terça-feira, 24 de junho de 2008

Pequeno livro de viagem - Guia para toda hora


de Mari Campos

PÁGS: 218

Descubra com o "Pequeno livro de viagem" tudo que você precisa saber para fazer a viagem dos seus sonhos. A jornalista Mari Campos ensina todos os passos necessários para que sua viagem saia do papel e se torne as férias que você sempre quis. Você vai aprender o que fazer desde a hora do planejamento até o momento em que volta para casa, cheio de fotos e histórias para contar.

Com o "Pequeno livro de viagem", você vai descobrir:

- a melhor maneira de montar o roteiro e as melhores épocas para viajar;
- como fazer as malas de forma racional, para que você não tenha que carregar excesso de peso e ainda sobre espaço para as compras;
- o que fazer em caso de imprevistos num país estrangeiro;
- dicas de diversão e lazer para quem quer economizar;
- quais são os seus direitos em caso de extravio de bagagem, cancela- mento de vôo, "overbooking" etc.;
- e muito mais.

Tenha o "Pequeno livro de viagem" sempre à mão e saiba que, com organização e planejamento, é possível conhecer os destinos mais incríveis do planeta. E, na volta, você já pode começar a planejar as próximas férias!

um lançamento de

Os Vinte e seis mártires do japão



de Alécio BROERING

Páginas: 64
Um opúsculo de raro interesse, leia agora a Sinopse do próprio autor

Por Frei Alécio Broeming, OFM, Há anos venho sentindo a necessidade de escrever um livro modesto sobre os 26 Mártires do Japão. Muitas pessoas que visitam o altar a eles dedicado, em nossa Igreja de São Francisco de Assis, na Vila Clementino, São Paulo, querem saber como aconteceu esse martírio. A história dos Mártires impressiona mais ainda porque a maioria das pessoas nem pode imaginar que no Japão, país de tão poucos católicos, haja tantos santos que conseguiram a glória dos altares. Outro fato a ressaltar é que, na maioria, os Mártires eram leigos. Isto nos faz lembrar que a santidade não é privilégio de padres ou freiras todos são chamados à vida de santos. E, finalmente, senti a necessidade de um livro sobre os 26 Mártires por estarmos no ano do Oitavo Centenário do Nascimento de São Francisco de Assis (1982): os Mártires, na grande maioria, eram franciscanos já no século XVI tornaram São Francisco presente no Japão e viveram seu ideal até o fim. Eles são um estímulo e um desafio para nós no mundo materializado e secularizado em que vivemos e ao qual devemos levar o espírito humano alegre, altruísta e desprendido de São Francisco de Assis.

Um lançamento da
EDIÇÕES LOYOLA

Programações literárias movimentam a semana

Encontro de escritores – Na quinta-feira (26), às 19h30, acontece mais uma edição do projeto literário Nova Cartografia. O evento, no Palacete Wolf, conta com a participação das escritoras Maria Esther Maciel, de Belo Horizonte (MG), e Assionara Souza, de Curitiba, sob a mediação de Flávio Stein, também de Curitiba.

Criado com o propósito de possibilitar o encontro entre um escritor local e um autor de outra região do Brasil, o projeto literário Nova Cartografia abre espaço para que os convidados façam análises e leituras mútuas de suas obras. O objetivo é incentivar diálogos regionais entre produtores de literatura e apresentar à população curitibana tanto a produção local quanto de outros estados.

Assionara Souza nasceu em Caicó (RN), mas vive em Curitiba, onde leciona Literatura Brasileira e Produção Textual. É mestranda em Estudos Literários pela Universidade Federal do Paraná e, em 2005, publicou o livro de contos Cecília Não é Um Cachimbo, pela Editora & Letras. A escritora convidada, Maria Esther Maciel, é professora de Teoria da Literatura e Literatura Comparada da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Mestre em Literatura Brasileira pela UFMG e doutora em Literatura Comparada pela mesma instituição, com pós-doutorado em Cinema pela Universidade de Londres, Maria Esther publicou os livros Dos Haveres do Corpo (poesia, 1985), As vertigens da lucidez: poesia e crítica em Octavio Paz (ensaio, 1995), A lição do fogo (ensaio, 1998), Triz (poesia, 1998), Vôo Transverso (ensaios, 1999), A memória das coisas (ensaios, 2004), O Livro de Zenóbia, (ficção, 2004) e, recentemente, lançou O Livro dos Nomes (ficção, 2008), pela Editora Companhia das Letras. Tem ensaios, contos e poemas publicados em diversas revistas nacionais e estrangeiras.



