Neste fim de semana, o Teatro Paiol abriga um espetáculo de samba idealizado pelo curitibano Julião Boêmio. Sobem ao palco, na sexta-feira e no sábado (5 e 6), às 21h, alguns dos melhores músicos locais, ao lado da carioca Nilze Carvalho. O repertório tem composições próprias, tanto de Julião como de Nilze, além de releituras de compositores como Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim, Paulinho da Viola, Dona Ivone Lara, Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro.
A idéia de reunir Julião Boêmio e Nilze Carvalho, ela trazendo o melhor da tradição carioca do samba e ele representando uma nova geração de instrumentistas curitibanos, é recriar no Teatro Paiol o ambiente da mais autêntica roda de samba. E eles não estão sozinhos nessa empreitada. Participam do show os músicos Vinícius Chamorro (violão de sete cordas e arranjos) e o trio de percussão composto por Vina Lacerda, Thatá Costa e Marcio Rosa.
Chamorro e Julião respondem pela estruturação do espetáculo, que também teve a colaboração do músico André Prodóssimo em um dos arranjos. E o encontro do samba curitibano com o carioca não poderia estar completo sem a participação especial da cantora Mãe Orminda. Sambista de Curitiba, ela foi a primeira mulher a puxar um samba enredo no Brasil, em 1978, aqui mesmo na capital paranaense, na Escola de Samba Dom Pedro II. Integrante do grupo Divina Luz, a cantora é um dos nomes de destaque do samba de qualidade produzido na nossa cidade.
Nilze e Julião – A carioca Nilze Carvalho começou a carreira musical aos seis anos de idade, aparecendo na televisão com seu cavaquinho em punho. Oito anos depois, já possuía a série de quatro álbuns gravados como bandolinista, chamados “Choro de Menina”, acompanhada do conjunto Época de Ouro. Depois disso, carreira internacional, retorno ao Brasil, faculdade de música e mais álbuns e participações em projetos de outros artistas.
O curitibano Julião Boêmio tocava cavaquinho desde criança, mas a profissionalização veio junto com a entrada no Conservatório de MPB, quando tinha 15 anos de idade. Depois disso, galgou seu espaço como instrumentista e compositor, apresentando-se ao lado de nomes como Nelson Sargento, Yamandu Costa, Mônica Salmaso, Ceumar, Dominguinhos, Zé Renato, entre muitos outros.
Show “Julião Boêmio convida Nilze Carvalho”
Participação especial da cantora Mãe Orminda
Local: Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho)
Data: dias 5 e 6 de junho de 2009 (sexta-feira e sábado)
Horário: 21h
Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50
Classificação etária: Livre
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Julião Boêmio e Nilze Carvalho levam ao palco a nova geração do samba e do choro de Curitiba ao lado da tradição musical do Rio de Janeiro.
Fãs do CQC fazem manifestação virtual pedindo programa ao vivo
Fãs do CQC estão usando a Internet para pedir a volta do programa ao vivo. Pelo Twitter, foi criada a manifestação virtual #cqcaovivoday. No Orkut, foi criada a comunidade “Eu quero CQC ao vivo”, que em menos de uma semana já agrega pouco mais de mil internautas.
"CQC tem que ser ao vivo, sem cortes e sem censura!", diz uma usuária do Twitter.
Apesar dos protestos virtuais, o programa continuará sendo gravado. O CQC deixou de ser ao vivo há duas semanas, após o grupo Sexy Dolls ingressar com uma ação judicial contra a atração. As integrantes do grupo, que são atrizes de filmes pornográficos, se sentiram caluniadas ao serem chamadas de prostitutas.
A assessoria da Bandeirantes nega qualquer relação entre o processo e o início da exibição da atração gravada. A emissora alega motivos técnicos para justificar a mudança e não informa prazos para a volta do CQC ao vivo.
por Sérgio Matsuura do COMUNIQUE-SE
PROGRAMAÇÃO CINEMA CURITIBA
De 5 a 11 de junho de 2009
Domingo, 7 de junho – ingresso a R$1,00
CINEMATECA - Sala Groff – Rua Carlos Cavalcanti nº 1.174 / fone (41) 3321-3270 (De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h30) e (41) 3321-3252 (diariamente, das 14h30 às 21h) – Ingressos a R$ 5 e R$ 2,50 (estudantes). Gratuito para pessoas com idade a partir de 60 anos. www.fccdigital.com.br
Lançamento curta-metragem:
OS PRIMEIROS DESERTORES (BR/PR, 2009 – 17’). Direção de Josiane Orvatich, com Christiane de Macedo, Rodrigo Ferrarini e Janja.
