terça-feira, 17 de junho de 2008

Jorge Luis Borges

MÍNIMA MÍMICA



- Ensaios sobre Guimarães Rosa

de Walnice Nogueira Galvão

Páginas

352

Walnice Nogueira Galvão é uma das maiores especialistas brasileiras em Guimarães Rosa, escritor que fascina e desafia leitores e críticos com seu alto teor de experimentação lingüística. Em Mínima mímica, Walnice elabora hipóteses sobre as principais narrativas de Rosa e analisa o processo criativo do escritor. A autora estende sua investigação a temas que permeiam sua obra, como o regionalismo, a religião, a mitologia, a imigração e as relações entre literatura, fábula, antropologia e jornalismo.
Na primeira parte do volume, a autora aborda algumas das mais conhecidas narrativas do autor. A segunda parte traz onze ensaios sobre temas como as metáforas náuticas na literatura do sertão e a infância e a relação do menino Joãozito com o pai. Os ensaios da terceira parte do livro não versam diretamente sobre Rosa, mas não abandonam por completo a obra do mineiro: Walnice comenta a atuação política e intelectual de Duglas Teixeira Monteiro, professor de ciências sociais da USP, e do escritor Afonso Arinos. O ensaio que fecha o livro mostra como o sertão continua a ser tema forte em diversas expressões nas artes e no entretenimento, inspirando obras no cinema, no teatro e na música popular.


Um Lançamento da









VENTOS DE QUARESMA


de
Leonardo Padura Fuentes


Páginas

232

Havana, 1989. A rotina do detetive Mario Conde é quebrada por dois episódios que chegam com os ventos característicos da Quaresma: a tonitruante paixão pela ruiva Karina, que conheceu casualmente por causa de um pneu furado, e o assassinato de Lissette Núñez Delgado, jovem professora de química de um colégio de Havana.
Para resolver o mistério do assassinato de Lissette - espancada e asfixiada com uma toalha após uma festa regada a álcool, sexo e drogas em seu apartamento -, Conde terá de percorrer um longo caminho, em que será impulsionado por dois elementos: o questionamento de sua própria vida, opondo o sonho de ser escritor à sua realidade de policial, oposição posta em ebulição pela furtiva Karina; e o instinto policial, que lhe diz a todo momento que a solução do caso está inevitavelmente ligada à origem da droga encontrada no apartamento de Lissette.
Esse mesmo instinto o afasta dos suspeitos mais evidentes. A trajetória de Conde é pautada, sobretudo, pelo desconforto de enxergar de maneira cristalina que os sonhos de sua geração ruíram e que os jovens de hoje não parecem alimentar nenhum tipo de esperança que dê sentido à vida.


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A HISTÓRIA DE MILDRED PIERCE


de James M. Cain

Páginas-328

A Grande Depressão norte-americana propiciou o desenvolvimento de um tipo específico de romance realista, caracterizado por personagens amorais, passionais ou perturbados em conseqüência de dificuldades pessoais e familiares, o que muitas vezes os leva ao crime. James M. Cain foi um dos grandes expoentes desse gênero, também chamado de hard-boiled. Ainda que não seja um romance policial, A história de Mildred Pierce tem todos os ingredientes desse gênero de romance, surgido nos anos 30 e 40. Cain apresenta um painel da sociedade norte-americana nos anos 1930, entre a Depressão e o fim da Lei Seca, momento em que os valores morais conservadores dão lugar à primazia das ambições. Mildred Pierce é uma bela mulher, tem habilidade culinária excepcional e uma força interior inabalável. Usa esses atributos para sobreviver ao divórcio e à pobreza, galgando os degraus até a classe média. Mas Mildred também tem suas fraquezas: queda por homens incompetentes e uma devoção irracional pela filha inescrupulosa e manipuladora. Com esses elementos James M. Cain criou uma novela de aguda observação social e violência emocional devastadora, sempre no estilo conciso e direto que o consagrou.




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GENERAL OSORIO


- A espada liberal do Império de Francisco Doratioto


Organização

Elio Gaspari, Lilia Moritz Schwarcz


Páginas-280


Militar contra a vontade, por imposição paterna e pela falta de alternativas para um garoto pobre do interior do Rio Grande, Osorio conquistou a fama, o reconhecimento nacional e até uma certa fortuna, tornando-se inclusive senador no final da vida. Neste livro, o historiador Francisco Doratioto investiga a ascensão de Osorio no contexto dos conflitos de que participou, revelando como as conturbadas relações do Império com os países vizinhos ao sul criaram as condições para que Osorio se destacasse como militar.
Através da sua biografia, portanto, podemos acompanhar também os conflitos e guerras travadas na região, desde a Cisplatina até a Guerra do Paraguai, passando pela Revolução Farroupilha e pela guerra contra Oribe e Rosas. Ao fim, Doratioto apresenta não só o perfil do simples alferes que acabou por se tornar comandante do Exército brasileiro em operações no início da Guerra do Paraguai, mas também uma rica e envolvente história do Brasil e dos países do Rio da Prata.