Textos clássicos – O programa literário Odisséia da Palavra tem continuidade neste domingo (29), às 9h30, no Palacete Wolf, com a leitura de mais dois textos clássicos da Antigüidade. Desta vez, serão lidas as obras Teogonia e Trabalhos e Dias, de Hesíodo. O leitor guia é o professor Roosevelt Araújo da Rocha Júnior.

Os encontros têm como objetivo apresentar ao público os textos clássicos da Antigüidade, considerando a contribuição das culturas grega e latina para a formação da civilização ocidental. Neste primeiro módulo estão sendo lidos textos da Antiga Grécia. Num segundo momento serão lidas obras da Civilização Romana. O programa também inclui, nas próximas edições, textos de Ésquilo, Sófocles, Eurípedes e Aristófanes, entre outros autores clássicos.

Projeto Nova Cartografia

Com Maria Esther Maciel (Belo Horizonte/MG) e Assionara Souza (Curitiba/PR); mediação de Flávio Stein (Curitiba/PR)

Data: 26 de junho de 2008 (quinta-feira), às 19h30

Local: Palacete Wolf – Praça Garibaldi, 7

Entrada franca

Informações: (41) 3321-3317



Roda de Leitura do ciclo A Casa da Leitura Lê Loucura, com o escritor Paulo Sandrini, que aborda a obra O Louco do Cati, de Dyonélio Machado

Local: Casa da Leitura (Rua Batista Ganz, 453 – Parque Barigüi)

Data: 28 de junho de 2008 (sábado), às 15h

Entrada franca

Informações: (41) 3240-1101



Odisséia da Palavra – Leitura dos textos Teogonia e Trabalhos e Dias, de Hesíodo, com orientação do professor Roosevelt Araújo da Rocha Júnior.

Data: 29 de junho de 2008 (domingo), às 9h30

Local: Palacete Wolf – Praça Garibaldi, 7

Entrada franca.

Informações: (41) 3321-3317

João Batista de Andrade participa de debate na Cinemateca

Diretor de filmes premiados em festivais nacionais e internacionais,

João Batista de Andrade é o convidado do próximo ciclo de debates, que acontece nesta quarta-feira (25), às 19h, com entrada franca.



O cineasta João Batista de Andrade, autor de O homem que virou suco, O país dos tenentes e de vários documentários premiados em festivais nacionais e internacionais, é o convidado do Ciclo de Debates – O Documentário em Foco, que será promovido pela Fundação Cultural de Curitiba, na próxima quarta-feira (25), às 19h, na Cinemateca. Na ocasião será exibido o primeiro documentário de João Batista de Andrade, Liberdade de Imprensa, produzido em 1967. A entrada é franca.

Com 25 minutos de duração, o filme concentra-se nos primeiros tempos do golpe militar de 1964 e tem o propósito de discutir os reflexos da ditadura sobre a imprensa, então atingida por uma lei restritiva. Este filme, apreendido pelo exército no Congresso da UNE em Ibiúna (SP), em 1968, ficou proibido durante vários anos e foi recentemente restaurado. A mediadora do debate será a jornalista e professora Solange Stecz.

O documentário Liberdade de Imprensa é um marco brasileiro no gênero e na carreira de João Batista de Andrade. Participante ativo de movimentos sociais, o cineasta dirigiu também Greve, documentário sobre o movimento operário. Tem também vasta experiência em televisão. Foi repórter especial do telejornal A Hora da Notícia, editado por Wladimir Herzog, quando dirigiu vários curtas-metragens documentais premiados como Migrantes, Ônibus e Pedreira.