Após a exibição haverá o debate de abertura do projeto CIRCUITO EM CONSTRUÇÃO, com Salete Machado e Talício Sirino, produtores dos filmes Conexão Brasil (2001) e Conexão Japão (2009). Classificação livre
Dia 5, às 19h30 – entrada franca
MOSTRA DE CINEMA E MEIO AMBIENTE
Dia 6, às 16h (ver programação final em anexo)
Lançamento média-metragem:
O TESOURO MALDITO DOS PIRATAS (BR/PR, 2009 – 30’). Roteiro e direção de Cyro Matoso, com Bruno de Oliveira, Fábio Allon dos Santos, Gilvan Santoamaro e Poro. Sete jovens perdem o emprego por causa da crise mundial, que já chegou ao porto de Paranaguá. Desesperados, se aventuram na busca de um tesouro perdido, que - diz uma lenda local - foi escondido por piratas franceses em 1.718 na Ilha da Cotinga.
Classificação livre
Dia 6, às 19h30 – entrada franca
PANORAMA DO CINEMA PORTUGUÊS
De 7 a 14 de junho (ver programação)
De 5 a 11 de junho de 2009
Domingo, 7 de junho – ingresso a R$1,00
CINE LUZ – Rua XV de Novembro nº 822 / fone (41) 3321-3270 (De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h30) e (41) 3321-3261 (diariamente, das 14h30 às 21h). Ingressos a R$ 5 e R$ 2,50 (estudantes). Gratuito para pessoas com idade a partir de 60 anos. www.fccdigital.com.br
ENTRE OS MUROS DA ESCOLA (Entre les murs/The class), França, 2008 – 128’. Direção de Laurent Cantet. Com François Bégaudeau, Nassim Amrabt, Laura Baquela. François e os demais amigos professores se preparam para enfrentar mais um novo ano letivo. Tudo seria normal se a escola não estivesse em um bairro cheio de conflitos. Os mestres têm boas intenções e desejo para oferecer uma boa educação aos seus alunos, mas por causa das diferenças culturais - microcosmo da França contemporânea - esses jovens podem acabar com todo o entusiasmo. François quer surpreender os jovens ensinando o sentido da ética, mas eles não parecem dispostos a aceitar os métodos propostos. Classificação livre
Sessões às 15h, 17h30 e 20h
Domingo, dia 7 – sessões somente às 17h30 e 20h
A OITAVA COR DO ARCO-ÍRIS (BR, 2004 – 80’). Direção de Amauri Tangará, com Diego Borges, Izabel Serra, Waldir Bertúlio. Na pequena vila de Nossa Senhora da Guia, vive o menino Joãzinho, criado pela avó Dona Dindinha que muito doente sustenta o neto com a mísera aposentadoria que recebe. Quando Joãzinho flagra a avó rezando a Deus, pedindo para que ele a leve logo, pois não suporta as dores da saúde fragilizada por conta da idade, o menino resolve vender “Mocinha”, sua cabrita de estimação. Com o dinheiro arrecadado, Joãozinho pretende comprar os remédios da avó. Começa aí a jornada do pequeno protagonista, que percorre as vilas ao redor de sua moradia a fim de conseguir vender a cabrita. Classificação livre.
Domingo, dia 7 – sessões às 10h30 e 15h30PANORAMA DO CINEMA PORTUGUÊS
De 7 a 14 de Junho de 2009
10 DE JUNHO - COMEMORAÇÕES DO DIA DE PORTUGAL
E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS
Na Cinemateca de Curitiba
Rua Carlos Cavalcanti, 1174
Realização:
CENTRO CULTURAL DO INSTITUTO CAMÕES
CÂMARA DE COMÉRCIO BRASIL PORTUGAL PARANÁ
FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA
Entrada franca
Em parceria com o Centro Cultural do Instituto Camões e a Câmara de Comércio Brasil – Portugal do Paraná, a Cinemateca de Curitiba promove a mostra Panorama do Cinema Português, de 7 a 14 de junho. As exibições fazem parte das comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, festejado em 10 de junho. Na tela, os espectadores terão a oportunidade de conhecer várias das fases do cinema português, com filmes antigos que datam de 1938, até obras mais recentes, realizadas já no século 21. É uma boa forma de entrar em contato com a cultura desse país que sempre esteve ligado à história do Brasil.