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VIVER



de Yu Hua

Tradução

Márcia Schmaltz

Páginas

216


Um jovem andarilho perambula pelo interior da China atrás de histórias e canções folclóricas, quando se depara com o velho Fugui Xu. Intrigado com aquela figura, o jovem interessa-se em escutar sua história de vida. E assim tem início o relato de uma extraordinária epopéia familiar, que se estende por cinco décadas da história chinesa contemporânea, desde a libertação do país, ao final da Segunda Guerra, até os dias atuais, passando pela ascensão de Mao Tse-tung e pela Revolução Cultural.
No início da década de 1940, Fugui levava uma vida boa, cercado por suas terras, empregados e esposa obediente. Até que o gosto pela jogatina o leva a perder tudo. Na miséria, consegue a muito custo um pedacinho de terra que lhe permite recomeçar a vida. Mas logo é obrigado a combater na Guerra Civil e passa anos longe de casa, sofrendo reveses dignos de um Jó. Só não perde a disposição de seguir em frente.
Com sua prosa límpida e direta, no estilo saboroso da tradição oral, o chinês Yu Hua atinge com perfeição o objetivo a que se propôs: "Quis descrever a capacidade que o homem tem de ser otimista diante do mundo. E, ao escrever, compreendi que vivemos pela vida em si, e por nada além disso".

"Um dos grandes romancistas da atualidade, Yu Hua escreve com um olhar frio e preciso, mas também com um enorme coração." - Ha Jin, autor de Refugo de guerra


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Concerto na Capela une música e dança

O concerto Abraço de Câmara constitui um projeto inovador da coreógrafa Rocio Infante e do violonista Mario da Silva.



A Capela Santa Maria – Espaço Cultural apresenta na quarta e na quinta-feira (18 e 19), às 20h30, o concerto Abraço de Câmara, uma proposta inovadora de interlocução de linguagens, apresentada pela bailarina e coreógrafa Rocio Infante e pelo violonista Mario da Silva. O projeto foi um dos selecionados pela Fundação Cultural de Curitiba, por meio de edital do Fundo Municipal da Cultura, para compor a programação da Capela.

O projeto, que já participou de vários festivais de música no Brasil e no exterior, propõe um novo formato para recitais. A performance interdisciplinar decompõe a maneira convencional de se fazer música de câmara, de acordo com os experimentos realizados pelos artistas. O concerto é feito com base num repertório de música contemporânea para violão e outro instrumento. No caso do Abraço de Câmara, este instrumento é visual, corporal e sonoro. De acordo com os artistas, a proposta abre portas para várias possibilidades ainda pouco exploradas nas apresentações de música de câmara.

O projeto modifica-se de acordo com a escolha do repertório. O programa a ser apresentado na Capela Santa Maria inclui peças de Arrigo Barnabé (Fragmentos), Jaime Zenamon (Unicórnio), Arthur Kampela (Percussion Study 1 e 5), André Abujamra (Jardins do Céu de Gaudi), Norton Dudeque (Pintando o 7), Chico Mello (Dança, versão para 8 violões) e Mário da Silva (DNA da Dança).





Serviço:

Abraço de Câmara, com Rocio Infante e Mario da Silva

Data: 18 e 19 de junho de 2008 (quarta e quinta-feira), às 20h30

Local: Capela Santa Maria – Espaço Cultural (Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro)

Ingressos: R$10 ou R$5 mais um quilo de alimento não perecível

Assessoria de imprensa para o mercado editorial

A Universidade do Livro, vinculada à Fundação Editora da
Unesp, promove entre os dias 17 e 19 de junho, das 18h30
às 21h30, o curso Assessoria de Imprensa para o
mercado editorial. O objetivo é fornecer subsídios
para a compreensão do papel da assessoria na divulgação
de produtos editoriais junto à imprensa geral e
especializada, abordando as diferentes características de
cada mídia, as dificuldades e as ferramentas para
obtenção de resultados positivos.

O curso trabalha a questão da formação da opinião
pública, o produto editorial como objeto de divulgação e
as relações entre linguagem publicitária e linguagem
jornalística. Na ocasião, será apresentada e aprofundada
a concepção de assessoria de imprensa como mediadora da
relação com a mídia (e os diferentes canais).

