, a autora mostra que pagar micos pode ser extremamente divertido e proveitoso tanto na vida profissional quanto nos relacionamentos pessoais. Este livro é resultado de vários anos coletando casos protagonizados ou testemunhados pela autora, que procura mostrar que pagar micos é aceitar na marra que o acaso faz parte das nossas vidas, mas também é uma oportunidade de aproveitar situações imprevistas para ressaltar a individualidade.
Conteúdo:
# A Gênese do MicoPreocupação e Culpa # Uma Reflexão # O Medo de Falar e de Pagar Mico em Público # O Mico Nosso de Cada Dia # Profissão: Pagar Mico # Liberte a Criança que Existe em Você # Adolescência X Micos # Profissionais do Mico # Um Caso de Sucesso # O Caçador de Micos # Pagar Mico e Mostrar a Cara - Uma Atitude de Coragem # Uma Vida de Micos e Diversão # Ambiente de Trabalho # Mico Celebridade # Micos da Vida Privada # Micos Cinco Estrelas # Xuxa por Uma Noite e muito mais
A AUTORA
Regina Araújo é graduada em Administração de Empresas, em Psicodrama e MBA em Gestão Empresarial. Possui larga experiência em Recursos Humanos. Consultora comportamental e psicodramatista organizacional, dirige a Novos Rumos Consultoria e Treinamento (Santos/SP). Tem atuado em instituições e empresas como a Sadia, SABESP, Ogmo, Caixa Econômica Federal e Estadual, Petrobras Rede Selesiano de Ensino, além de várias multinacionais. Atualmente, mantém parceria com a Universidade Católica de Santos na produção de cursos extracurriculares de Oratória, Negociação e Autoconsultoria. Atriz e Mágica, cursou teatro, tendo trabalhado com a diretora Bia Lessa e o ator Tonico Pereira. Palestrante de sucesso, já atingiu, com sua veia cômica, mais de 20 mil pessoas em seus cursos e treinamentos, a maioria voltada para o aprimoramento de relacionamento interpessoal e para a preparação para o mercado de trabalho. Recentemente lançou um CD de fábulas, ferramenta muito utilizada em seus cursos.
Conversando com Angel de Evelyn Elsaesser - Valarino
Páginas : 208
"Papai, Mamãe, estou vendo a luz..." Eu não estava bem, sentia dores por todo o corpo, mas nem desconfiava do mal que estava sofrendo. Fui internada e, além da roupa e objetos pessoais, levei uma boneca, lembrança da infância à qual ainda me apegava. Quando tudo parecia perdido, vi uma luz e escutei uma voz. No início, achei que era um sonho. Tudo que ouvi está neste livro. Me ajudou muito a vencer a revolta, a mágoa e a compreender a morte. Quem sabe Angel também possa ajudar você.
"Conversando com Angel é uma das mais ricas e mais bem descritas experiênciasde quase-morte (EQM) que já vi. Não há muito que dizer sobre este livro:é simplesmente uma obra-prima."KENNETH RINGPROFESSOR EMÉRITO DE PSICOLOGIA DA UNIVERSIDADE DE CONNECTICUT (EUA)
A AUTORA EVELYN ELSAESSER-VALARINO
Nasceu em Berna, na Suíça, em 1954. Dedica-se ao estudo do fenômeno das experiências de quase-morte (EQMs) desde o ano de 1989. Em parceria com Kenneth Ring, professor emérito de Psicologia da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, escreveu o livro Lições da luz [Lessons from the light]. Ministra palestras na Suíça e no exterior e participa de congressos internacionais. Foi coordenadora da Rede Científica e Médica da Suíça Ocidental. Trabalha na Universidade de Genebra, cidade onde reside.
Géli perdeu o filho num acidente e, amargurada, trata a todos com indiferença. A grande alegria de Maria é Pedro, seu filhinho. A presença de Géli incomoda Maria, que sente incontrolável antipatia por aquela que é gerente do seu setor. Ambas trabalham no mesmo hospital e estão longe de imaginar que a providência divina as aproximou para o resgate de graves comprometimentos do passado. Pedro - ao recordar-se de sua existência anterior -, vai revirar a vida das duas famílias. Desfeito o véu do esquecimento, revelados os mistérios da reencarnação, uma prova terrível se apresenta diante das médicas... Leia e se emocione!
A AUTORA Anna Louzada reside no bairro das Flores, na cidade de Manaus, no Amazonas. Conheceu o Espiritismo em 1992 e escreve desde 1997. A primeira casa espírita que frequentou foi a Fundação Allan Kardec, em Manaus. O conhecimento que adquiriu por intermédio das Obras Básicas de Allan Kardec mudou o rumo de sua vida e a ensinou a conviver melhor com os familiares e outras pessoas. Durante dois anos trabalhou no interior do Amazonas. Violetas na janela (São Paulo: Petit Editora), psicografado pela médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, é um de seus livros favoritos.
Evento: 2ª Feira Universitária do Livro da UFMG Data: 5 a 7 de agosto de 2009 Horário: 9 às 20 horas Promoção: 50% de desconto em todos os títulos Local: Praça de Serviços - Campus Pampulha (Av. Antônio Carlos, 6.627 - Belo Horizonte - MG) Editoras Universitárias participantes: UFMG - Fale/UFMG - Fiocruz - PucMinas - UEPG - UERJ - UFF - UFRJ - UFRRJ - UFSC - UFU - Unesp - Unicamp - USC - USP
Todos os livros oferecidos na 2ª Feira Universitária do Livro da UFMG apresentarão um desconto de 50%, abrangendo as mais diversas áreas do conhecimento. Foram convidadas editoras universitárias, que têm alguma identidade com a universidade e que disponham de um catálogo acadêmico. A Feira possibilitará às editoras participantes expor todo seu catálogo a professores, funcionários e alunos da UFMG, além da comunidade em geral.