Dia 7, às 20h:
PASSAGEM DA NOITE (Portugal/2003 – 95’). Direção de Luis Filipe Rocha, com Leonor Seixas, Pompeu José, Maria D’Aires, Maria Rueff.
Mariana tem 17 anos, vive na periferia de Lisboa e é estudante de liceu. Um dia vê-se confrontada com uma situação desesperada: é violada por um toxicodependente e descobre mais tarde estar grávida.
Por medo, vergonha ou raiva decide encobrir de todos - pais, namorado, amigos, polícia e tribunal - e enfrentar o sucedido sozinha.
Apenas um insistente inspector, uma espécie de anjo da guarda, e uma prostituta pragmática assistem ao percurso secreto de sobrevivência à violação, subsequente gravidez indesejada e possível contaminação com aids desta jovem, que se vê assim forçada a uma "passagem" para a idade adulta conturbada. Classificação 12 anos
Dia 8, às 16h:
ALDEIA DA ROUPA BRANCA (Portugal/1938 – 82’ p/b). Direção de Chianca de Garcia, com Beatriz Costa, Manuel Santos Carvalho, José Amaro
Uma comédia com um grande leque de canções populares. A história mostra a vida de lavadeiras nos arredores de Lisboa e que se ocupam de lavar a roupa dos habitantes da capital. O filme conta com a participação da atriz Beatriz Costa. Classificação 12 anos
Às 20h:
RASGANÇO (Portugal/2001- 100’). Direção de Raquel Freire, com Ricardo Aibéo, Isabel Ruth, Ana Teresa Carvalhosa.
Coimbra, a mais complexa de todas as personagens, conta a história:
Eu não sou só uma cidade. Sou uma estufa. Uma reserva natural para estudantes, onde eles vivem em plena liberdade. Sou uma espécie de doce, entre a adolescência e a idade adulta. Mas só para os que puderam estudar. Os melhores. Eles sabem que são uma elite.
Uma manhã de Janeiro chegou um homem. Apaixonou-se por mim e pelas minhas mulheres. Tolo, não percebeu que EU não sou para quem quer, mas para quem pode e que o amor não abre as minhas velhas portas. Classificação 16 anos
Dia 9, às 16h:
VEREDAS (Portugal, 1977- 121”). Direção de João César Monteiro, com Margarida Gil, António Mendes, Carmen Duarte.
Um filme com um enredo muito pouco convencional. Uma espécie de viagem poética por alguns mitos e lendas portuguesas. De acordo com a crítica é "uma cartografia cinematográfica de Portugal". Um homem e uma mulher vêm de Trás-os-Montes para o litoral e durante a viagem deparam-se com lendas e rochedos, províncias e obstáculos diferentes. Classificação 12 anos
Às 20h:
TRÁFICO (Portugal/1998 – 112’). Direção de João Botelho, com Joaquim Oliveira, Rita Blanco, Adriano Luz.
Tudo começa quando uma família normal e friorenta, obrigada a passar férias fora de época por dificuldades econômicas, é bafejada pela sorte.
Jesus, assim se chama o filho do casal, encontra enterrado na areia da praia deserta, um tesouro escondido e proibido: a riqueza da Terra.
No mesmo dia e não longe dali dois padres decidem fechar as portas da sua igreja por falta de crentes e fazem um leilão de imagens dos seus queridos Santos. Entre a riqueza dos céus e o espírito da matéria partem à aventura.