Dentro do tema, são objetos de discussão os conflitos e
acordos entre redação e assessoria, as abordagens e
táticas, as técnicas de redação de release, além follow-
up e de criação de mailing. Serão ainda abordados temas
como organização de entrevistas coletivas e exclusivas,
controle da informação e planejamento de divulgação:
check-list diário, semanal e mensal, infra-estrutura e
orçamento.

O curso será ministrado por Katia Saisi, jornalista com
mais de 20 anos de experiência em comunicação e imprensa
em empresas públicas e privadas. Especialista em
Comunicação e Marketing, mestre em Comunicação e Mercado,
pela Faculdade Cásper Líbero e doutoranda em Ciências
Políticas, pela PUC-SP, é docente na ECA/USP,
Universidade São Judas e Unaerp, e diretora da Pluricom
Comunicação Integrada, empresa de comunicação
organizacional e política.

Assessoria de Imprensa para o mercado editorial é
voltado para editores, editores-assistentes, divulgadores
e profissionais de comunicação e marketing, jornalistas,
assessores de imprensa, estudantes de comunicação,
marketing e demais interessados em aprofundar os
conhecimentos sobre assessoria de imprensa e mercado
editorial.

O evento acontece na sede da Universidade do Livro, à
Praça da Sé, 108 (Centro - São Paulo, SP). O investimento
é de R$ 300 (R$ 240 para sócios e estudantes).

Informações sobre reservas e inscrições podem ser obtidas
pelo telefone (11) 3242-9555 e e-mail
universidadedolivro@editora.unesp.br. O programa completo
está acessível no site www.editoraunesp.com.br, link para
Universidade do Livro.

Editora UNESP

domingo, 15 de junho de 2008

MINHA CRISE DE MEIA-IDADE FAVORITA (ATÉ AGORA)


Toby Devens

Páginas : 392

O que você faria se descobrisse, depois de 26 anos de casada, que seu marido está apaixonado por Brad, o decorador? Pois é isso o que acontece com a Gwyneth Berke, uma bem-sucedida ginecologista que precisa reestruturar sua vida após essa terrível revelação. Mas ela resolve esse dilema da melhor forma possível, recrutando suas melhores amigas, também recém-descasadas, como consultoras para a formulação dos planos para essa nova etapa da sua vida – que inclui um necessário estoque de bom humor e, claro, a busca de um novo amor. Minha crise de meia-idade favorita (até agora), romance de estréia de Toby Devens, é diversão garantida tanto para mulheres que estão passando por essa fase da vida quanto para aquelas que ainda chegarão lá.


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O Negro no mundo dos Brancos



REEDIÇÃO IMPERDÍVEL

Edição: 2ª

Nº de Páginas: 320


Apresentação - Lilia Moritz Schwarcz
Autor - Florestan Fernandes

A década de 1960 ficou assinalada pelo incremento dos estudos sobre o negro brasileiro. Durante muitos anos, analisada em um ou outro livro ou artigo esporádico, a participação do descendente de africano no Brasil começou a ser reavaliada (segundo alguns de maneira um tanto idealizada) por Gilberto Freyre, em Casa-grande & senzala (1933). Nos anos seguintes, os estudiosos assumiram posições mais realistas, pondo de lado velhos chavões como a inexistência de preconceito racial no país. Buscaram-se enfoques inéditos de abordagem do problema, analisaram-se aspectos ainda não avaliados, sempre amparados em pesquisa de campo e levantamento minucioso de dados. O negro no mundo dos brancos, do professor Florestan Fernandes, reflete essas tendências através de seus quatorze ensaios, centrados na preocupação com a supremacia da "raça branca" e o controle do poder que ela exerce em nossa sociedade, fazendo do Brasil um mundo social modelado pelo branco e para o branco. Estudando a situação do negro e do mulato na sociedade brasileira, vista a partir de São Paulo, Florestan Fernandes levanta os caminhos sinuosos assumidos pelo preconceito, os seus disfarces e o processo de segregação racial, sem agravar ou atenuar o problema. Sua visão é de que o equilíbrio racial na sociedade brasileira "procede do modo pelo qual os dois pólos se articulam com um mínimo de fricção", padrão de equilíbrio que é a própria base da desigualdade racial. O livro aborda ainda outros assuntos mais heterogêneos e fortuitos, como o significado das pesquisas sobre relações raciais, a presença do negro "em nosso folclore e nos quadros da religião popular", todos eles se comunicando entre si, ajudando a desvendar a situação real do negro na sociedade brasileira, mas também afirmando as "preocupações morais e políticas" do autor.


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