Ao lado de diretores como Eduardo Coutinho, Walter Lima Jr., Maurice Capovilla e Paulo Gil Soares, João Batista de Andrade foi um dos diretores do período áureo do programa Globo Repórter, pelo qual produziu documentários premiados como O Caso Norte, O Mercúrio Nosso de Cada Dia e Wilsinho Galiléia.



Serviço:

Ciclo de Debates – O Documentário em Foco, com João Batista de Andrade e exibição do filme Liberdade de Imprensa (1967)

Data: 25 de junho de 2008 (quarta-feira), às 19h

Local: Cinemateca de Curitiba – Rua Carlos Cavalcanti, 1.174

Entrada franca

Grupo Baque Solto faz show na Universidade Tuiuti


A apresentação integra a série Cidadania Musical, que acontece nos bairros da cidade, numa promoção da Fundação Cultural de Curitiba. A entrada é franca.



O Grupo Baque Solto, formado por um quinteto de instrumentistas que se dedica à música popular brasileira, faz uma apresentação nesta quarta-feira (25), às 19h30, na Universidade Tuiuti do Paraná – Campus Barigüi, no bairro Santo Inácio. O show, aberto ao público, integra a série Cidadania Musical, promovida pela Fundação Cultural de Curitiba nas regionais da cidade.

O elemento diferencial do grupo é a integração de dois instrumentos musicais normalmente contextualizados como regionais – o acordeom e a viola – , que aparecem na formação do grupo ao lado do contrabaixo elétrico, da guitarra, da bateria, da percussão e da flauta doce. A diversidade de estilos da música popular brasileira de várias regiões do país, como samba, baião, maracatu, xote, afoxé, choro e milonga, é o foco do quinteto, que trabalha na composição dos arranjos procurando criar sonoridades próprias, misturando e reinventado ritmos e estilos, buscando apresentar uma nova visão para a música brasileira.

Formado por Doriane Conceição (voz e flauta doce), Marina Camargo (acordeom), Marcelo Pereira (contrabaixo), Eduardo Gomide (guitarra, viola e voz) e Alexandre Rogoski (bateria), o Baque Solto vem atuando com êxito no cenário musical curitibano desde 2002, participando de shows em teatros, festivais de música e eventos culturais diversos, além de se apresentar freqüentemente em bares e casas noturnas. O grupo foi convidado este ano para participar do Circuito Off da 26ª Oficina de Música de Curitiba, apresentado show autoral. Além da Oficina de Música, o grupo apresentou-se em outros projetos da Fundação Cultural, como o Música nos Parques, Domingo Onze e Meia e Terça Brasileira no Paiol. Em 2007, foi selecionado pelo projeto MPB da Melhor Qualidade no Teatro do SESC da Esquina, apresentado o show Elis.



Serviço: Cidadania Musical – Grupo Baque Solto Data: 25 de junho de 2008 (quarta-feira), às 19h30 Local: Universidade Tuiuti do Paraná – Campus Barigüi (Rua Sydnei Antonio Rangel Santos, 238 – Santo Inácio – Regional Santa Felicidade) Entrada franca

domingo, 22 de junho de 2008

Cris Lemos é a atração do programa Terça Brasileira


A cantora interpreta canções de compositores paranaenses, no show “Meu Lugar”, que acontece no Teatro Paiol, às 20h desta terça-feira (24).



O programa Terça Brasileira, promovido pela Prefeitura Municipal por meio da Fundação Cultural de Curitiba, leva ao Teatro Paiol, às 20h desta terça-feira (24), o espetáculo Meu Lugar, comandado pela cantora Cris Lemos. No repertório estão obras de vários compositores paranaenses, entre eles Lydio Roberto, Breno Ruiz, Iso Fischer, Rafael Altério, Claudionor Cruz, Etel Frota, Cristina Saraiva e Rita Altério, além de canções de Paulo César Pinheiro e Sérgio Natureza, ao lado de músicas de Ary Barroso, grande referência na vida da cantora.