Um banqueiro com alucinações auditivas quando fala do seu dinheiro e as respostas de um ministro com alucinações visuais quando trata de influências. Uma mulher elegante, suave e misteriosa, com uma bela cabeleira falsa e esplêndidas cores, incendeia tudo por onde passa. Um general às voltas com tráfico de armas e a sua pequena mulher às voltas com artes, Olimpos e cabelos disparatados. E muitas outras aventuras. Como os ricos verdadeiros e antigos se divertem, como os ricos novos ou falsos encontram dificuldades e como tudo acaba em bem. Classificação 12 anos
Dia 10, às 16h:
O LEÃO DA ESTRELA (Portugal/1943 – 121’ – p/b). Direção de Arthur Duarte, com Antonio Silva, Erico Braga, Milú
Uma comédia hilariante. Anastácio, fanático do Sporting, vai ao Porto com a família e aproveita para ver um jogo do clube do seu coração. Ficam hospedados na casa da família Barata, que tinham conhecido numa estância de férias. Anastácio, escondendo a sua condição social, continua a fazer-se passar por homem rico. A situação complica-se quando os Baratas decidem ir a Lisboa. Classificação 12 anos
Às 20h:
À FLOR DO MAR (Portugal/1986 – 143’). Direção de João César Monteiro, com Laura Morante, Philip Spinelli, Teresa Villaverde
Quando Laura Rossellini decidiu bruscamente partir para Roma, levando consigo os filhos, estava por certo convencida que não mais voltaria a Portugal, que atrás de si deixara, para todo o sempre, "um país morto". Todavia, cerca de um ano depois, Laura regressa à casa fronteira à orla do mar e, num ameno clima de férias, reencontra o que resta da família e, porventura, algo de inesperado. Classificação 12 anos
Dia 11, às 16h:
FREI LUÍS DE SOUSA (Portugal/1950 – 115’ p/b). Direção de António Lopes Ribeiro, com Maria Sampaio, Raul de Carvalho, Maria Dulce
Adaptação da mais famosa peça de teatro do romantismo português. Passa-se nos finais do séc. XVI. Sete anos após o desaparecimento do marido, Dona Madalena casa pela segunda vez com um cavaleiro, D. Manuel. A filha deles descobre que sofre de uma doença fatal. Apenas um dos criados acredita que o primeiro marido está vivo. Um dia, depois de sete anos de ausência, a suspeita confirma-se. Classificação 12 anos
Às 20h:
CINCO DIAS, CINCO NOITES (Portugal/1996). Direção de José Fonseca e Costa, com Vitor Norte, Paulo Pires, Ana Padrão. Adaptado do romance de Manuel Tiago
Portugal, finais dos anos 40.
André, 19 anos, vê-se forçado a abandonar o país depois de fugir da prisão.
No Porto, uns amigos arranjam-lhe um passador (Lambaça), contrabandista dado ao vinho e brigão, que conhece bem a fronteira de Trás-os-Montes.
A sua antipatia e desconfiança mútua nascem logo no primeiro encontro.
Mas, ao longo de cinco dias e cinco noites, atravessando montes e vales, escondem-se da guarda e da polícia política, e com a ajuda de muitos conhecidos de Lambaça (entre os quais a bela Zulmira), os dois homens vão ter tempo para se conhecer melhor um ao outro.
E dessa antipatia e desconfiança iniciais, do encontro desses dois mundos que de outra forma nunca se cruzariam, irá talvez ficar, quando finalmente se despedem, uma amizade e admiração que nenhum deles se esquecerá. Classificação 12 anos
Dia 12, às 16h:
UMA ABELHA NA CHUVA (Portugal/1971- 66’ – p/b). Direção de Fernando Lopes, com Laura Soveral, João Guedes, Zita Guedes.
“Uma Abelha na Chuva” é a leitura cinematográfica de Fernando Lopes do romance homônimo de Carlos de Oliveira, num filme que encena de forma admirável um Portugal rural desencantado, sombrio e enclausurado, no final da década de 60, e que um crime brutal vem abalar. As paisagens sonoras abstratas, a impressionante fotografia e as inesquecíveis interpretações de Laura Soveral e João Guedes juntam-se numa obra de excelência do cinema português. Classificação 12 anos
Às 20h:
CRÓNICA DOS BONS MALANDROS (Portugal/1984 – 81’). Direção de Fernando Lopes, com Duarte Nuno, João Perry, Lia Gama.