Paulista de Santo André, Cris Lemos mora em Curitiba há 22 anos, onde construiu sua carreira acadêmica e artística. Formada e pós-graduada em Música pela Faculdade de Artes do Paraná, é mestre em Comunicação e Linguagem pela Universidade Tuiuti. Professora do curso de Publicidade e Propaganda / Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, também atua como produtora musical e pesquisadora da Gramofone Produtora Cultural.

Cris Lemos participou de grupos vocais conhecidos do público paranaense, como O Abominável Sebastião das Neves – extinto coro cênico do início da década de 1990 –, Nymphas e O Tao do Trio, esses dois ainda em plena atividade. Como arte-educadora, a cantora desenvolve trabalho de orientação vocal e regência do grupo infantil Coro Cabeludo.

As músicas selecionadas para a apresentação desta terça-feira (24) integram o CD Meu Lugar, primeira gravação solo de Cris Lemos, lançado no ano passado. O CD foi viabilizado pelo Programa de Apoio e Incentivo à Cultura (PAIC), da Prefeitura de Curitiba, o que possibilitou a participação de músicos renomados, como Zé Luiz Mazziotti, Marco Pereira, Glauco Sölter, Mário Conde, Endrigo Bettega, Arismar do Espírito Santo, Gabriel Grossi, Alessadro Kramer, Ricardo ô Rosinha, Sérgio Albach, Daniel Migliavacca, Vina Lacerda, Lydio Roberto, Grupo Mundaréu, Leandro Teixeira e Ezequiel Piaz.



Serviço: Programa Terça Brasileira, com a cantora Cris Lemos Data: dia 24 de junho de 2008 (terça-feira), às 20h Local: Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho) Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (estudantes) Contatos: (41) 3367-5972 / 9981-8105 cris.musician@gmail.com

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Orquestra À Base de Corda faz show com Renato Borghetti


Borghettinho e Orquestra À Base de Corda fazem duas apresentações, sábado (21), às 20h, e domingo (22), às 19h, no MON



A Orquestra À Base de Corda, grupo artístico da Fundação Cultural de Curitiba, faz dois shows neste fim de semana, tendo como artista convidado o músico gaúcho Renato Borghetti. Borghettinho e a Orquestra de Cordas apresentam-se sábado (21), às 20h, e domingo (22), às 19h, no Teatro do Museu Oscar Niemeyer.

Virtuose da gaita de ponto, Renato Borghetti traz elementos da música folclórica do Rio Grande do Sul para se somar à sonoridade da orquestra curitibana. No repertório, muitas das composições são de sua autoria: Entardecer no Pontal, Fronteira, Mal dormido, Emily e Sétima do Pontal. O espetáculo inclui também as músicas Barra do Ribeiro (Guinha Ramires), Merceditas (Ramón Ríos), Taquito Militar (Mariano Moraes), Redomona (O Serranos) e Milonga para as Missões (Gilberto Monteiro).

Renato Borghetti é um dos artistas brasileiros de mais sólida carreira internacional. De 2003 a 2006, chegou a fazer até quatro turnês anuais. Borghetti e seu grupo estrearam no Festival de Verão de Bolonha a turnê européia de 2007, que durante quase um mês percorreu outras sete cidades italianas, passando ainda por festivais na Croácia, República Tcheca, Áustria e Alemanha. No verão europeu, as apresentações são na maioria ao ar livre, para milhares de pessoas, mas também acontecem em teatros, clubes de jazz, casas noturnas e centros culturais daqueles países e da França, Portugal, Hungria, Holanda, Eslovênia, Bélgica e Suíça.

Borghetti é cada vez mais atração internacional também em festivais de gaita, ao lado de estrelas como o italiano Ricardo Tesi, o irlandês Martin O´Connor, o português Artur Fernandes e o espanhol Kepa Junqueira. Este ano, o músico finaliza o segundo DVD, Fandango, e em 2009 comemora os 25 anos de lançamento do seu primeiro álbum que, vendendo mais de 100 mil cópias, ganhou o primeiro disco de ouro da música instrumental brasileira.