Baseada no romance homônimo de Mário Zambujal, esta excelente comédia conta a história de um grupo de amigos que se dedica a pequenos assaltos, até que é subornado por um misterioso italiano que os desafia a roubar obras de arte num museu de Lisboa. Entre os preparativos para o grande golpe, vamos conhecendo os membros do grupo e os caminhos que os levaram à marginalidade, até que chega o dia do tão esperado assalto. Mas as coisas não correm como estava previsto. Classificação 12 anos
Dia 13, às 16h:
À FLOR DO MAR (Portugal/1986 – 143’). Direção de João César Monteiro, com Laura Morante, Philip Spinelli, Teresa Villaverde. - reprise
Às 20h:
VEREDAS (Portugal, 1977- 121”). Direção de João César Monteiro, com Margarida Gil, António Mendes, Carmen Duarte. - reprise
Dia 14, às 16h:
PASSAGEM DA NOITE (Portugal/2003 – 95’). Direção de Luis Filipe Rocha, com Leonor Seixas, Pompeu José, Maria D’Aires, Maria Rueff. - reprise
Às 20h:
UMA ABELHA NA CHUVA (Portugal/1971- 66’ – p/b). Direção de Fernando Lopes, com Laura Soveral, João Guedes, Zita Guedes. – reprise.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Wagner Polistchuk comanda concerto da Orquestra de Câmara de Curitiba

Apresentações no fim de semana marcam a estreia dos novos músicos integrantes da Orquestra e também do maestro na direção artística da Camerata Antiqua de Curitiba.
O destaque da programação musical do fim de semana fica por conta do concerto da Orquestra de Câmara de Curitiba, grupo musical mantido pela Prefeitura Municipal, com apresentações às 20h de sexta-feira (5), na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, e às 18h30 de sábado (6), na Capela Santa Maria. A regência estará a cargo do maestro Wagner Polistchuk, em sua primeira apresentação desde que assumiu a direção artística da Camerata Antiqua de Curitiba, no mês de abril passado.
O concerto também propicia a apresentação dos novos integrantes da Orquestra, os instrumentistas Priscila Vargas Pellanda (spalla violino), Martina Lohmann Weingaertner e Paulo André Hübner (solistas violino II), Flávia Motta de Oliveira Guinez (solista viola), Faisal Kamaal Hussein (solista violoncelo) e Pablo Eduardo Guinez Vergara (solista contrabaixo).
Parte instrumental da Camerata Antiqua de Curitiba, que em 2009 comemora 35 anos de atividades, a Orquestra de Câmara de Curitiba também desenvolve carreira própria e é considerada um dos principais grupos do país. A chegada de Wagner Polistchuck como diretor artístico integra a estratégia da Fundação Cultural de Curitiba para fortalecer o grupo, seguindo caminhos de modernização trilhados por orquestras de todo o mundo.
O maestro, que já regeu a Camerata Antiqua em várias ocasiões e respondeu pela condução do Coro da Camerata em concerto cênico, também participou da gravação de um dos CDs do grupo. “A vinda de Wagner Polistchuk é mais um significativo acréscimo na brilhante trajetória da Camerata Antiqua de Curitiba”, destaca o presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Paulino Viapiana.
O concerto – As apresentações da Orquestra de Câmara de Curitiba, neste fim de semana, integram a temporada 2009 de concertos patrocinada pela Volvo. O repertório diversificado evidencia a versatilidade dos músicos, na execução de obras de Fernando Morais (1966), Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959), Carl Nielsen (1865-1931) e Nikos Skalkottas (1904-1949).
O programa selecionado pelo maestro Wagner Polistchuk abre com a peça Sertão Urbano, de Fernando Morais, que pela primeira vez será executada no Paraná. Composta em 2003, a obra foi vencedora do Concurso de Composição Cláudio Santoro, realizado pela UnB – Universidade de Brasília, em 2003, e retrata a saga de um retirante nordestino que migra para um grande centro urbano em busca de novas oportunidades.
Na sequência, a composição Ciranda das Sete Notas, de Heitor Villa-Lobos. Composta em 1933, para orquestra de cordas e fagote solo, a obra evidencia a tradição do autor em utilizar temas de cantigas e quadras infantis para criar obras mais complexas. O solista convidado é o fagotista Alexandre Silvério, que integrou várias orquestras paulistas, além de ter atuado com músicos e grupos renomados, entre eles as orquestras Sinfônica e Filarmônica de Berlim, sob a regência de consagrados maestros.
O repertório também conta com a Pequena Suíte Opus 1, que marcou a estreia do dinamarquês Carl Nielsen como compositor. Escrita em 1890, a obra para orquestra de cordas obteve sucesso imediato e contribui para colocar o autor entre os mais importantes compositores da Escandinávia.
O concerto encerra com Cinco Danças Gregas, de Nikos Skalkottas, compositor grego de grandes méritos que estudou na Academia Prussiana das Artes (Alemanha). As Danças Gregas, com caráter folclórico e que guardam lembranças da formação musical do autor, estão entre as obras mais populares de Skalkottas. Compostas entre 1931 e 1936, as peças foram arranjadas para diferentes agrupamentos instrumentais, além de receberem nova orquestração entre 1948 e 1949.
Serviço: Apresentações da Orquestra de Câmara de Curitiba, sob a regência do maestro Wagner Polistchuk, dentro da temporada de concertos 2009 patrocinada pela Volvo. Datas e horários: dia 5 de junho de 2009 (sexta-feira), às 20h, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Av. Nossa Senhora Aparecida, 1.637 – Seminário), com entrada franca; dia 6 de junho de 2009, às 18h30, na Capela Santa Maria – Espaço Cultural (Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro). Ingressos a R$ 10 ou R$ 5 (mais um quilo de alimento não perecível) / promoção não cumulativa.
Orquestra À Base de Sopro grava DVD com Arrigo Barnabé

O show de gravação do DVD será na próxima quinta-feira (04),
às 21h, no Guairão.
A Orquestra À Base de Sopro, grupo musical da Fundação Cultural de Curitiba, faz a gravação do seu primeiro DVD, com um show na próxima quinta-feira (04), às 21h, no Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Teatro Guaíra). O DVD terá a participação especial do compositor Arrigo Barnabé, que criou a obra Metamorfose especialmente para o grupo curitibano. Além dessa composição, Arrigo tocará e cantará com a orquestra um dos seus maiores sucessos – a suite Clara Crocodilo, considerada um marco da Vanguarda Paulistana, movimento musical dos anos 80. Arrigo terá o acompanhamento das cantoras Daniella Gramani, Helena Bel e Thayana Barbosa. Com as duas composições, o espetáculo terá aproximadamente uma hora de duração.
Os primeiros contatos entre Arrigo Barnabé e a Orquestra À Base de Sopro se estabeleceram com a vinda do compositor para uma das Oficinas de Música de Curitiba, a convite da direção do festival. Conhecendo o trabalho do grupo, Arrigo manifestou seu interesse em compor uma obra especialmente para a orquestra curitibana, o que se concretizou em 2006. “À medida que compunha alguns trechos, ele nos enviava o material para trocarmos idéias. Foi um processo muito interessante, que resultou num trabalho de grande qualidade”, conta Sérgio Albach, regente e diretor artístico do grupo. Metamorfose estreou num show da Orquestra À Base de Corda, com a participação de Arrigo, em dezembro de 2006.
A proposta de unir Metamorfose e Clara Crocodilo, em arranjos especiais para orquestra de sopros, numa reverência à obra de Arrigo Barnabé, partiu do flautista Sebastião Interlandi Júnior. Integrante da Orquestra À Base de Sopro, o músico elaborou o projeto do DVD e obteve os recursos para sua execução pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Curitiba (modalidade Mecenato Subsidiado). O projeto foi aprovado no ano passado.
“Metamorfose é uma música muito interessante que merece ser registrada, enquanto Clara Crocodilo é pouco tocada e gravada, apesar da importância que ela tem na música brasileira”, afirma Sebastião Interlandi. O show para captação de imagem e som é apenas a primeira etapa do projeto. Sebastião prevê mais três meses de trabalho para edição do material e acredita que até o final do ano fará o lançamento do DVD.
O músico - Arrigo Barnabé surge na cena musical brasileira no final dos anos 70 e ganha reconhecimento quando lança o álbum independente Clara Crocodilo, em 1980, considerado o marco inicial da vanguarda paulista. O músico propõe uma fusão entre a música popular urbana e a música erudita contemporânea. Outro marco de sua carreira é o LP Tubarões Voadores, de 1984, que mostra o resultado de sua pesquisa de unir música e história em quadrinhos. Várias vezes premiado, foi bolsista da fundação Vitae, e apresentou-se em diversos festivais pela Europa e América do Sul. O músico compôs óperas contemporâneas e foi autor de trilhas sonoras de vários filmes, como Doutores da Alegria, que lhe rendeu prêmios. Atualmente escreve a trilha sonora para o filme Família muda e vende tudo, de Allain Fraisnot.