A orquestra - Mantida pela Fundação Cultural de Curitiba, a Orquestra À Base de Corda foi criada por Roberto Gnattali em 1998. Dedicada à pesquisa e à divulgação da música brasileira, a Orquestra possui formação instrumental ímpar – desde 2001 conta com violino, bandolim, cavaquinho, viola caipira, violão, violão 7 cordas, piano e percussão – o que confere ao grupo sonoridade bastante particular. Seu repertório abrange diversos períodos da história da música brasileira e inclui composições de seus integrantes. Os arranjos são especialmente elaborados por músicos da orquestra e por nomes como Paulo Bellinati, Maurício Carrilho, Leandro Braga, Dante Ozzetti, Jayme Vignoli, Mario Manga, André Abujamra, Paulo Aragão, Josimar Carneiro.

O grupo já teve como convidados Mônica Salmaso, Roberto Corrêa, Ceumar, Pedro Amorim, Dominguinhos, Joel Nascimento, Andréa Ernest Dias, Caíto Marcondes, Maurício Carrilho, Zé Renato e Ná Ozzetti. Entre suas apresentações mais importantes estão as realizadas nas Oficinas de Música de Curitiba (2001 a 2008) e no 8º Festival Brasil Instrumental de Tatuí.

A Orquestra À Base de Corda tem como regente e diretor musical, desde 2001, o violonista, bandolinista, arranjador e compositor João Egashira. Como instrumentista, apresentou-se ao lado de nomes como Paulo Bellinati, Altamiro Carrilho, Paulo Sérgio Santos, Izaías e Israel. Como integrante do grupo Conversa Fiada foi classificado para a primeira edição do Premio Visa de MPB Instrumental. Com o duo Nó de Pinho, ao lado de Daniel Migliavacca, apresentou-se no Festival de Inverno da UFPR (Antonina), Festival de Jazz de Joinville e na 5ª Mostra Brasil Instrumental em Tatuí. João Egashira é um dos criadores do Clube do Choro de Curitiba. Recebeu da Câmara Municipal de Curitiba, em 2003, votos de congratulações por serviços prestados ao desenvolvimento da cultura em Curitiba.


Serviço: Orquestra À Base de Corda e Renato Borghetti Data: 21 e 22 de junho de 2008. Sábado (21), às 20h, e domingo (22), às 19h. Local: Teatro do Museu Oscar Niemeyer – Rua Marechal Hermes, 999. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (mais um quilo de alimento não perecível).

RELIGIÕES PAGÃS E CRISTÃS

O PAI DE FAMÍLIA


E outros estudos

de Roberto Schwarz


Páginas - 184

Às vezes, as datas dizem muito. Escritos entre 1964, ano do golpe, e 1978, quando o autor retorna do exílio francês, os ensaios reunidos em O pai de família constituem uma tentativa de resposta rigorosa e dialética aos dilemas que a conjunção de autoritarismo e modernização impunha tanto à vida política de todos como às posições clássicas da esquerda.
Para dar conta do recado, Schwarz criou uma prosa singular, misturando a dicção vernácula de um Mário de Andrade às figuras argumentativas de um Theodor Adorno. Aqui, como na guerrilha, a regra fundamental é não permitir que se adivinhe o próximo movimento, donde o ziguezague do cinema de Ruy Guerra à arquitetura de Cristina Barbosa, de um perfil de Anatol Rosenfeld à ficção de Paulo Emílio Salles Gomes, da tradução oportuna de um conto de Kafka à pseudotradução de uma certa Bertha Dunkel.
Crítica militante? Não exatamente. Os ensaios de Schwarz são antes regidos pelo esforço quase paradoxal de reflexão no calor da hora e parecem menos interessados em tomar posições inabaláveis do que em promover deslocamentos - conceituais, políticos e estéticos. À maneira, quem sabe, de João Gilberto, que "esfria sambas e boleros e os canta distanciadamente", à maneira de um Brecht baiano, brasileiro mas dialético.

Um lançamento da

SUPLEMENTO CULTURAL INFANTO JUVENIL


ATENDENDO A PEDIDOS DE PAIS E EDUCADORES INAUGURAMOS ESTE SUPLEMENTO CULTURAL ESPECIAL VOLTADO A LANÇAMENTO E EVENTOS INFANTOJUVENÍS.