A orquestra – Considerada um dos principais grupos de música instrumental brasileira, a Orquestra À Base de Sopro é composta por 17 músicos que se dividem na execução de flautas transversais, clarinetes, clarone, sax alto, sax tenor, trompetes, trombones e uma base rítmico-harmônica formada por piano, guitarra, baixo, bateria e percussão. Em 2007, lançou um CD com músicas de Waltel Branco e foi convidada a participar do 8° Festival de Música Instrumental de Tatuí. A Orquestra ganhou, em 2002, o prêmio Saul Trumpet de melhor grupo instrumental. Foi indicada para o Prêmio TIM na categoria revelação 2008 pelo CD Mestre Waltel.
Serviço: Orquestra À Base de Sopro e Arrigo Barnabé – Show de gravação do DVD Local: Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto – Guairão Data: 4 de junho de 2009 (quinta-feira), às 21h Ingressos: R$ 20 e R$ 10 Informações: (41) 3304-7982
Entre mulheres
Entre mulheres
Depoimentos homoafetivos
de Edith Modesto
168 pág.
A AUTORA
Edith Modesto
É mestre e doutora em Semiótica Francesa pela Universidade de São Paulo (USP) e lecionou durante mais de 25 anos em faculdades de Jornalismo. Pesquisadora da diversidade sexual, já publicou três livros sobre o assunto: Diversidade sexual na escola – Uma metodologia de trabalho com adolescentes e jovens, Vidas em arco-íris – Depoimentos sobre a homossexualidade e Mãe sempre sabe? Mitos e verdades sobre pais e seus filhos homossexuais e Entre Mulheres (Edições GLS, 2009).
Além de fundadora e presidente da ONG GPH – Associação Brasileira de Pais e Mães de Homossexuais, é idealizadora do Purpurina – projeto sociocultural para adolescentes e jovens LGBTS de 13 a 24 anos – e colabora com diversos projetos de educação para a diversidade, oferecendo também palestras para psicólogos, profissionais da saúde e militantes.
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UM LANÇAMENTO

Perdida na floresta
Perdida na floresta
de Sue Miller
Durante quase duas décadas, desde a publicação de seu primeiro romance, o célebre The Good Mother, Sue Miller se distinguiu como uma das mais refinadas e amplamente celebradas cronistas da vida familiar norte-americana, com um talento especial para desnudar a intimidade de suas personagens. Em cada um de seus romances, Sue Miller escreveu com uma precisão primorosa sobre a experiência de se viver a epifania do dia-a-dia — a súbita presença do extraordinário na vida cotidiana —, além de narrar os movimentos intensos e inesperados do coração humano que nos levam rumo aos subterrâneos da revolta e do desejo.
Entretanto, jamais o talento de Miller se mostrou tão incisivo e poderoso como em Perdida na Floresta. O romance, ambientado nos vinhedos do norte da Califórnia, conta a história de uma adolescente que, após um trágico acidente, busca conforto em um nocivo caso amoroso com um homem muito mais velho.
Eva, divorciada e feliz no seu segundo casamento, mãe de três filhos, administra uma pequena livraria numa cidade ao norte de San Francisco. Quando seu segundo marido, John, morre atropelado, a frágil paz de sua família é mais uma vez transformada em dor. Emily, sua filha mais velha, precisa lidar com a independência e a responsabilidade recém-descobertas. Theo, o caçula, mal consegue compreender a morte do pai. Para Daisy, a filha do meio, a ausência de John escancara um mundo de perplexidade e confusão, expondo-a, no início da adolescência, ao caos e à instabilidade que pairam logo acima da segurança do amor dos pais. Em seu sofrimento, Daisy embarca em uma angustiante odisséia sexual, uma jornada que irá jogá-la ainda mais fundo no abismo da vida adulta e das esperanças perdidas.
UM LANÇAMENTO

Mozart - O filho da luz
Mozart - O filho da luz
de Christian Jacq
Páginas: 406
O jovem músico decide, então, ir para Viena, onde conhece a mulher da sua vida, Constance Weber.
Thamos, o fiel companheiro do artista, tenta, com alguns amigos, formar uma verdadeira Loja, capaz de transmitir ao seu protegido os ritos maçônicos inspirados nos Grandes Mistérios Egípcios. Eles correm grande perigo, pois o poder vigente considera a Maçonaria uma sociedade de idéias revolucionárias.
Mozart não desiste e se torna Aprendiz franco-maçom aos 28 anos. As Bodas de Fígaro estão a caminho...
UM LANÇAMENTO
